Capítulo XXI

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Nota da autora: e agora, no capítulo 21, não teremos nem só dark e nem só romance. É a partir de agora que tudo vai se encaminhar para um Darkromance digno!

Dylan M.

  Meses haviam se passado, três meses para ser mais específico, e eu havia treinado muito— e apanhado também —, mas eu finalmente havia melhorado muito, tanto no físico quanto na personalidade.

  Eu havia ficado mais forte e agora eu não chorava mais por qualquer coisinha. Havia conseguido fazer amizade com todos, até mesmo com Moscou e Tóquio —que eu acabei descobrindo que se chamavam Emma Petrov e Yuri Sato—, e pela primeira vez eu senti que pertencia a algum lugar.

  Durante esse tempo o chefe— o homem que eu tenho quase certeza que não se aproxima de mim porque é meu pai biológico e ele acha eu eu não sei disso — me enviou em várias missões ao redor do mundo, tanto missões em grupo quanto missões individuais.

  E em todas elas havia alguém nos seguindo. Eu tenho certeza que Vince ainda deve estar me procurando e enviando capangas pelo mundo todo atrás de mim, mas eu não me importo.

  Se eles vierem tentar me sequestrar? Eu vou usar o que aprendi nos treinos e matar um por um.

  Eu havia conquistado minha liberdade total e nunca deixaria ninguém mais tentar tirá-la de mim.

  E nesse exato momento, eu havia acabado de completar uma missão com Marcelina, ou melhor, Buenos Aires.

  Ela jogou um dos corpos para o lado e me ajudou a me levantar, estendendo a mão.

  –Minha nossa! Por que esses caras foram tão relutantes?—Ela se questionou, bufando e relaxando os ombros.

  –Não faço idéia. Talvez seja porque eles eram idiotas.—Eu respondi, dando de ombros.—Vamos, precisamos pegar aquele documento logo!

  Ela apenas assentiu e andamos lado a lado com cuidado para não cair em nenhuma armadilha.

  Estávamos em um corredor extenso e mal iluminado, várias portas fechadas e um único objetivo: roubar um documento que poderia causar uma guerra entre dois mafiosos, Cassiano Ferraz e Feng Qiu. O que isso nos importava? Nada, mas isso causaria várias mortes de inocentes, algo que o chefe realmente não queria.

  Então faríamos o óbvio. Sem documento, sem provas, e sem provas essa guerra não pode se iniciar.

  –Madri. Está na escuta?—Buenos Aires perguntou atravéz na escuta em seu ouvido.—Consegue ouvir ela, Roma?

  Eu apenas acenei positivamente com a cabeça, ouvindo a voz de Madri na minha escuta.

  "Roma" foi o codinome que eu ganhei, o que fazia sentido, já que eu havia nascido lá, mas me mudei para os Estados Unidos com apenas dois meses de vida.

  –"Prestem atenção. Eu hackeei o sistema do local e tenho a localização de vocês dois. Não já ninguém dentro do segundo andar, entrem na última porta da esquerda e procurem um envelope vermelho. Entendido?"

  –Entendido.—Nós respondemos em uníssono.

  Nos esgueiramos por todo o corredor, e quando chegamos em frente a porta, Buenos Aires ficou de guarda e eu arrombei a porta, apontando minha arma para qualquer coisa viva que estivesse ali dentro.

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