Cavalo?

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Dazai não conseguia mover nem um músculo, seu corpo totalmente travado pela surpresa que teve ao chegar em casa. Hoje o dia tinha tudo para ser normal, Seu primo chegaria na cidade, eles jantariam em casa como uma família “feliz” que são, junto a sua tia e seu tio, porém ao ver um belo cavalo marrom parado na frente de sua casa sua mente deu pane, e o pior de tudo, o cavalo possuia um lacinho de presente enlaçado em sua crina.

Kenji o recebeu com seu sorriso costumeiro, sempre bem humorado, pulou no abraço de Dazai e da lá parecia não querer sair.

— PRIMO! Que saudade que eu tava’ do'ce — Ele se afastou do abraço, Dazai nada disse, ainda tentando raciocinar o do porque aquele cavalo estaria ali sendo que a caminhonete dos tios estava parada ao lado da garagem de sua casa.

— De quem é esse cavalo? — perguntou, chegando um pouco mais perto do bichano, suas mãos ariscas em acariciá-lo.

Kenji soltou um riso inocente, chegando mais perto do cavalo junto a Dazai.

— É seu, primo! Presente de aniversário adiantado — O copo de Dazai congelou, não podia acreditar, fazia séculos que não andava em um cavalo, talvez havia até desaprendido, quem dirá cuidar de um animal daquele porte.

— Meu... Deus — Suas mãos passaram levemente na crina do bichano, este que relinchou de leve na mesma hora, seus olhos castanhos brilharam levemente.

— Não tá’ reconhecendo não? É aquele potro que você ficou apaixonado quando foi lá no Rancho — Kenji também acariciou o animal, que aceitou de bom grado o carinho dos dois.

Dazai riu, estava sem acreditar numa coisa dessas, definitivamente foi uma das coisas mais aleatórias que já lhe ocorreu nos últimos tempos.

— Obrigada primo! So não sei aonde que eu vou deixar ele.

— Fica tranquilo que meus pais já cuidaram disso, eles tem um amigo aqui nas redondezas que tem um rancho lá no inicio da cidade. Vão deixar com ele e quando você quiser pegar é só ir la!

O cavalo veio completo, de sela e tudo, era só montar.

Dazai pegou o próprio celular e entrou no grupo do WhatsApp onde ele e todos os seus amigos conversam.

“Quem aí quer dar um role de cavalo?”

                                ꩜

  O sofá da casa de Chuuya já não parecia tão confortável quanto antes, tudo estava estranho depois da briga de ontem, o clima na casa havia se tornado insuportável.

    O ruivo estava lá, na sala de estar sentado fuçando no próprio celular, os amigos conversavam sem parar no grupo e Chuuya fez questão de silenciá-lo, já os via o dia inteiro, não precisava conversar com eles de noite também.

Sua mãe preparava o jantar, sozinha como sempre. O cheiro de carne de panela o deixava com mais fome ainda, porém lembrar que teria que se sentar a mesa de jantar com os seus pais naquele clima horrível entre eles era desanimador.

   Eram cerca de 18h 30, havia chego da escola a mais de uma hora atrás mas mesmo assim procurava forças para se levantar e fazer algo realmente útil, a coisa mais interessante que havia feito nesse meio tempo foi terminar de assistir um episódio aleatório de uma série mais aleatória ainda.

Passos brutos surgiram na sala, ao julgar pela força que se era colocada nos passos Chuuya tinha certeza que eram de Verlaine. Era sempre assim em sua casa, nunca discutiam, sempre se ignoravam, Verlaine e seu pai nunca realmente brigaram, pelo menos não até ontem, apenas eram frios um com o outro até esquecerem o porque estavam bravos e guardarem mais uma mágoa em seus corações.

Dupla caótica; SoukokuOnde histórias criam vida. Descubra agora