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Lavínia atravessava os longos corredores, mergulhada em seus próprios pensamentos. Suas ideias se entrelaçam e se atropelavam, como se estivessem em uma corrida frenética dentro de sua mente. Quando finalmente chegou à porta de seu quarto, o que ela não esperava aconteceu: uma mão firme a puxou para dentro e a pressionou contra a parede, quase que de forma abrupta.

Enquanto seu coração pulsava rapidamente e sua respiração se tornava irregular, Lavínia levou alguns segundos para se recompor. Foi então que, entre a confusão dos sentimentos e as imagens em sua cabeça, ela começou a perceber o ambiente ao seu redor. O cheiro familiar do lugar se destacou em meio ao nervosismo; uma fragrância que antes passava despercebida agora se apresentava de forma intensa. Ao mesmo tempo, Lavínia se esforçou para identificar a presença que a envolvia, dando-se conta de que estava na companhia de alguém, uma pessoa cujas intenções ainda estavam envoltas em mistério.

A mão dele a segurava de maneira possessiva, e Lavínia sentia seu coração disparar, suas respirações estavam rápidas e entrecortada. Um misto de ansiedade e excitação a envolvia enquanto ela tentava se controlar, percebendo o quão próxima estava dele.

— Você deveria ter cuidado — ela murmurou suavemente, quase como se estivesse implorando. — Eu posso agir por instinto e acabar te machucando. —  Sua voz tremia ligeiramente, e a temperatura ao seu redor parecia aumentar, sua respiração quente tocando o rosto dele que estava tão próximo. Ela sentiu um sorriso travesso se formar nos lábios dele.

— Humm, eu gosto quando você me machuca, maçãzinha — ele respondeu com um grunhido, a gravidade da sua voz fazendo um arrepio percorrer todo o corpo de Lavínia. Cada palavra parecia ser uma provocação, e o tom de sua voz lhe dava uma mistura de temor e atração que a mantinha em uma espécie de frenesi emocional.  Felix se aproximou de Lavínia de maneira intensa, encostando todo o seu corpo contra a parede fria. Esse movimento a fez soltar um gemido suave, quase involuntário, que ecoou no ar silencioso ao redor. Ele a encarou com um olhar penetrante e, em um tom de voz baixo, mas cheio de intensidade, disse:

— Maçazinha, você me deixou um pouco inquieto com aquela sua interação com o Yoongi. Existe algo que eu deva saber?

Sua expressão era de preocupação misturada com ciúmes, e Lavínia sentiu um frio na barriga diante daquela situação. O ambiente ao redor parecia ter se tornado sufocante, enquanto ela ponderava como responder à pergunta dele, sabendo que suas palavras poderiam influenciar o rumo daquela conversa tão delicada. 

A mão fria e suave desceu lentamente em direção ao rosto dela, acariciando com delicadeza. Os dedos deslizaram pelos lábios da jovem, explorando a suavidade daquela pele. A respiração dela, rápida e entrecortada, ele podia sentir a intensidade daquele momento através do toque. Em seguida, ele levou a mão até a nuca dela, puxando-a para mais perto, unindo seus lábios de forma lenta e cuidadosa. Lavínia,por sua vez, soltou um suspiro profundo, e seu hálito quente flutuava sobre os lábios dele, criando uma atmosfera carregada de emoção e intimidade.

— Deveria ignorar, por que você está aqui no meu quarto? — Lavínia questionou, enquanto sentia a mão dele acariciando sua nuca de forma lenta e delicada. — Não faça isso!

— Como ignorar se você me deixou queimando só de te ver tão perto dele, e eu não posso fazer o que? Te beijar? Já fiz isso muitas vezes  — Felix, respondeu de forma provocativa, seu olhar ardente fixo nela. Ele deslizou a mão para o seu pescoço, seus dedos pressionando suavemente, como se buscassem conectá-los de uma maneira mais íntima. Lavínia não pôde evitar um pequeno gemido que escapou de seus lábios, uma resposta involuntária ao toque que a deixava em um estado de vulnerabilidade. —  Quero ouvir você pedindo, implorando para que eu pare.

BLOOD  Sombras de um reinadoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora