Peço desculpas por qualquer erro.
Comentem bastante pfvr ☺️
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POV Charlotte
Desde que mandei dezenas de mensagens para a Engfa, meu celular não saiu da minha mão. Eu não queria perder uma ligação ou qualquer sinal dela. Minha mãe ligou, algumas vezes, ignorei. Jack passou horas no Skype com a família e depois subiu para o meu quarto, provavelmente estranharia que a mesa ainda não estava posta. Mas eu nem tinha terminado o jantar.
O peru estava no forno desde cedo e, honestamente, era só isso que teríamos para comer. Tentei cancelar com a Grace, mas minha ligação caiu direto na caixa postal. Ótimo. Então era isso: peru, vinho e um término de namoro discreto entre uma taça e outra.
Me perdi nesses pensamentos, tanto que o toque da campainha me fez pular. Fui abrir a porta esperando ver Grace, mas encontrei Yoko… e, para minha surpresa, ela trouxe Engfa junto.
— Eu encontrei essa mulher faminta, usando esse suéter horrendo, jogada num bar.
— Ei! Mais respeito, é o suéter da família! — Engfa retrucou, indignada.
Yoko ergueu uma sobrancelha e puxou a ponta do tecido.
— Pois é, Charlotte, pensa bem… Se você virar uma Wahara Austin, vai ter que usar isso. Todo. Santo. Natal.
Nós rimos da cara emburrada da Engfa. Quando parei de rir, nos encaramos. Ela abriu a boca para falar algo, mas não esperei. Me joguei nos braços dela com tanta força que quase caímos para trás.
— Ok, é melhor eu entrar — Yoko disse, se esquivando de nós duas. — Não quero ver um filme proibido para menores estrelado pela minha irmã na neve.
Ela desapareceu para dentro da casa e, pouco depois, sua voz ecoou pela sala:
— CHARLOTTE AUSTIN, CADÊ A COMIDA?!
Fechei os olhos e escondi o rosto no pescoço da Engfa, sentindo a vibração do riso dela contra minha pele. Depois, ficamos com as testas coladas, em silêncio, até que a própria Engfa quebrou o momento.
— Como assim não tem comida, hein?
Suspirei, derrotada.
— A gente tem… um peru.
Engfa piscou.
— Só o peru?
— E vinho.
— Ah, ótimo, vamos ter um Natal etílico.
Lá do outro cômodo, a voz de Yoko ecoou novamente:
— E é por isso que eu sempre como na casa da P'faye.
Engfa me beijou várias vezes, e em cada beijo senti a ânsia que ela tinha de me amar. Quando paramos, ficamos trocando selinhos e, ao encará-la, percebi que seus olhos estavam marejados. Ela tentava se segurar para não chorar.
— Me desculpa, Engfa. Eu não soube como agir. Fui pega de surpresa. Se fosse um problema lógico, eu daria a resposta mesmo sob pressão, mas… o que fazer quando se ama uma pessoa e não quer magoar a outra?
— Eu não sei. Só… não chora.
— Eu não tô chorando, caiu um cisco no meu olho, só isso.
Ela riu, e eu aproveitei para mudar de assunto.
— Vem, preciso terminar o jantar.
Engfa entrou e foi direto para a cozinha. Eu a segui, ainda precisando esclarecer algumas coisas.
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𝐎𝐍𝐋𝐘 𝐘𝐎𝐔『 𝐞𝐧𝐠𝐥𝐨𝐭 』
FanficEngfa é uma detetive que passado viveu um grande amor que acabou de uma forma entristecedor. Ela nunca superou o término e isso a impede de manter qualquer relacionamento que venha até. aviso: • G!P (engfa)
