Capítulo XXIV

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Nota da autora: Vinte e quatro capítulos, hein. Isso aqui tá passando do meu esperado kkk ( no plano inicial o Dylan só ia aceitar o Vince e viver aguentando ele, mas aí eu tive um surto de independência e mudei tudo kkk)

Obs.: eu disse que iria postar esse capítulo domingo, mas tive um dia ruim e não consegui escrever nadinha. Mas aqui estamos!

Vince B.

  Eu estou diante do Dylan…Do meu querido Dylan.

  Ele parece diferente. Mais forte, corpo definido. A voz dele também mudou, agora não parece ser tão inofensivo e acho que ele até cresceu um pouco, mas isso ainda não anula o fato de que ele está aqui.

  Por mais que meu corpo esteja completamente fodido por conta do veneno que injetaram na minha veia, eu ainda tenho força o suficiente para matar o desgraçado do Ray.

  Eu sei…Ele cuidou das minhas coisas durante esse tempo infernal que eu fiquei em coma — que só aconteceu por culpa daquela vadia da Anabella — e ele só quer me proteger. Mas ele precisa entender que eu não quero e nem preciso da proteção dele.

  E eu não preciso que ele toque no Dylan.

  Nesse exato momento eu estou frente a frente com Dylan, e ele está apontando uma arma para mim em uma postura de defesa.

  –Você não é o mesmo mais, não é?—Eu tentei dar um sorriso fraco, mas eu senti todo o peso da culpa cair sobre os meus ombros.

  –Não…Nem você. Você está acabado, é desprezível.—Ele cuspiu as palavras com ódio.

  Eu não o culpava. Fui eu quem fez aquilo. Fui eu que destruí aquele homem dócil e delicado, fui eu o culpado da merda toda.

  –Eu sei…—Respirei fundo.—Tem…tem alguma coisa que eu possa fazer por você? Mesmo que você não volte para mim, mesmo que você ainda sinta remorso de mim, mas eu não quero viver sentindo isso…Sabendo que você me odeia de toda a alma.

  Ele me olhou confuso. Eu também estaria se fosse ele, até por que Vince Black estava diante dos seus olhos, o homem mais orgulhoso do planeta estava diante dele, engolindo a porra do ego e implorando por algum perdão.

  Era humilhante, mas eu não me importava.

  Eu o olhei com súplica, e ele me encarava com uma mistura de raiva e confusão.

  –O que você acha que eu sou? A porra de um brinquedo?—Ele me questionou, sua voz não era mais alterada, sua postura apenas relaxou e sua mão abaixou a arma.

  Eu o olhei com curiosidade. Sim, eu posso ter sido um grande filho da puta que o fez sofrer, mas meus sentimentos sempre foram verdadeiros.

  –O…o que? Não! Você não é um brinquedo! O-o que você quer dizer com isso?—Eu o questionei.

  –Primeiro você me trata como se eu fosse uma boneca de porcelana, depois surta e começa agir feito um psicopata e agora acha que pedir desculpas e fazer alguma coisinha vai resolver tudo?—Ele me encarou sério, seu olhar era cansado e eu senti um aperto no peito.

  Dylan deu alguns passos a frente, ficando cara a cara comigo. Ele não tinha a mesma postura de antes.

  –Escuta, Vince. Vamos agir como adultos racionais.—Ele começou a falar.—Eu vim aqui só porque o Ray sequestrou minha colega, e eu quero que você entenda que eu não tenho vontade de voltar com você ou tentar de novo, não com você sendo…assim.

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