•| long fic |• {em andamento}
Na Califórnia, Jennie é a herdeira do grupo RuKy, um conglomerado bilionário, mas anseia por reconhecimento individual por seus talentos. Após o término de seu namoro devido a uma traição, sua reputação escolar desmoro...
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Tudo estava acontecendo mais rápido do que eu imaginava, mas, de algum jeito, o plano ainda seguia firme. Mesmo assim, uma parte de mim não parava de pensar que algo podia dar errado a qualquer momento. Sentei em uma cadeira afastada de todos, tentando parecer indiferente, enquanto observava Yuna conversar com Taehyung. Ele estava sério, a expressão carregada, e aquilo me deixou inquieta. Eu não conseguia ouvir nada do que diziam, mas pelas feições murchas dela, parecia implorar por perdão. Talvez estivesse tentando segurar algo que já tinha perdido. Por um instante, quase senti pena... quase. O intervalo terminou e, contra a minha vontade, precisei largar meu "entretenimento" e voltar para a sala.
Escolhi um canto no fundo, isolada. Nunca tinha me sentado ali antes. Rosé, minha única aliada verdadeira, era justamente quem insistia em ter minha companhia, mas naquele momento eu precisava de distância. Era um lugar perfeito para observar todos sem ser percebida.
De lá, podia ver o jeito insuportável como as meninas se atiravam sobre o Tae, como se não tivessem amor próprio. Era sufocante só de olhar. E, ainda assim, nada superava a cena de Yuna tentando manter a pose enquanto queimava de raiva. Esse tipo de espetáculo eu poderia assistir todos os dias.
A aula parecia arrastar as horas, cada segundo mais pesado que o anterior. Não aguentei. Pedi para ir ao banheiro e saí, respirando aliviada por escapar daquele tédio. Caminhei pelos corredores como quem busca ar, espiando cada sala. Até que passei pela do lado: a de Yoongi. Tinha esquecido por um instante que ele existia... e me arrependi de lembrar. Seu olhar me atravessou pelo vidro da porta. Não era só raiva. Era como se ele estivesse pronto para arrancar algo de mim, como se me odiasse por respirar. Aquilo me gelou. Era vingança. Era perversidade. E eu me perguntei, de novo, se ele algum dia poderia ser diferente. A resposta me veio amarga: não. Segui em frente, tentando ignorar a sensação de ter ficado exposta, até avistar meu armário. Havia algo preso ali: um post-it. Arranquei o papel e senti meu estômago revirar ao ler as palavras rabiscadas:
Você jamais vai passar por cima de mim, Kim. Desista.
Meu coração deu um pulo, mas eu me forcei a sorrir de canto. Sério mesmo? Aquilo era a tentativa patética dele de me intimidar? No fundo, não era força - era desespero. Ele sabia que eu não recuaria. Eu nunca recuo. Amassei o bilhete com raiva, pronta para jogá-lo fora, mas tropecei em algo rígido à minha frente. Meu corpo se chocou e, quando levantei os olhos, meu rosto estava perigosamente próximo ao de Taehyung. O coração que eu havia conseguido controlar com Yoongi disparou de vez.
- O quê... você me seguiu? - minha voz saiu mais frágil do que eu gostaria, e recuei dois passos.
- Não é como se você tivesse ido para outro bairro ou algo assim. Só estava andando pela escola e te encontrei. - Ele cruzou os braços no peito, tentando parecer relaxado, mas eu sabia que não era bem assim.
- Eu literalmente saí há poucos minutos. Você estava na sala.
- Tá... eu vim atrás de você, mas não é isso que eu quero falar agora. - Ele deu um passo em minha direção. Eu recuei, tropeçando contra o armário. O barulho fez várias cabeças se virarem para nos encarar.
Eu até gostava de chamar atenção na maioria das vezes, mas não daquela forma. Não quando o calor subia pelo meu rosto e todos os olhares me deixavam vulnerável. Taehyung pigarreou, tentando disfarçar a cena.
- Como eu ia dizendo... não ligo para o que as pessoas pensam. Eu realmente queria te conhecer - Aquelas palavras bateram fundo demais, mas eu tentei fingir que não. Ele olhou em volta, reparou que os outros perderam o interesse e voltou para mim com uma pergunta que me arrancou um sorriso inesperado:
- E aí, fui bem no improviso? Tentei parecer interessado em você - A insegurança na voz dele, o jeito como coçou a nuca... era impossível não derreter um pouco. Ele sempre se esforçava pelo plano, por nós, como se realmente acreditasse que tudo daria certo. Sorri largo.
- Você foi perfeito - confessei. Os ombros dele relaxaram, e um sorriso bobo se abriu em seu rosto. Meu coração bateu mais forte, como se me traísse.
- Que bom. Então... - ele pareceu se lembrar de algo. - Enfim, a Yuna me pediu desculpas hoje. Disse que não queria me pressionar. Eu falei que gostava dela, mas que precisava de um tempo. Ela ficou triste, mas disse que entendia - Ele falou com um tédio quase ensaiado, e, por dentro, eu vibrei.
- Ótimo! Nesse "tempo" que vocês vão dar, a gente se aproxima cada vez mais... até o pedido de namoro. - Pisquei para ele, tentando soar confiante, mas a verdade é que só de pensar nisso um frio percorreu minha barriga. Taehyung riu baixinho e assentiu, cúmplice.
- Melhor voltarmos para a sala.
E, quando ele disse aquilo, percebi que já não era só o plano que me mantinha firme ali.
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A forma natural com que eu me aproximava de Jennie estava me deixando confuso. No fundo, quando eu disse aquilo sobre querer conhece-la, era verdade, eu vi um lado totalmente diferente da Jen que os outros não viam. As constantes piadas sarcásticas seguidas de um sorriso de canto. O cuidado que ela tem, mesmo que não tão aparente, com as pessoas que ela ama. A busca constante de entender o mundo e seus detalhes. A forma como ela se esforça ao máximo para conquistar suas ambições. Essa é a Jennie que estou conhecendo e admirando. Simplesmente Jennie.
Não, eu não estou gostando dela romanticamente, isso é completamente diferente. Reconheço seus defeitos e qualidades como uma boa amiga....Pelo menos é isso que quero manter dentro de mim.
Voltamos para a sala antes que fosse tarde e alguns nos encararam ao nos ver entrando juntos na sala, mas