Engfa é uma detetive que passado viveu um grande amor que acabou de uma forma entristecedor. Ela nunca superou o término e isso a impede de manter qualquer relacionamento que venha até.
aviso:
• G!P (engfa)
Leiam o meu primeiro Dark Romance. Ah, pfvr não sejam leitores fantasmas!
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O que digo é... Dependem. Tudo depende de vocês 😛
Comentem!
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POV Engfa
Assim que fechei a porta do meu apartamento, joguei minha mala contra a parede com mais força do que o necessário. O som abafado do impacto se misturou ao silêncio sufocante do lugar.
Arranquei o casaco, joguei-o de qualquer jeito no chão e desabei no sofá. Minhas mãos tremiam quando segurei meu rosto, os dedos pressionando as têmporas como se quisessem esmagar os pensamentos que me consumiam. Minha cabeça pesava toneladas, então a joguei para trás, encarando o teto.
Duas semanas. Duas malditas semanas. Depois de quinze anos, finalmente a encontrei. E a perdi. De novo.
O riso amargo escapa sem que eu perceba. É repulsivo lembrar do brilho cego nos olhos dela enquanto dizia que não poderia deixá-lo. Como um cão fiel, preso por uma coleira que ela mesma escolheu.
Mas nunca por mim.
Preciso sair desse torpor. Me forço a levantar e subir para o banheiro. Ninguém sabe que voltei. Desliguei o celular durante os dias que passei na casa de Grace. Ela insistiu para que eu ficasse, mesmo quando deixei claro que não queria incomodar. Mas o problema nunca foi espaço. O problema era eu. Eu e esse peso maldito dentro do meu peito, comprimindo tudo até parecer que estou prestes a desmoronar.
Paro diante do espelho, encaro minha própria expressão — olheiras profundas, olhos fundos e um rosto cansado que mal reconheço. Pego o celular e vejo dezenas de chamadas perdidas. Charlotte. Mensagens de voz que sequer ouso tocar. Minha garganta se aperta, o estômago revira. Ignoro todas.
Em vez disso, procuro o número de Becky. Preciso falar com alguém antes que enlouqueça. Digito rápido, informo que estou de volta e peço que venha. Peço, não. Imploro. Insisto para que não conte a ninguém, que venha sozinha — ou melhor, que traga o Heng. Sinto falta do meu sobrinho.
Sinto falta de algo que não me destrua.
Ao entrar no chuveiro, deixo a água quente bater contra meu corpo, na esperança de que ela lave o que Londres deixou impregnado em mim. Mas não há água quente o suficiente para tirar Charlotte da minha pele. Cada beijo, cada toque... tudo queima.
Fecho os olhos e respiro fundo, mas o gosto dela ainda está na minha boca. A lembrança da sua voz sussurrando meu nome é um veneno lento, corroendo de dentro para fora.
Minha mandíbula se trava, o peito sobe e desce em um frenesi de raiva e dor. Pressiono as mãos contra a parede, a testa encostada no azulejo frio. Então, sem pensar, começo a me esfregar.