chapter 18

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Os treinos estavam sendo incríveis e, sinceramente, acho que esse plano da Jennie tá me beneficiando mais do que imaginei — e não só pelo dinheiro

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Os treinos estavam sendo incríveis e, sinceramente, acho que esse plano da Jennie tá me beneficiando mais do que imaginei — e não só pelo dinheiro. Estou me sentindo mais motivado a vir pra escola, fiz bons amigos... Só tem uma coisa ruim: as chatices da Yuna. Como a Jennie conseguia ser amiga dela? Ela age como se pudesse mandar em tudo o que eu faço, e isso já tá me irritando. Não estamos namorando e nunca vamos namorar, mas ela simplesmente não entende. Ainda sou obrigado a ficar com ela, então só me resta aguentar mais um pouco.

Depois de um treino puxado, sentei ao lado dos caras e joguei um pouco de água na cabeça pra aliviar o calor. Fechei os olhos e deixei a cabeça pra trás, tentando recuperar o fôlego antes de me trocar.

— Tae! — aquela voz irritante me fez abrir os olhos.

— Fala... — respondi, cansado.

— Dá pra parar de dar bola pras meninas no intervalo?! — ela quase gritou.

— Yuna, não começa. Por favor. — já tava perdendo a paciência.

— Não começa você! Eu te vi cheio de papinho com as safadinhas do 2º ano. E pior: conversando com a vagabunda da Jennie! — cruzou os braços, sobrancelha arqueada.

— Primeiro: eu não tava falando nada demais com ninguém. Segundo: eu não tenho nada contra a Jennie. — falei seco.

Os olhos dela se arregalaram e os braços caíram de repente.

— Mas eu tenho! — bateu o pé no gramado.

— E a gente namora pra você vir tirar satisfação comigo? — rebati, já de saco cheio.

Ela desviou o olhar, abriu e fechou a boca várias vezes, mas não disse nada.

— Você é um idiota! — bufou e saiu andando.

Voltei a beber minha água em silêncio.

— Que isso, cara... Você é pior do que eu pensava — Nathan comentou, rindo.

— Garota chata do cacete... — resmunguei, quase explodindo.

...

Mais tarde, em casa, estava saindo do banho quando recebi uma mensagem da Jennie:

"Vem pra cá, quero conversar com você."

Pronto. Alguém espalhou a confusão de hoje e ela vai me matar. Mesmo assim, vesti uma roupa, peguei a moto e respondi:

"Tô indo."

Cheguei ao portão da mansão, e os seguranças logo abriram. Como sempre, a casa estava quase vazia, só os funcionários. Bati três vezes na porta e ouvi um "entra".

Jennie estava deitada na cama, de pijama curto demais, rolando o feed no celular. Assim que fechei a porta, meus olhos traíram meu bom senso: coxas lisas, à mostra, quase como se fosse de propósito. Apertei a mandíbula e desviei rápido, sentindo o calor subir pelo pescoço. Não era hora de pensar nisso.

Me forcei a caminhar até a escrivaninha e me sentei.

— Não devia estar, no mínimo, arrumada se me chamou aqui? — perguntei, tentando soar indiferente.

- Fiquei com preguiça. E olha só - apontou pro pijama, sorrindo - ele é bonito — Não só o pijama, né. Se controla, Taehyung!

— Tá, tá. Fala logo, o que você quer? — perguntei, já sabendo a resposta.

— Todo mundo tá comentando o que você disse pra Yuna hoje. Até o Instagram de fofoca da escola postou nos stories. — virou a tela do celular: "Briga de casal: Yuna e Kim Taehyung discutem após o treino. Ela quer algo sério, mas ele não parece sentir o mesmo."

— Ótimo... agora tenho uma plateia.

— É consequência de ser popular. Mas enfim, você devia ter me avisado que ia dar esse fora nela. — disse, quase rindo.

— Eu sei. Ia deixar passar, mas ela passou do limite. Falei no impulso.

— O que ela disse? - abaixou o celular, curiosa.

— Besteira. Um monte de besteira... — desviei, sem coragem de repetir o insulto.

— Tá... Isso me deu uma ideia. Eu ia esperar mais, mas acho que essa briga pode ser o ponto-chave pro pedido de namoro. — ela abriu um sorriso animado.

— Interessante... — disse ainda processando.

— Então vamos fazer assim?

— Pode ser. — sorri de leve. Essa ia ser a parte mais importante do plano, e também a mais complicada.

Jennie se levantou pra pegar um papel. O pijama subiu junto e, de repente, metade da bunda dela ficou exposta. Meu coração disparou e eu tampei os olhos, assustado com o que tinha acabado de ver.

— Jennie, um short maior não cairia mal, né? — soltei rápido, quase em desespero.

Ela deu um gritinho, percebendo só então.

— Ai, desculpa! Pode abrir os olhos agora. — riu, puxando uma manta pra cobrir as pernas.

Eu obedeci, mas o rosto ainda queimava. O problema é que, mesmo de olhos fechados, a imagem continuava grudada na minha mente. Balancei a cabeça, tentando afastar aquilo, sem sucesso. Por que tava me afetando tanto? Não era pra ser assim. Era só um plano. Então por que diabos eu estava perdendo o controle?

— Tá rindo de quê? — arqueei a sobrancelha.

— Você tá vermelho! — ela ria ainda mais.

— Claro! Eu vi sua bunda! — revirei os olhos, mas ela não parava de rir.

— Esquece. Vamos praticar. — bateu no espaço ao lado e eu sentei — Tem que ser natural, tá? Olha nos meus olhos como se estivesse perdidamente apaixonado.

Segurou meu rosto entre as mãos, e meu coração deu um salto.

— Você tira a caixinha do bolso e fala coisas fofas, sem enrolar.

— Eu não sei falar coisas fofas.

— Finge que eu salvei sua vida.

— Não é exagero?

— Ai, esquece. Você não vai entender. Vamos assistir filme de romance pra você aprender.

— Ah não, isso é tortura...

— Faz parte do plano, baby. - ela riu, se recostando.

Depois de dois filmes (e já no terceiro), eu só confirmava o que sempre achei: romance é chato. Quando ia pedir pra desligar, percebi que Jennie tinha cochilado. E, de repente, observá-la dormir se tornou mais interessante do que qualquer cena boba da TV.

Afastei uma mecha de cabelo do rosto dela. Como alguém teve coragem de trair uma garota tão genial, engraçada... e linda? Linda demais. Só então percebi no que tava pensando e balancei a cabeça, tentando afastar aquilo. O movimento a fez despertar.

— Tô dormindo faz tempo? — murmurou, sonolenta.

— Nem sei. Só percebi agora. — respondi, rindo da voz embolada dela.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, trocando olhares. Quando olhei pela janela, já tava escuro.

— Tá tarde, vou pra casa. — ela só assentiu.

Peguei minha moto e fui embora. As coisas iam ficar mais intensas daqui pra frente. Mas eu não podia esquecer: ainda era só um plano.

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