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- Aquela velha maldita. -ele diz com ódio e Willou fecha os punhos com força-

- Vaza daqui seu merda! -disse com raiva-

- Do meu estabelecimento? -ele sorri-

- Ah não se preocupa, vai ficar todo para você! Vamos pessoal. -gritei a última parte-

Rory, Gabe, Maitê e Aidê saiem de trás do palco, eles estão com algumas malas. Posso ver as meninas segurando o choro por causa da minha avó e os meninos com os olhos cheios de ódio, assim que eles vêm para o meu lado eu me viro e puxo a mão do meu irmão para sairmos.

- Espero que seja feliz agora sem família. -Willou diz e todos saímos da boate-

Um silêncio reina entre nós, estamos dentro do carro em rumo a casa de Francis, ou melhor, na casa da mãe dele. Vamos dormir lá até conseguirmos tudo que precisa ser feito para a viajem ao Brasil.

- E para onde vamos agora? -Aidê pergunta quebrando o silêncio-

- Para casa de Francis. -respondo-

- Tem certeza que é uma boa ideia? -Maitê questiona-

- Bárbara concordou que podemos ficar por lá até quando precisarmos. -disse e ela parece inquieta-

- E como vamos pagar isso sem trabalhar? -ela pergunta-

- Não se preocupe Maitê, eu e Carol iremos arcar com todos os custos e iremos nos certificar de arrumar um lugar e bom emprego para todos vocês. -ele diz sério e ela parece um pouco melhor-

O resto do caminho foi silencioso apenas ouvindo os carros passando na estrada, eu não conseguia relaxar, sentia que meu corpo ia acabar desmoronando qualquer hora. Assim que o carro parou na frente da casa da Bárbara meus amigos desceram, meu irmão me olhou com preocupação.

- Você não parece nem um pouco bem. -ele diz o óbvio-

- Talvez porque nada esteja bem não é? -disse segurando meu choro-

- Eu sei, mas vamos dar um jeito. -ele diz e beija minha testa-

- Não quero que nem um deles descubra para onde estamos indo ouviu? -disse séria-

- Eu já estou preparando tudo não precisa se preocupar. -ele diz sério-

- Eu preciso falar com a Lana. -avisei e sai do carro-

Peguei meu celular e liguei para a mesma, ela demorou para atender e isso me deixou preocupada.

• Ligação On •

- Oi, desculpa a demora estava sem o celular. -ela avisa e eu respiro aliviada-

- Certo, onde você está? Está bem? -perguntei-

- Estou em casa com a Ianny, estamos preparando nossas coisas. -ela diz e eu dou um sorriso fraco, pelo menos ela não desistiu-

- Ianny irá conosco então? -perguntei-

- Sim, eu preciso que ela vá comigo. -ela diz e eu concordo-

- Tudo que você quiser princesa. Irei providenciar tudo. -respondo com um pequeno sorriso-

- Estou te esperando. Não demore por favor. -ela pede e como eu poderia dizer não para aquela garota?-

- Logo estarei aí princesa. -respondi antes de desligar-

• Ligação Off •

Suspiro e caminho até dentro da casa, assim que entro vejo os garotos cortando alguns legumes e verduras, enquanto as garotas fazem sanduíches. Bárbara está sentada na banqueta que tem perto do balcão tomando uma taça de vinho e rindo de algo.

- Estão bem? -perguntei me aproximando-

- Sim, Bárbara estava contando histórias de quando vocês eram menores. -Maitê responde enquanto comia um picles-

- É mesmo? Qual delas? -disse me sentando em uma das banquetas-

- Aquela de quando nos perdemos no bosque da casa de campo da sua família. -Francis responde rindo-

- Foi desperador. -respondi rindo-

- Foi incrível. Ganhei minha primeira cicatriz. -meu irmão diz mostrando seu ombro com um grande corte-

- Estávamos apenas começando as nossas aventuras que sempre terminavam em alguém se machucando. -disse rindo e o celular de Francis apitou-

- Carol vamos? -ele me chama e eu concordo me levantando-

- Tenham cuidado. -meu irmão diz e da um beijo na minha testa-

- Vocês também. -beijei a mão dele-

Segui Francis até seu carro, mas antes de sairmos ouvi Bárbara me chamar. Olhei para trás e ela coloca a mão nas costas.

- Quero que leve isso. -ela tira uma Glock 17 de suas costas e me entrega-

- Acha que estamos correndo risco? -perguntei-

- Não, espero que eles sumam por algum tempo, mas eu quero que use se precisar. Quero que proteja meu filho a todo custo. -ela diz e eu a olho séria-

- Eu prometo Bárbara que se eu tiver que matar alguém para proteger o Francis eu farei. -prometi-

- Mesmo que seja alguém que você teve algum sentimento? -ela questiona-

- Minha família em primeiro lugar. -respondi-

- Assim eu espero. -ela diz e dá as costas pra mim-

Guardo a Glock nas costas e vou para o carro, assim que entro Francis respira fundo mas não diz nada, ele dirige até a casa da Lana e assim que para me olha.

- O que? -perguntei-

- Você conseguiria matar Stella se não tivesse mais saída? -perguntou-

- Sem pensar duas vezes. -respondi-

- Mentirosa. Ela foi seu primeiro amor, você nunca conseguiria matar ela. -ele responde-

- Por que vocês acham que eu não conseguiria? -questiono-

- Porque você é humana, você tem um coração bom e nunca vai conseguir matar alguém que já amou! -ele diz sério e eu engulo em seco-

- Pois é bom eu aprender a fazer o que for preciso para deixar minha família bem. -disse e sai do carro antes dele falar algo-

Vi as garotas saindo da casa de Lana com suas malas e mochilas, Lana estava radiante usando um top branco com algumas correntes e uma calça larga preta e um tênis branco. Seu cabelo estava volumoso com grandes cachos ondulados lindos. Eu não conseguia parar de olhar para ela como uma boba. Ela parou e me olhou sorrindo.

- Fecha a boca se não vai entrar mosca. -Francis diz baixinho e me cutuca com o cotovelo-

- Cala a boca. -disse rindo e as meninas se aproximaram-


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Nota da Autora - Roupas da Lana.

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⏰ Última atualização: Dec 20, 2024 ⏰

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