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🚨 Atenção: este capítulo pode conter cenas de violência, menções a morte, estupro e uso de drogas, podendo incluir gatilhos. 🚨

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— Tio? Você viu? Chegaram vizinhos novos! — O adolescente curioso olhava pela janela enquanto Park descia sonolento as escadas da casa.

— Como é que eu não vou ouvir? Parece que estão montando um palco para um show de uma banda de rock! — O moreno diz, encaminhando-se até a cozinha. Precisava de um café. — Por que você está acordado? São 5 horas da manhã.

— Eu ainda não dormi — o garoto diz, olhando novamente pela janela. O outro respirou fundo.

— Chega! — diz o mais velho, caminhando até a TV, desligando-a e indo em direção ao garoto curioso. Com um tapa na cabeça dele, Park diz: — Agora! Vá dormir! Não estou criando um vagabundo. De onde se viu? Você ainda não dormiu? — Ele ri debochado. — Quer queimar os seus neurônios com videogames e besteiras? Vá dormir, você tem aula daqui a quatro horas. 

O garoto, bufando, se encaminhou para as escadas, tentando dormir. Jimin preparou seu café da manhã e se alimentou, para depois tomar um banho e ir para o seu trabalho. Antes de sair, espiou o mais novo, que dormia atirado na cama.

— Estranho — fala consigo mesmo, depois de sentir um leve tremor. — Não recebi nem um aviso de terremoto. Espero que seja só uma sensação, ou aquele hospital vai virar o caos.

Ao sair, trancou a casa e abriu o carro. Olhou para os vizinhos ao lado e encontrou pares de olhos vermelhos e peles muito claras. 'Será que eles vieram de um país que não tem sol?' pensou consigo mesmo. Recebeu um sorriso galanteador de um dos jovens. Franzindo a testa, ele ignorou e adentrou o carro.

Aquele olhar permaneceria em sua mente o dia inteiro.

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O despertador apitava, mas o menino nem sequer acordava. Sentiu-se empurrado por alguém e abriu os olhos rapidamente. Encontrou olhos castanhos claros fixos em sua direção. Ele deu um grito histérico devido ao susto.

— Quem é você? — ele perguntou e, de repente, escutou uma risada.

— Esse seu grito foi bem másculo. — A garota diz, seus cabelos escorridos e seus óculos com um leve grau, caídos sobre o nariz. Ela os ajeitou e sorriu para o garoto confuso. — Feche os olhos, e quando abrir, verá que foi apenas um sonho — ela disse lentamente, e o garoto o fez.

Ele abriu os olhos e não encontrou nada além do despertador indicando que estava atrasado. Rapidamente, levantou-se da cama, correu para o banheiro e saiu de lá às pressas. Colocou seu uniforme e pegou sua mochila. Retirou seu lanche da geladeira e bebeu um copo de suco. Pegou suas chaves, trancou a casa e correu em direção ao ponto de ônibus. Porém, o ônibus já havia passado.

— Ei, com licença, você pode me dizer onde fica a Daegu International School? — Uma garota, de olhos castanhos claros e cabelos pretos lisos, parou em frente ao ponto de ônibus com sua moto, causando surpresa no garoto. — Desculpa, eu estou atrasada e sou nova na vizinhança. Ela continuou a falar, mas o menino sequer abria a boca para responder. — Ok, eu estou suja? — ela pergunta, curiosa, e ele sai de seus devaneios.

— Oh, não! Desculpe, eu fiquei impressionado com a sua moto — ele respondeu. E ela sorriu. — Eu estudo na escola que você procura, fica a alguns minutos daqui.

BLOOD  Sombras de um reinadoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora