capítulo 11

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Vocês tem ideias para nomes para um canal de tradução?

Não esqueçam de comentar bastante!!

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Pov Engfa

Hoje não foi fácil. Tive que ouvir Alistair contar inúmeras histórias sobre si mesmo. Quando finalmente terminou o expediente, ele insistiu em me acompanhar até a saída, como se eu não soubesse o caminho. Enquanto esperava um táxi, ele flertava e sorria sem parar. Eu queria muito socar a cara dele, mas me controlei.

O pior foi ver Charlotte com o namorado. Não sei explicar, mas ainda sinto algo muito forte, algo que pode ser ódio, ressentimento... ou até amor, embora eu deseje profundamente que não seja isso. Está claro que ela seguiu em frente, refez a vida e parece feliz. Eu não tenho nenhum direito de interferir.

Fui para o hotel, tomei algo no bar e depois tentei dormir. Consegui descansar, mas ainda assim acordei cedo. No departamento, entrei no elevador. No terceiro andar, as portas se abriram e lá estava ela, parada. Esperei que entrasse, mas não se moveu. Meus olhos ficaram presos aos dela e, por um momento, desceram para seus lábios. Charlotte parecia ofegante. As portas se fecharam e o elevador continuou subindo.

Quando cheguei à minha mesa, Alistair veio até mim.

— Ei, Engfa, pensei que fosse chegar mais tarde. Sabe como é, aproveitar a noite. Londres é bem agitada. — Ele deu dois socos no ar. Sério, um dia ainda vou acabar com esse cara.

— Não, decidi não sair. Fiquei apenas no bar do hotel.

— Se quiser, posso te mostrar a cidade. É só pedir. — Ele piscou.

— Alistair, que parte do “Eu gosto de mulheres” você não entendeu?

— Bem, nunca se sabe. — Ele riu. Que sujeito nojento.

Tentei me concentrar na papelada, mas logo o ouvi conversando com Charlotte. Olhei e notei sua mão machucada. Disse que não era nada, mas fiquei intrigada. Quando a vi mais cedo, não havia nenhum ferimento. O que teria acontecido?

Alistair, sempre cheio de teorias, virou-se para mim:

— A dra. Austin, não é do tipo que se envolve em brigas, mas aposto que pegou o namorado com outra e acertou a cara da vagabunda.

Ri comigo mesma, lembrando de um episódio semelhante. Uma garota do segundo ano tentou se insinuar para mim. Fui puxada pelo braço, e a garota agarrou meu outro braço. A cena terminou com uma reação inesperada: um tapa certeiro da britânica na cara da garota. Fiquei de boca aberta. Nunca imaginei que Charlotte reagiria assim. Foi preciso

— Lembrando de algo bom, Wahara?

— Na verdade, sim. Agora podemos trabalhar?

— Você que manda. Aliás, você sempre manda, em qualquer situação. — Ele sorriu de forma lasciva.

Decidi verificar como Charlotte estava. Talvez descobrir o que tinha acontecido com a mão. Fui até o necrotério e a encontrei em outra sala, sozinha. Entrei e me aproximei aos poucos.

— Por que não entrou no elevador? E o que houve com sua mão?

Charlotte tentou passar por mim para sair, mas bloqueei o caminho.

— Pode me deixar passar?

— Só depois que você responder.

Ela riu com ironia.

— Eu não te devo satisfações. Saia do caminho.

Balancei a cabeça, negando, e continuei impedindo sua passagem.

𝐎𝐍𝐋𝐘 𝐘𝐎𝐔『 𝐞𝐧𝐠𝐥𝐨𝐭 』Onde histórias criam vida. Descubra agora