A tarde avançava lentamente, e a luz dourada do sol se filtrava pelas janelas quebradas do esconderijo. O ar ainda carregava a leveza do café da manhã compartilhado, mas agora a atmosfera era outra. Todos estavam reunidos ao redor de uma mesa improvisada, onde um mapa rabiscado da cidade e da Arena repousava no centro. O momento de planejar o fim daquele inferno havia chegado.
Mike, ainda com algumas marcas do que vivera na Arena, olhava para os amigos com seriedade. Ele e Peter tinham estado lá, sentido na pele o horror daquele lugar. Agora, precisavam garantir que ninguém mais passasse por aquilo.
— Precisamos ser inteligentes — disse Alex, apoiando os cotovelos na mesa. — Atacar a Arena de frente é suicídio. Não temos armas suficientes, nem número para um confronto direto.
— Mas não podemos simplesmente deixar como está — Emmy retrucou, cruzando os braços. — Se não fizermos nada, eles vão continuar pegando gente. Quantos como Kyle passaram por lá e morreram sem que ninguém soubesse?
— Eu sei, Emmy — Alex suspirou. — Só estou dizendo que precisamos de um plano sólido.
Will, que estivera relativamente quieto até então, finalmente se pronunciou. Ele observava Mike de forma protetora e determinada.
— Eu quero saber tudo sobre a Arena. Precisamos entender suas fraquezas. Como funciona a segurança? Como são organizadas as lutas? Onde fica Kinga na maior parte do tempo?
Peter olhou para Mike, que assentiu antes de começar a explicar.
— A Arena é um lugar enorme, cercado por muros altos e patrulhado por guardas armados. Mas o que mantém aquele lugar funcionando é o medo e o dinheiro . As lutas são um espetáculo, e a plateia paga caro para assistir. Quem está no controle ali não quer perder isso.
— Então temos que atacar a estrutura deles — Will concluiu. — Se derrubarmos a organização, eles perdem o poder.
Alex concordou. — Exato. Mas como fazemos isso?
Mike pegou o mapa da Arena e apontou para algumas áreas que ele e Peter tinham visto.
— Há três pontos que podem ser usados contra eles: a prisão, onde mantêm os prisioneiros antes das lutas; o local onde guardam os recursos, como armas e mantimentos; e o gerador principal, que mantém as luzes e os portões automáticos funcionando.
Peter completou:
— Se conseguirmos cortar a energia, causar confusão e libertar os prisioneiros, a Arena vira um caos. Os próprios gladiadores podem lutar contra os guardas.
Will estreitou os olhos, focado. — Isso significa que precisamos dividir as tarefas.
Alex começou a distribuir os papéis:
— Peter vais te infiltrar discretamente até aos aposentos de Kinga e obter mais informações. Emmy tu vais entrar como apostadora para observar melhor o local por dentro e descobrir os horários e a rotina de segurança.
— Mike e eu vamos nos encarregar do gerador. Se desligarmos a energia no momento certo, será a deixa para atacar.
— E eu? — Will perguntou.
Alex olhou para ele com firmeza. — Tu vais fazer o resgate dos prisioneiros. Quando a confusão começar, precisamos libertá-los rápido. E vamos precisar de Thor para ajudar a guiar os sobreviventes para fora.
Will assentiu, apertando os punhos.
— Certo. Mas precisamos de um plano de fuga.
— Há brechas na Arena — Mike disse. — Eu e Peter passamos por uma delas quando tentamos fugir. Podemos usá-los para tirar as pessoas de lá.
Todos trocaram olhares determinados. A missão era arriscada, mas se conseguissem executá-la, a Arena cairia.
Alex respirou fundo e olhou para todos.
— Se formos fazer isso, temos que estar preparados para tudo. Uma vez que isso começar, não haverá volta.
Mike olhou para Will, sentindo a preocupação nos olhos dele. Segurou sua mão sob a mesa, num gesto silencioso de conforto.
— Nós vamos conseguir — Mike garantiu.
Continua...
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The End
Ficção CientíficaUm vírus devastador varreu a humanidade, transformando cidades em túmulos e deixando apenas um punhado de sobreviventes para enfrentar o caos. Entre eles estão dois jovens, Mike e Will, que, guiados pela necessidade de resistir, lutam contra um mund...
