Capítulo XXV

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Atenção, por motivos sem sentido esse capítulo vai ser narrado na 3° pessoa!

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Cap.25

  O cômodo estava em silêncio. Vince e Dylan se encaravam sem dizer uma palavra e o clima era tenso.

  A respiração pesada de ambos preenchia o lugar. E, por mais que não houvesse som algum, as mentes de ambos estavam barulhentas e confusas.

  Eles sabiam. Era hora de colocar tudo para fora e acertar as contas. E eles fariam isso, só não sabiam quem iria desabar primeiro, por mais que Vince já estivesse chorando silenciosamente há algum tempo.

  Dylan engoliu em seco, dando um passo a frente para o início daquela conversa.

  –Vince…—Ele o chamou, fazendo com que o outro o encarasse nos olhos.—Eu…eu sei que isso não deu certo, desde o começo. Você era meu chefe e eu fiquei com medo de…

  –Medo? Você tinha medo do que? Que o RH te demitisse? Eu era, e sou, o dono daquela porra toda! Acha que eu deixaria alguma coisa acontecer com você!?—Vince o cortou, um tom sôfrego carregando sua voz.

  Pela milésima vez no dia, Dylan suspirou pesadamente.

  –É por isso que as coisas nunca dão certo! Você é precipitado demais!—Dylan entrou em um modo de ataque verbal.—Mesmo que você fosse um mafioso, acha que se ao invés de me sequestrar você apenas esperasse e conversasse comigo, você acha que estaríamos aqui!?
 
  Vince se calou, analisando e se lembrando do dia em que Dylan o rejeitou. Uma mistura de ciúmes e ódio de si mesmo tomou conta de sua pessoa.

  Dylan estava certo. Vince sempre fora precipitado, tanto em relacionamentos quanto nas decisões da sua vida.

  Ele sabia. Ele sabia que poderia ter negado essa vida na máfia, ele sabia que poderia simplesmente renegar tudo o que vinha de seu pai, mas ele não quis.

  A sede de uma vingança insaciável tomava o corpo e alma de Vince a cada dia que se passava. As memórias do passado se remoendo dentro de seu corpo, toda a raiva enjaulada, os problemas mentais e o peso de ser um assassino.

  Tudo aquilo sugava a pouca sanidade que Vince tinha.

  Tudo parecia estar indo ladeira abaixo, seu império de desmoronando em problemas e os pesadelos se tornando mais constantes de forma preocupante. Tudo o que Vince queria, e precisava, era de uma válvula de escape.

  E ele encontrou.

  Ao chegar na empresa e ver aquele doce e puro homem que — aos seus olhos — parecia um anjo, o seu instinto falou mais alto, seu transtorno obsessivo gritava por ter posse de Dylan. E ele o fez.

  Ambos dentro daquele quarto sabiam tudo o que havia acontecido nos últimos meses.

  Dylan se rebelou. Vince entrou em coma.

  A mistura das orbes verdes e castanho formavam um universo próprio ao se encontrarem naquele único olhar.

  Vince, vencido pelo cansaço e pela culpa, abaixou a cabeça e sentiu seu corpo pesar.

  Dando dois passos para trás, logo o corpo do mais alto seu encostou na parede e lentamente ele deslizou, até estar sentado no chão, com as mãos apoiando o rosto.

  Dylan o encarou confuso, franzindo as sobrancelhas e dando alguns passos até perto de Vince.

  –Ei…O que é isso?

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