namorando.
Namorando.
Namorando alguém.
Brunna estava namorando, engoli em seco e me levantei franzindo a testa.
- Com quem?- tentei não expressar nada, então a noite passada não significou nada para ela?
Pelo visto não.
A verdade era que eu estava muito magoada, por ela não ter me contado que estava namorando, se eu soubesse não iria ter me entregado para ela assim, la guardar pelo menos isso, para não me machucar tanto.
Agora eu estava parada de pé no meio da cozinha, eu transei com ela, perdi minha virgindade com essa mulher, talvez eu tenha me iludido que poderia ter algo.
O que você esperava idiota? Que ela largasse todos esses machos dela por uma adolescente inexperiente, uma pirralha que ela viu crescer?
Idiota mesmo, você foi só uma curiosidade, fofa! E pelo visto ela não gostou já que nem pra amante quer você! Imbecil"
- Gabriel
... - sussurrou.
Affs, ainda com o mauricinho do Madina? O cara do machado?
Na última vez que ele veio com ela até achei que era um amigo gay dela, ficou encarando tanto um dos seguranças, tentou até partir um pedaço de madeira para fazer lenha, ele estava claramente se mostrando, tirou a camisa e ficou lá se alugando, um frango, mas eu achei que era pro segurança e não para a brunna! Não vi ameaça nele, ele veio umas duas vezes.
aqui, ficava sentado na sala conversando e gesticulando de modo exagerado para ela, se não me engano ele era o contador da empresa, filho de um dos acionistas, ou um acionistas, não sei certo.
Franzi o cenho novamente me sentindo ainda mais usada, não que ela me devesse algo, mas trouxe esse cara pro mesmo teto que eu enquanto ficava me provocando!
Ela claramente estava brincando comigo e eu fui uma imbecil por ter ido atrás dela, como uma cachorrinha!
Bufei internamente para mim, eu ia culpar a Ingrid, foda-se! Essa desgrama que me convenceu que era uma boa ideia tomar uma atitude, eu sabia que ia dar merda, aonde a Brunna ia querer alguma coisa comigo?
- Hum - disse arrastado.
- Fala alguma coisa!- falou impaciente.
Me virei e fui até a pia lavar minha mão e pegar um copo, depois caminhei calmante até a geladeira onde peguei um pouco de suco de laranja, depois agarrei o pote de bolacha qualquer, eu só queria sair dali de cabeça um pouco menos abaixada, eu estava me sentindo péssima, estava fracassada e com raiva, me sentia usada também, não devia, afinal ela não me devia nada mas isso era meus sentimentos não eram lógicos.
- Você devia ter falado ontem, não teria feito sexo contigo - disse neutra, mas por dentro eu tinha vontade de quebrar tudo, mas eu não ia dar esse gostinho pra ela saber que eu sentia algo.
- Você não parecia querer ouvir ontem! - respondeu irritada.
- "Eu estou namorando" - fiz uma voz fina - E meio difícil não ouvir né Brunna! Mas foda-se foi só sexo mesmo, posso fazer isso com qualquer pessoa - dei de ombros e me virei para a saída, Brunna pulou da bancada e veio a passos pesados até mim parando na soleira, me impedindo de passar, ela estava com os olhos semicerrados e punhos fechados, estava com uma cara nada boa também.
- Como é que é? - rosnou entre dentes.
- Oque ouviu, foi só sexo, sorte a minha, já que você não parece ter muito respeito com quem você está não é? - Brunna empurrou meus ombros me fazendo cambalear e fazendo um pouco do suco cair do copo, coloquei o mesmo sobre a bancada junto ao pote de bolacha e me virei já puta para ela, ela não tinha o direito de ficar brava, eu estava falando a verdade, afinal ela realmente traiu o namorado frango dela comigo.
- Isso mesmo! Você traiu seu "namorado" a sabe-se lá quanto tempo com sua enteada de 17 anos! Sem nem pensar duas vezes! E não pareceu se lembrar dele ontem enquanto gemia igual uma vaga...
O impacto que eu senti foi tão forte que fez meu rosto virar para o lado, o lugar atingido começou a queimar, me virei para ela incrédula.
Ela não me bateu... Não é possível! Brunna respirava com dificuldade e as veias do pescoço dela estavam aparecendo, a mão que me bateu aos poucos foi abaixando, ela ainda estava com o robe aberto, revelando seus seios descobertos.
Avancei contra ela fazendo as costas dela baterem com força contra a parede, agarrei o cabelo dela sem nenhuma delicadeza e puxei fazendo ela me olhar nos olhos, eu sentia a minha respiração quente bater contra seu rosto.
- Quem que você tá pensando que é pra bater no meu rosto?!- disse entre dentes.
- Vou fazer quantas vezes você pensar em me ofender sua idiota! - respondeu do mesmos jeito.
- Você é uma vadia - sussurrei no ouvido dela passando a ponta da minha língua no local depois, uma tremenda aura sexual apareceu no lugar, eu nem me lembrava do ponto que mudou a vontade de xingar ela para a de transar, ela fincou as unhas na minha bunda aparentemente com a mesma vontade que eu, puxei com mais força o cabelo dela e comecei a distribuir beijos pelo pescoço dela, brunna apertou com força minha bunda, ficaria marcada pelas suas unhas certamente.
- Talvez eu seja uma vadia mesmo, o que você vai fazer sobre isso?- sua voz já estava rouca.
- Eu vou te tratar como uma.
