Cappuccinos e torradas

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— Já chega! — falei, levantei-me da cadeira me curvando para frente, nossa como estava dolorida a minha coluna

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— Já chega! — falei, levantei-me da cadeira me curvando para frente, nossa como estava dolorida a minha coluna. Não ia ficar me matando daquele jeito naquele trabalho, mesmo valendo nota. — Preciso de um café.

Ainda quero saber o motivo de uma faculdade pedir um trabalho para primeira semana de janeiro? É tudo doido dentro daquele lugar. Desistindo de tentar entender lógica naquela situação, caminhei em direção da porta e seguir até chegar na cozinha, onde, encontrei com a minha mãe que estava fazendo comida.

— Vou comprar café.

— Pra quê? Eu faço pra você.

— Desculpe mãe, mas o seu café não é lá essas coisas. — Disse, amarrei meus fios castanhos em um coque. – Eu vou na esquina, é rapidinho.

— Hermione fique em casa, estou te avisando.

— Mãe relaxa, já volto.

Sair de lá depois que peguei o dinheiro, não iria me trocar, por isso, fiquei com aquele vestido folgado e chinelos. Eu não ia namorar mesmo, não tinha motivos para me produzir. Seguir tranquilamente pelas ruas, era uns quatro quarteirões da minha casa. Então, olhei para o céu naquele fim de tarde quando vi o azul escuro dominando o céu completamente.

Sentir a primeira gota cair no braço quando cruzei a esquina, arregalei os olhos, a chuva aumentou e eu sair correndo. Ainda parei em alguns lugares estratégicos para não tomar realmente um banho. Pensando se realmente valia a pena, voltei a correr adentrando no Cappucinos&Torradas logo observei algumas pessoas espalhadas pelo lugar.

— Droga. — sussurrei, quando vi meu vestido molhado, minhas pernas, meu cabelo provavelmente, pelo menos continuou no mesmo penteado. Suspirei, esperei pacientemente na fila até chegar minha vez. — Um cappuccino de caramelo.

Sorri satisfeita quando recebi aquele copo tão maravilhoso com uma das minhas bebidas favoritas. Quando me virei para sair de lá, aconteceu o maior desastre da face da terra. Tombei com alguma pessoa, inevitavelmente, a bebida caiu em cima daquela camisa social branca.

— VOCÊ FICOU LOUCA! — o cara gritou se esperneando que nem uma criança mimada.

Até eu gritaria, aquilo deveria está bem quente. Porém, não iria deixar ninguém levantar a voz para mim.

— Fale baixo, a culpa é sua por ter ficado parado atrás de mim que nem uma estátua. — respondi, levantei a cabeça encarando aquele branquelo loiro de olhos azuis.

— Olha aqui garota. Você deveria pagar uma lavagem para minha roupa nova.

— E você comprar um café novo para mim.

— Ah, como isso fosse acontecer. — exclamou ele. —  Posso fazer nada se você é uma tapada.

Veja bem, eu não sou a pessoa mais controlada desse mundo, principalmente, quando me xingam. Então, levantei a mão bati no rosto dele, pow, bem feito. Naquele momento éramos atrações do lugar, me sentir no circo.

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