capítulo 17

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POV Charlotte

Desci as escadas animada, planejando sair com as meninas. Quando cheguei à sala, minha mãe estava lá, parada no meio do cômodo como uma estátua. O rosto dela estava pálido e retorcido, mas isso não era novidade. Apsara Austin sempre carregava um ar de superioridade e desdém.

Boa tarde, mãe — cumprimentei, tentando ignorar o olhar fixo dela.

— Há quanto tempo você está nessa nojenta perversão?

Parei no meio do caminho, o sorriso morrendo no meu rosto.

— O que você disse?

— Não se faça de idiota, Charlotte Austin. Eu vi você com aquela coisa... com aquela aberração!

Meu coração disparou.

— Mãe, eu...

— Ela tem um pênis! — cuspiu as palavras como se fossem veneno. — Você sabe o que isso significa? Meu Deus, como pode? Você está se rebaixando a algo tão repulsivo, tão imoral!

Senti meu corpo inteiro estremecer.

— Você não tem o direito de falar assim da P’Engfa! — minha voz saiu firme, mas as mãos tremiam.

Apsara estreitou os olhos, o rosto transfigurado pelo nojo e pelo ódio. Sem aviso, ela avançou e me deu um tapa tão forte que minha cabeça virou de lado. Levei a mão ao rosto, a pele queimando, e olhei para ela, incrédula.

— Ela te enganou! Manipulou sua cabeça para que você acreditasse que essa perversão é normal. Você tem ideia do quanto isso é errado? Nojento? Isso não é amor, Charlotte. Isso é uma monstruosidade!

— Eu quis, mãe! — gritei, a voz falhando. — Ela não me obrigou a nada!

Os olhos dela se arregalaram, cheios de puro horror.

— Você quis? Você está me dizendo que foi por vontade própria? Que você... que você se entregou para aquela coisa voluntariamente? Meu Deus, como pude criar uma filha tão doente, tão depravada?

— Não fale assim! — implorei, mas a voz dela cresceu, sufocando qualquer argumento.

— O que as pessoas irão pensar.

— Eu não me importo com o que as pessoas pensam! Eu amo a P’Engfa, mãe…!

— Não me faça vomitar, garota.

Meu peito doía, cada palavra dela era como uma lâmina rasgando minha alma.

— Você não entende...

— Eu entendo perfeitamente! — gritou, os olhos brilhando de ódio. — Você foi enfeitiçada por essa abominação!

Meu sangue gelou.

— Para, mãe! — gritei, tentando conter a avalanche de sentimentos que ameaçava me sufocar.

— Você está proibida de se encontrar com aquela degenerada! — retrucou, a voz fria como uma lâmina.

— Eu não sou uma criança! — respondi, tentando soar firme, mas minha voz tremia. — Você não pode me manipular, não pode me obrigar a nada!

— Você é uma vergonha para esta família, Charlotte Austin! Uma decepção absoluta! Tudo por causa daquela… coisa!

— O que você chama de “coisa” é a pessoa que eu amo! — rebati, meu peito queimando em chamas. — E eu não vou abrir mão dela por causa das suas ideias ridículas!

𝐎𝐍𝐋𝐘 𝐘𝐎𝐔『 𝐞𝐧𝐠𝐥𝐨𝐭 』Onde histórias criam vida. Descubra agora