capítulo 22

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Leiam o meu primeiro
Dark Romance.
Ah, pfvr não sejam leitores fantasmas!

 Ah, pfvr não sejam leitores fantasmas!

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O que digo é... Dependem.
Tudo depende de vocês 😛

Comentem!

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POV Engfa

Assim que fechei a porta do meu apartamento, joguei minha mala contra a parede com mais força do que o necessário. O som abafado do impacto se misturou ao silêncio sufocante do lugar.

Arranquei o casaco, joguei-o de qualquer jeito no chão e desabei no sofá. Minhas mãos tremiam quando segurei meu rosto, os dedos pressionando as têmporas como se quisessem esmagar os pensamentos que me consumiam. Minha cabeça pesava toneladas, então a joguei para trás, encarando o teto.

Duas semanas. Duas malditas semanas. Depois de quinze anos, finalmente a encontrei. E a perdi. De novo.

O riso amargo escapa sem que eu perceba. É repulsivo lembrar do brilho cego nos olhos dela enquanto dizia que não poderia deixá-lo. Como um cão fiel, preso por uma coleira que ela mesma escolheu.

Mas nunca por mim.

Preciso sair desse torpor. Me forço a levantar e subir para o banheiro. Ninguém sabe que voltei. Desliguei o celular durante os dias que passei na casa de Grace. Ela insistiu para que eu ficasse, mesmo quando deixei claro que não queria incomodar. Mas o problema nunca foi espaço. O problema era eu. Eu e esse peso maldito dentro do meu peito, comprimindo tudo até parecer que estou prestes a desmoronar.

Paro diante do espelho, encaro minha própria expressão — olheiras profundas, olhos fundos e um rosto cansado que mal reconheço. Pego o celular e vejo dezenas de chamadas perdidas. Charlotte. Mensagens de voz que sequer ouso tocar. Minha garganta se aperta, o estômago revira. Ignoro todas.

Em vez disso, procuro o número de Becky. Preciso falar com alguém antes que enlouqueça. Digito rápido, informo que estou de volta e peço que venha. Peço, não. Imploro. Insisto para que não conte a ninguém, que venha sozinha — ou melhor, que traga o Heng. Sinto falta do meu sobrinho.

Sinto falta de algo que não me destrua.

Ao entrar no chuveiro, deixo a água quente bater contra meu corpo, na esperança de que ela lave o que Londres deixou impregnado em mim. Mas não há água quente o suficiente para tirar Charlotte da minha pele. Cada beijo, cada toque... tudo queima.

Fecho os olhos e respiro fundo, mas o gosto dela ainda está na minha boca. A lembrança da sua voz sussurrando meu nome é um veneno lento, corroendo de dentro para fora.

Minha mandíbula se trava, o peito sobe e desce em um frenesi de raiva e dor. Pressiono as mãos contra a parede, a testa encostada no azulejo frio. Então, sem pensar, começo a me esfregar.

𝐎𝐍𝐋𝐘 𝐘𝐎𝐔『 𝐞𝐧𝐠𝐥𝐨𝐭 』Onde histórias criam vida. Descubra agora