chapter 25

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Minha bochecha estava dolorida de tanto sorrir. Felizmente eu já tinha feito meu discurso e o evento estava chegando ao fim. Estar agarrada a noite toda com meu ex estava sendo uma tortura. As piadas amargas ditas em sussuro que eu tinha que sorrir pra fingir estar feliz e apaixonada. Os puxões pelo braço ou pela cintura. Tudo isso me fez querer morrer. Não consegui seguir o conselho de Taehyung em fingir que era ele. Eles são completamente diferentes. Tanto em aparência quanto em personalidade. Eu tenho que dar um fim nisso. O mais rápido possível.

Já estávamos nos dirigindo até a saída quando um jornalista nos parou novamente.

- Os boatos sobre um noivado de vocês são reais? - eu gelei. Quem poderia ter vazado essa informação?

- Vamos ver com o tempo, se isso é real ou não. - disse Yoongi, de forma vaga, como sempre.

...

Voltamos para o hotel e a partir daí fiquei determinada a não trocar mais nenhuma palavra com o meu ex. Quero curtir meu domingo aqui em Nova York. Me joguei na cama quando finalmente coloquei meu pijama e tirei a maquiagem. Estou cansada, mas não relaxada. Meus ombros doem de tanta tensão. Abri o Instagram para postar algumas fotos do evento. Enquanto editava as fotos Taehyung me mandou uma mensagem. "Como foi lá?" Ao invés de responder liguei por chamada de vídeo pra ele. Queria ver seu rosto, pra tirar um pouco da imagem de Yoongi que tive que aturar nas últimas horas.

Ficamos conversando por umas duas horas sobre o evento, sobre o namoro de mentira, os jogos que começam na segunda e outras coisas mais banais. E eu finalmente pude relaxar. Relaxei tanto que dormi enquanto ouvia Taehyung falar alguma coisa.

Acordei no domingo com os pés doendo e a cabeça latejando. Tomei um banho, coloquei uma roupa leve e fui até o Spa do hotel fazer uma massagem. Graças a Deus, Yoongi não apareceu lá. Na verdade, acredito que ele tenha ido embora mais cedo.

Passei o resto da manhã passeando por Nova York, fazendo compras, observando paisagens e tentando distrair minha mente. Almocei e me arrumei para voltar para casa. Subi no jatinho particular e observei Nova York sumindo da minha visão; e assim eu faria com as memórias do último sábado. Tudo vai ficar lá, e não vai me afetar. Amanhã é o grande dia e nada mais vai me abalar. O meu triunfo está próximo, e Yoongi vai provar do seu próprio veneno.

Assim que passei pelo portão que da entrada a sala de estar, meus pais se levantaram do sofá e vieram até mim com um sorriso enorme.

- Você estava incrível, meu bem! - disse minha mãe colocando as mãos no meu rosto e acariciando-o.

- Você é a nossa herdeira perfeita. - meu pai disse empolgado. Olhei para Hanni de relance e percebi sua expressão preocupada. Ela me entendia, apesar de ter ideais diferentes, ela sabia que tudo aquilo não era pra mim, mas já tinha se tornado parte de quem eu sou.

- Obrigada, eu me esforcei bastante. - falei. E que esforço.

- Estou ainda mais animada sobre o casamento de vocês! - minha mãe me guiou até o sofá e meu pai veio atrás.

- Ah sim, sobre isso...- coragem Jennie! Diga tudo o que ele fez com você, que não podemos nos casar.

- Diga, meu amor. - ela diz com um sorriso reluzente. Quando eu finalmente vou dizer, um toque ecoa no bolso da calça da minha mãe. Ela tira o celular e verifica a tela. - Perdão, filha, preciso atender essa ligação. Depois conversamos, ok? - eu assinto sem ter muita opção, ela se retira. Meu pai me da um beijo na testa e também sai.

Droga.

O pior é que eu não sei se vou conseguir reunir coragem novamente. Bufei e fui para o meu quarto. Mas hoje não é dia de me lamentar. Já comecei a separar as roupas para ver qual eu iria usar no grande dia que vai ser amanhã.

 Já comecei a separar as roupas para ver qual eu iria usar no grande dia que vai ser amanhã

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Chegou o grande dia.

Meu primeiro jogo.

Estou me alongando com meus amigos, o corpo quente, o suor escorrendo pela testa - mas sei que nem tudo vem do esforço físico. Boa parte desse suor é nervosismo. As expectativas estão altas sobre o nosso time, e ainda maiores sobre mim, que me inscrevi para ser capitão. O peso dessa decisão pulsa no peito a cada segundo.

E, como se não bastasse, a imagem de Jennie insiste em ocupar meus pensamentos.

Vencer aquele jogo era mais importante para ela do que para qualquer um de nós. Tenho quase certeza de que ela tem um plano B, mas também sei que não gostaria de usá-lo. Não hoje. Não se dependesse dela.

As pessoas começam a chegar, preenchendo a arquibancada aos poucos. Meus olhos percorrem a quadra o tempo todo, atentos, inquietos, procurando por um único rosto. Faltam poucos minutos para o jogo começar, e sinto um aperto estranho no peito, como se eu precisasse vê-la antes de pisar em campo.

Três minutos.

Estou mais do que nervoso. A ansiedade cresce sem pedir permissão, e continuo procurando por qualquer sinal de que Jennie tenha chegado. Nada. Passo as mãos pelo rosto e abaixo a cabeça.

Preciso me acalmar.

Respiro fundo, fecho os olhos e tento organizar os pensamentos. É então que sinto um pano tocar minha testa molhada, secando o suor com cuidado. Abro os olhos devagar.

Jennie está ali.

Ela usa um sorriso singelo, concentrada apenas em mim enquanto passa a toalha com delicadeza.

- Jen... - chamo, aliviado, como se o simples som do nome dela fosse suficiente para me manter de pé.

- Eu tô aqui. - ela responde em voz baixa, descendo a toalha até o meu pescoço.

- Obrigado. Era exatamente o que eu precisava. - sustento o olhar no dela, tentando absorver toda a calma que ela transmite sem esforço.

- Você sabe que é o melhor, Tae. - diz, antes de se levantar. Ela ajeita meu cabelo rapidamente e me lança um sorriso animado, confiante, como se tivesse certeza absoluta do que estava prestes a acontecer.

Acompanho com os olhos enquanto ela caminha até a arquibancada e se senta ao lado de Rosé.

Ela está perfeita.

Minissaia, cropped e tênis - tudo branco. O contraste vem da jaqueta vermelha, com a logo do time estampada no peito e o meu nome nas costas. Meu nome. Um detalhe simples, mas suficiente para fazer meu coração bater mais forte.

Ela realmente pensou em tudo.

Então o treinador nos chama. O som da voz dele ecoa pela quadra e corta meus pensamentos. O jogo vai começar.

E, pela primeira vez desde que cheguei ali, sinto que estou pronto.

Mais do que pronto.

Eu vou ganhar esse jogo.

Por ela.

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