Dylan M.
O vento batia contra o meu corpo, eu pilotava aquela moto em alta velocidade, procurando passar entre os carros que movimentavam aquela avenida.
Há algumas horas atrás eu estava em Nova Orleans, na mansão da Bratva, avisando a todos os membros que Ray havia raptado Buenos Aires, e então o chefe me enviou antes de todos os outros para seguirem o percurso até a mansão de Vince.
Eu era o único que conhecia o lugar, eu sabia o quão hostil aquilo poderia ser, mas eu precisava salvar Marcelina, era minha responsabilidade. Se eu tivesse me movido naquele momento, talvez eu tivesse conseguido imobilizar os dois, mas eu não fiz isso, eu fui um covarde — de novo — e fiquei parado.
Eu acho que isso são efeitos colaterais. Mesmo que meu passado de meses atrás com Vince estivesse morrendo aos poucos, eu ainda sentia medo de ter que voltar para aquela casa e ficar junto com ele. Aquilo eram as sequelas das ações dele.
Madri disse que assim que a equipe de Vince entrou na casa, alguém cortou todas as linhas de comunicação do local, então não era possível rastrear Buenos Aires, mas eu tinha certeza que eles a levariam para aquela mansão tenebrosa. Ele havia dito aquilo.
Saio dos meus pensamentos, virando brutalmente a moto e saindo da avenida, pegando um atalho entre os becos.
Ali eu tenho que andar mais devagar, há algumas pessoas vagando por ali, provavelmente usuários indo em busca de drogas ou talvez indo roubar algum dinheiro para compra-lás.
Suspiro. A situação daquelas pessoas era deplorável, mas o que me doía era pensar que talvez Vince também poderia ser o causador daquilo, já que provavelmente sua máfia disponibilizava drogas aqui também.
Continuo dirigindo, até chegar em uma grande rua, repleta de árvores, que levava até uma colina afastada, onde ao longe eu conseguia ver a mansão Black. Engulo em seco e acelero a moto.
O plano que o chefe sugeriu era que eu adentrasse a mansão, conversasse com Vince, como se eu estivesse arrependido de ter fugido, e pedisse para que ele libertasse Marcelina, e em troca eu voltaria para os seus braços — o que eu odiei, mas não contestei, até porque sabia que eles não me deixariam ali.
Mas…ao chegar perto da parte de trás da casa, eu senti um calafrio me percorrer. Eu desci silenciosamente da moto e pulei o grande muro que cercava toda a extensão do lugar.
Fiquei em alerta. Não havia nenhum segurança do lado de fora, isso era estranho, muito estranho.
Como se fosse um gato assustado, entrei no jardim dos fundos, me esgueirando atravéz das árvores e das decorações luxuosas.
Observei o local. Nada havia mudado desde que eu havia saído dali. Vejo ao longe uma casinha afastada, muito conhecida por mim, o lugar onde eu cometi um grande erro; beijar Vince só porque ele havia me dado um estúdio de pintura foi uma maluquice, eu com certeza me arrependia daquilo, ou melhor, de tudo o que eu havia feito dentro daquele lugar.
Desde as crises de choro, até comer daquela comida ou sofrer pelas ações tóxicas daquele desgraçado.
Sinto meu estômago revirar em raiva mas me seguro e ando lentamente até a porta dos fundos. Olho para cima e vejo a janela que provavelmente era do quarto do dono dos olhos verdes.
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Máfia
RomantikATENÇÃO: A obra foi interrompida! Temos apenas até o capítulo 24 e não está nem um pouco completa, leia por vontade própria e não espere um final bom! (Obs.: novas histórias estão por vir!) ___________ Dylan Moretti, um jovem assistente da Black Emp...
