chapter 17

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Uma manhã de sábado nunca tinha sido tão tensa. Passei quase duas horas conversando - ou melhor, discutindo - com Jennie por causa da bendita festa de hoje à noite. Ela não parava de encher minha cabeça com sugestões de roupas, dizendo que eu devia usar isso ou aquilo, ou até que devíamos sair para comprar mais. E, claro, insistindo na ideia absurda de iludir Yuna. Eu já não queria ir a festa nenhuma, mas Jennie com certeza me mataria se eu não aparecesse.

Na hora do almoço, levei minha avó para comer em um restaurante aqui perto. Ela não poderia estar mais feliz.

- Meu filho, nós poderíamos ter vindo de moto - disse com um sorriso travesso, enquanto entrávamos no restaurante.

- Mas, vó, você não acha que já passou da idade de andar de moto? Não é muito seguro pra você - falei, guiando-a até a mesa mais próxima.

- Ah, mas faz tanto tempo... Quando eu era nova, eu amava ir às festas de moto com o seu avô - comentou, nostálgica. Eu sabia o quanto ela sentia falta dele - e eu também - mas sempre tentávamos nos lembrar dos melhores momentos com o meu velho, em vez de deixar a saudade pesar.

- Então vocês não eram nada quietinhos, né? - brinquei, rindo.

- Que nada! Eu gostava mesmo era de aproveitar, e não me arrependo! - disse, mergulhando os olhos no cardápio.

- Imagino... - murmurei, ainda sorrindo, enquanto também olhava os pratos.

Senti uma mão quentinha acariciar meu cabelo. Levantei o olhar e encontrei minha avó me observando com ternura - e talvez um pouco de pena.

- Eu queria que você estivesse vivendo a adolescência de verdade, meu bebê - disse com a voz levemente triste.

- Tá tudo bem - beijei o dorso de sua mão - eu prefiro assim.

Pedimos os pratos e almoçamos em silêncio, como sempre. Minha avó nunca permite que conversemos enquanto comemos; segundo ela, "a hora de comer é sagrada". Mas Jennie não parava de mandar fotos de roupas e mensagens de voz que eu tinha que ouvir. Notei que minha avó ficou incomodada, mas não disse nada. Por que parece que as duas mandam em mim? Talvez porque seja exatamente isso.

Depois de pagar a conta, me livrei das mensagens de Jennie.

- Vamos? - perguntei, vendo minha avó me encarar com um ar curioso.

- Vamos, filho. Mas deixa eu te perguntar uma coisa... - lá vem, pensei. Eu já sabia que vinha pergunta.

Assenti e continuei andando.

- Com quem você tanto conversava no celular? - ela perguntou com aquele brilho curioso nos olhos.

- Ah, vó... era do trabalho. Você sabe, novato sempre tem muita coisa pra fazer.

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