•| long fic |• {em andamento}
Na Califórnia, Jennie é a herdeira do grupo RuKy, um conglomerado bilionário, mas anseia por reconhecimento individual por seus talentos. Após o término de seu namoro devido a uma traição, sua reputação escolar desmoro...
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O plano estava quase entrando em ação, e eu me sentia extremamente ansiosa. Tudo parecia fluir como o esperado. No fundo, eu sabia: não há nada que Jennie Ruby Kim não consiga fazer.
Desci as escadas da minha casa pronta para minha primeira aula de pilates. Meus pais estavam na sala de jantar tomando café da manhã — só isso já me deixou mais animada. Normalmente eu não os via nesse horário, já que sempre acordava um pouco depois de eles saírem. Mas agora, com o pilates antes da escola, meus horários mudaram.
— Bom dia! — cumprimentei com um sorriso no rosto. Meus pais me olharam surpresos.
— Meu amor, o que faz acordada a essa hora? — minha mãe perguntou, colocando a xícara de café sobre a mesa.
— Não ficou sabendo? Agora vou fazer pilates. Cansei de ficar parada — disse, me sentando em uma das cadeiras.
Yujin logo apareceu com minha vitamina, me cumprimentando alegremente. A energia da casa estava ótima naquela manhã.
— Filha, já estamos acertando alguns detalhes do casamento com os Min — meu pai comentou, de forma casual. Pronto. Acabou o clima leve.
Queria dizer tudo o que estava preso na minha garganta. Queria, mesmo. Mas travei. Aquilo ainda doía demais. Era um assunto sensível.
— O que foi, Jennie? Por que essa cara? — perguntou meu pai, notando minha expressão.
— Nada. Eu tenho que ir — finalizei minha vitamina, encerrando o assunto, e fui direto para a garagem.
Meus passos eram pesados enquanto eu tentava segurar o choro. Que droga, por que isso ainda me afeta tanto? Um dia, eu vou conseguir dizer a verdade. Vou colocar um fim nessa ideia absurda de casamento. E espero que esse dia chegue logo.
Entrei no meu novo BYD e fui para o parque mais próximo de casa. Ainda faltavam 20 minutos para a aula e o lugar era perto, então decidi esperar um pouco e respirar.
O parque estava quase vazio, exceto por uma pessoa ao longe. Sentei num banco, deixei minha bolsa ao lado e fechei os olhos. Tentei conter as lágrimas, mas foi em vão. Coloquei as mãos no rosto e deixei a dor escorrer em silêncio.
Alguns minutos depois, ouvi movimentação e, rapidamente, sequei as lágrimas. Peguei minha bolsa e fui para a aula.
Cheguei 10 minutos antes, o que foi ótimo — deu tempo de conhecer a academia e conversar um pouco com a professora. A aula foi excelente. A professora era gentil e paciente, e pela primeira vez em muito tempo, me senti leve. Talvez eu tenha encontrado um novo hobby. Serviu como uma pausa para o caos da minha vida.
Voltei correndo para não me atrasar para a escola e lanchei no caminho mesmo. Cheguei a tempo e logo me sentei perto da Rosé. Já estava acostumada com os olhares dos alunos — isso era o menor dos meus problemas.
A aula foi puxada, mas eu me sentia bem por causa da energia do pilates.
— Queria sair com você, Jennie. Faz tempo que não damos uma voltinha juntas — disse Rosé, enquanto eu guardava algumas coisas no armário.
— Que tal lá em casa? A gente toma um banho de piscina. Tá bem quente hoje — falei, fechando o armário e caminhando com ela até a saída.
— Pode ser. Vou em casa e depois passo lá.
Na saída da escola, vi uma moto conhecida encostada na calçada. Olhei ao redor e encontrei Jungkook encostado num poste próximo. Corri até ele, que me esperava de braços abertos e um sorriso enorme.
— Bunnie! — abracei seu tronco com força. Nem fazia tanto tempo assim desde a última vez que nos vimos, mas eu nunca me acostumo a ficar longe dele.
— Ruby, que saudade! — ele passou a mão carinhosamente sobre minha cabeça.
Me soltei do abraço e puxei Rosé para perto.
— Rosé, Jungkook. Jungkook, Rosé — os apresentei, apontando de um para o outro.
Eles trocaram cumprimentos e os tradicionais “prazer em te conhecer”.
— É bom saber que ela tem alguém de confiança por perto — Jungkook disse a Rosé, sorrindo.
— Eu suporto — respondeu a loira com uma expressão cômica. Lancei um olhar semicerrado pra ela.
Jungkook deu uma risada e concordou.
— Meus melhores amigos mal se conhecem e já estão falando mal de mim — falei, cruzando os braços e levantando uma sobrancelha.
Rimos juntos, e então me dei conta: — Ei, Jk, por que apareceu do nada sem me avisar?
— Quis te fazer uma surpresa, Jennie. Tirei folga e não tinha nada pra fazer. Resolvi vir te perturbar — ele disse, bagunçando meu cabelo.
— Que bom que veio. Daqui a pouco a Rosé vai lá em casa pra piscina. Vamos fazer uma resenha dos bests da Jennie! — falei, animada, batendo palminhas.
— Adorei a ideia. E olha só: vim de moto pra te levar. Sei que você gosta — ele me entregou um capacete azul que comprou especialmente pra mim.
— Você é incrível! — me virei para Rosé antes de colocar o capacete. — Tchau, amiga! — acenei e ela respondeu, indo para o carro.
O dia estava perfeito para piscina. Compramos sorvete no caminho e, já em casa, ficamos conversando.
Rosé falava sobre seu quase-namorado, eu contava mais sobre meu plano e Jungkook comentava sobre uma garota que conheceu recentemente em um café. Parece que todo mundo estava indo bem na vida amorosa... menos eu.
— Ela era atendente do lugar. Acho que o nome dela é Lalisa, mas ela não parecia americana — Jungkook falou com um sorriso leve.
— Já falou com ela? — perguntei, tomando mais um pouco do meu sorvete de morango.
— Ainda não. Tenho receio de parecer invasivo, sei lá — ele respondeu, brincando com a água da piscina.
— Alguma hora vai ter que dar o primeiro passo, né. Afinal, você é homem — Rosé disse, e ele assentiu.
— Eu vou, só preciso pensar no que dizer. Não sou muito experiente nessas coisas.
— Tudo no seu tempo, Bunnie. Mas quando começarem a namorar, traz ela pra gente conhecer — falei, dando um tapinha no ombro dele.
— Urum — ele murmurou e riu.
— Mas, Jen — Rosé voltou ao assunto do plano — sobre você e o Taehyung… Eu concordo com ele. Isso tudo não faz sentido.
Fiz uma careta, e ela continuou:
— Não sou só eu, aposto que o Jungkook concorda comigo também — ela olhou para ele, que sorria de forma divertida.
— Olha… acho que ninguém normal faria isso mesmo. Mas a Jennie é diferente. E essas loucuras dela são o entretenimento da minha vida — disse ele, me dando um peteleco na cabeça. Caímos na gargalhada.