Capítulo XX

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Nota da autora: Não é por nada não, mas eu me esforcei nesse capítulo, tá ☝🏻

Feliz ano novo pessoal!!! Que nesse ano eu escreva muita coisa para o entretenimento de vocês kkk

Vince B.

Pip...Pip...Pip...

  O barulho insuportável daquela máquina fazia minha cabeça doer. Eu estava com os olhos fechados, sinto que estou em uma cama, amarrado.

  Lentamente abro meus olhos, me acostumando aos poucos com a claridade. O cheiro de hospital adentra minhas narinas e eu sinto que posso morrer de tanta dor que sinto em meu pescoço.

  O que aconteceu?
  Onde eu estou?
  Onde Dylan está?

  Eu não sei, mas por hora eu preciso focar em sair logo daqui, minha busca não terminou e nem está perto de terminar.

  Tento me levantar, mas meus braços estão presos na maca do hospital. Consigo ver ao meu lado uma porta branca, há muitos barulhos vindos do lado de fora, mas ao virar minha cabeça, vejo uma janela que me mostra uma bela paisagem. Eu estou em um lugar muito conhecido.

  A clínica de Anabella, o lugar mais deplorável que já pude estar. Não por ser um lugar onde as pessoas são mal cuidadas, mas sim por ser o lugar onde eu encontro o sangue do meu sangue.

  A pessoa que fodeu com minha vida sem ao menos perceber está ali, e eu sinto que não posso escapar desse encontro, não nesse estado.

  A porta lentamente se abre. Uma mulher alta, na casa dos vinte e cinco anos, abre a porta, mostrando seus cabelos pretos presos em um coque, óculos redondos e uma roupa inteiramente branca.

  Anabella Black. Minha irmã mais nova.

  –Parece que você acordou, Vince.—Ela andou em minha direção, com os olhos focados em um prancheta.—Faz tempo que não nos vemos, não é?

  –Me tire daqui. Agora.—Eu disse, com um tom firme mesmo estando meio rouco.

  –Sinto muito, mas como sua médica e como sua irmã, eu não posso e nem vou fazer isso.—Ela se sentou em uma cadeira ao lado da minha maca.—Vince, Vince…Sempre se metendo em confusão por coisas bestas.

  Senti uma veia saltar.

  –Cala a boca, pirralha. Você não sabe de nada, então apenas me deixe ir e eu te dou algum dinheiro.

  –O que te faz pensar que eu preciso do seu dinheiro sujo?—Ela me corta, finalmente me olhando nos olhos.

  Aqueles olhos. A única coisa que fez com que eu fosse espancado inúmeras vezes, a única coisa que fez com que ela pudesse escolher o caminho que quisesse e eu ter que matar centenas de pessoas para conseguir sobreviver.

  Eu não era o filho perfeito…Tudo por causa daqueles malditos olhos azuis que eu não tinha.

  –Ray me contou o que aconteceu.—Ela usou aquele tom severo e eu revirei os olhos, já sabendo que ela provavelmente iria querer me dar um sermão.—Por acaso você ficou louco? Quer morrer por causa de um cara que nem ao menos gosta de você!?

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