A caminho da Arena II

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A manhã avançava lentamente quando o grupo saiu do esconderijo em busca de um veículo. O tempo estava nublado, e um vento frio soprava pela paisagem abandonada, fazendo a vegetação ressequida balançar ao longo da estrada. Mike e Peter caminhavam à frente, atentos a qualquer sinal de perigo, enquanto Alex analisava o mapa que tinham em mãos.

— Há uma fazenda não muito longe daqui — disse Alex, dobrando o mapa. — Se ainda existir algum carro operacional, pode estar lá.

Will, que andava ao lado de Mike, olhou para os outros.
— E se encontrarmos gente lá?

— Então, esperamos que sejam amigáveis — respondeu Emmy.

A tensão era constante. Desde que haviam escapado da Arena, sabiam que poderiam estar sendo perseguidos. A cada passo, um olhar para trás. A cada ruído distante, um aperto no peito.

Após meia hora de caminhada, avistaram a fazenda. Era uma construção antiga, cercada por campos vastos e um celeiro parcialmente destruído. Uma chaminé soltava uma fina fumaça, indicando que alguém ainda vivia ali. Mas o que realmente chamou a atenção do grupo foi o carro estacionado ao lado da casa: um velho jipe, com a pintura desgastada pelo tempo, mas aparentemente em boas condições.

Peter ergueu uma mão, sinalizando para que todos se aproximassem com cautela. Ele subiu os degraus da varanda e bateu na porta de madeira gasta. O som ecoou na casa silenciosa. Por um momento, nada aconteceu. Mas então, a porta se abriu lentamente, revelando um homem idoso de olhar cansado e barba grisalha.

— Quem são vocês? — Sua voz era grave, carregada de desconfiança.

Peter ergueu as mãos num gesto pacífico.
— Só estamos de passagem. Precisamos de um carro para uma missão importante.

O velho Barbosa estreitou os olhos. Ele olhou de um para outro, analisando os rostos desconhecidos, até que um som de passos chamou a atenção de todos. Do corredor escuro da casa surgiu uma mulher de cabelos brancos presos num coque.

— Encontrou companhia, Barbosa? — perguntou a senhora, com um olhar gentil.

— Jovens à procura de um carro — murmurou ele.

Mike aproveitou o momento de hesitação do casal e apontou para o jipe estacionado do lado de fora.
— Esse carro ainda funciona?

Barbosa soltou um suspiro profundo antes de responder.
— Sim, ainda anda... Mas não sei se posso simplesmente entregá-lo a vocês.

— Estamos indo para a Arena — disse Alex, direto ao ponto.

A reação do velho foi imediata. Seus olhos se arregalaram ligeiramente, e sua esposa levou uma mão ao peito.

— Vocês são loucos? — perguntou Maria, a voz preocupada.

— Loucos ou não, precisamos acabar com aquele lugar — disse Emmy, com firmeza.

Barbosa passou uma mão trêmula pelo rosto e se afastou, caminhando até uma cadeira próxima. Sentou-se pesadamente, como se o peso da conversa estivesse drenando suas forças.

— Meu filho, James, foi levado por eles há meses... Eu nunca mais soube dele. Se estiverem indo para lá... peço apenas que o procurem.

O grupo se entreolhou. Eles já tinham um objetivo claro: destruir a Arena. Mas agora, uma nova missão surgia no caminho.

— Se ele estiver vivo, vamos trazê-lo de volta — prometeu Peter.

Os olhos do velho brilharam por um instante, uma centelha de esperança que ele não ousava ter há muito tempo. Maria se aproximou, pousando uma mão no ombro do marido.

— Então levem o carro — disse Barbosa. — E deem um fim naquilo.

Maria desapareceu na cozinha e retornou com uma pequena cesta de comida.

— Para a viagem — disse ela, entregando-a a Emmy.

O grupo agradeceu e, um a um, saíram da casa, carregando consigo a responsabilidade de salvar não apenas a si mesmos, mas também aqueles que ainda estavam presos naquele inferno chamado Arena.

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⏰ Última atualização: Feb 20, 2025 ⏰

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