Reencontro no Celeiro

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O silêncio da noite foi quebrado pelo som distante de uma moto se aproximando. Will, que andava de um lado para o outro perto da entrada do esconderijo, parou abruptamente, o coração acelerando. Emmy e Alex também estavam atentos, enquanto Thor, o cão de Mike, ergueu a cabeça e correu para a porta, latindo.

— Finalmente! — Will murmurou, disparando na direção da entrada.

As portas se abriram, revelando Peter e Mike, exaustos, com roupas sujas de sangue seco e poeira. Mike tinha um corte na testa e segurava o braço esquerdo como se estivesse ferido. Peter parecia igualmente desgastado, mas determinado.

Antes que qualquer um pudesse falar, Will se lançou para frente, envolvendo Mike em um abraço forte.

— Eu achei que... — a voz de Will falhou, e ele apenas apertou Mike com mais força.

Mike, mesmo cansado, retribuiu o abraço.

— Eu também achei — ele disse, fechando os olhos por um momento.

Thor saltou ao redor dos dois, latindo de felicidade. Emmy se aproximou rapidamente e puxou Peter para um abraço.

— Você demorou demais! Pensei que tivesse morrido!

Peter riu baixinho, embora estivesse sem forças para qualquer resposta irônica. Alex, por outro lado, manteve os braços cruzados, observando-os com um olhar avaliador.

— O que aconteceu? Por que demoraram tanto? — Alex perguntou.

Mike e Peter se entreolharam antes de Peter suspirar.

— Precisamos conversar.

Eles entraram no esconderijo e se sentaram em volta da mesa improvisada no centro do local. Will ainda estava ao lado de Mike, relutante em soltá-lo completamente. Emmy, Alex e Thor estavam atentos, esperando respostas.

Mike puxou o mapa que encontraram no posto de gasolina e o colocou sobre a mesa.

— O que é isso? — Emmy perguntou, inclinando-se para ver melhor.

— Isso — Mike começou, passando os dedos pelo papel — é onde estivemos presos. E onde quase morremos.

Os outros trocaram olhares.

— A Arena. — Peter completou.

— Arena? — Alex franziu a testa. — O que é isso?

Mike respirou fundo, tentando encontrar as palavras certas.

— É um tipo de... lugar controlado por um grupo de sobreviventes, mas eles não são como nós. Eles capturam pessoas e obrigam-nas a lutar até a morte contra contaminados.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Emmy cobriu a boca com a mão, horrorizada.

— Espera, vocês... lutaram lá? — Will perguntou, a voz hesitante.

Peter assentiu.

— Sim. Um contra o outro.

— O QUÊ?! — Will e Emmy exclamaram ao mesmo tempo.

— Eles nos forçaram — Mike explicou. — Não tínhamos escolha. Era lutar ou morrer.

Alex estreitou os olhos.

— E como vocês escaparam?

Peter sorriu de canto.

— Criamos um pouco de caos. Quando os contaminados foram soltos, encontramos uma brecha para fugir. Não foi fácil, mas conseguimos.

— Isso é insano... — Emmy murmurou.

— E eles ainda estão lá fora — Mike acrescentou, a voz firme. — Eles vão continuar pegando pessoas e fazendo esse tipo de coisa.

— Mas vocês foram os primeiros a escapar, certo? — Alex perguntou.

— Pelo que parece, sim — Peter respondeu. — O que significa que eles não vão esquecer nossos rostos tão cedo.

Will olhou para Mike, apertando sua mão.

— Isso significa que eles podem vir atrás de vocês?

Mike hesitou, mas assentiu.

— Sim.

Alex ficou em silêncio por um momento, analisando tudo.

— Isso muda tudo. Esse não é um grupo qualquer. Eles têm uma organização, um sistema. São perigosos.

— E vão continuar crescendo se não fizermos algo — Peter disse.

Will balançou a cabeça.

— Não. Não podemos nos meter nisso. Vocês mal voltaram vivos!

Mike olhou para ele, sua expressão cheia de carinho, mas também de determinação.

— Will, eu entendo o que você quer dizer. Mas não podemos simplesmente fingir que isso não existe.

— E o que vamos fazer? Invadir a Arena e matar todo mundo? — Will retrucou. — Isso não é um jogo, Mike.

— Eu sei que não é — Mike respondeu. — Mas se não fizermos nada, quantas outras pessoas vão morrer lá dentro?

O silêncio caiu novamente. Emmy abaixou a cabeça, absorvendo tudo. Alex esfregou o rosto com as mãos, pensativo.

— Vamos descansar esta noite — Alex disse, finalmente. — Amanhã decidimos os próximos passos.

Will olhou para Mike mais uma vez.

— Só me promete que não vai se arriscar sozinho.

Mike sorriu fraco e apertou sua mão.

— Eu prometo.

Continua...

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