The Salesman | Round 6

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"INDEBTED"

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"INDEBTED"

— Sério, se não fosse pela sua ajuda, eu provavelmente falharia nesta prova...

— É honestamente um prazer — você diz — Você me fez sentir útil.

Enquanto você fala, você abre a porta da frente para revelar seu vendedor na extremidade oposta da soleira.

Você não estava sorrindo, não até vê-lo parado lá em um terno azul marinho fresco e bem ajustado. Ele não está olhando para você. Não imediatamente. Seus olhos estão treinados para o garoto ao seu lado. Aquele que está calçando seus tênis, ainda murmurando sobre o quão incrivelmente grato ele é por sua tutoria.

— Não foi nada — você respondeu modestamente, embora definitivamente não fosse nada dedicar toda a sua tarde de quarta-feira a aulas particulares.

O menino está no primeiro ano e está crescendo com a necessidade de melhorar em psicologia. Sua redação teria sido impecável, se não fosse pelos erros gramaticais e ortográficos que atormentavam a página. Vocês dois passaram a maior parte desta tarde de quarta-feira verificando os problemas e melhorando a ortografia dele. Era estranho. Estar na universidade e ainda precisar de um tutor de ortografia.

— Muito obrigado pela ajuda — o garoto tenta manobrar sua estrutura esguia passando pelo seu vendedor, que ocupa a maior parte do espaço pela sua pequena porta — Vejo você na próxima semana — ele te dá um pequeno sorriso antes de dar um olhar desconfortável para o seu vendedor.

— Olá — diz o vendedor, tão dolorosamente formal que faz com que uma onda de desconforto inche. Ele olha para o garoto como uma coisinha minúscula.

— H-Hey — seu aluno responde antes de agradecer mais uma vez.

Quando ele sai e é só você e o homem que você é paga para agradar toda quarta-feira à noite, um tipo desconfortável de silêncio se instala entre vocês dois.

Você está sorrindo para ele.

E ele está sorrindo para você, mas é diferente de alguma forma. Mais apertado. Não é um sorriso genuíno.

Embora reconhecidamente, nenhum de seus sorrisos fosse genuíno. Todo o seu rosto era um golpe cuidadosamente orquestrado, para fazer com que qualquer vítima suspeita confiasse nele.

E, no entanto, de alguma forma, esse sorriso parece mais falso.

Como uma tempestade se formando abaixo.

Antes que você seja capaz de dissecá-lo ainda mais, ele já está se aproximando, deixando sua sombra grande e alongada cair sobre você.

— Você não vai me convidar para entrar?

— A última vez que você veio à minha casa, você matou alguém — você se apoia contra a porta, seu quadril encostado na madeira enquanto dobra os braços sobre o peito. Seus olhos se concentram no movimento e uma rara ocasião ocorre: você se sente poderosa. Essa é a última coisa que você já sentiu na presença dele — Demorou uma semana para tirar o cheiro de sangue e morte do meu quarto — você continua.

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