•| long fic |• {em andamento}
Na Califórnia, Jennie é a herdeira do grupo RuKy, um conglomerado bilionário, mas anseia por reconhecimento individual por seus talentos. Após o término de seu namoro devido a uma traição, sua reputação escolar desmoro...
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Taehyung me perguntou se devia se inscrever para ser capitão do time de rugby - e, claro, eu concordei. Se ele virar capitão, a popularidade dele vai disparar, e Yoongi não vai ser páreo para nós dois. Houve uma pequena mudança nos planos: o pedido vai acontecer na semana que vem, da melhor forma possível.
Os jogos classificatórios começam na segunda-feira, o dia em que o time da nossa escola enfrenta outra equipe da cidade. Se vencermos - boom! - momento perfeito para o pedido. Na sexta, o novo capitão será anunciado no jornal da escola. Ou seja: Taehyung será o ícone do momento, e eu estarei bem ao lado dele, como a garota mais popular da escola mais uma vez. Tenho tudo perfeitamente traçado na cabeça, e já estou repassando cada detalhe ao meu querido futuro "namorado". Ele está no mesmo canto da cama de sempre, o corpo relaxado, um sorriso fácil no rosto - mais leve do que da última vez que veio aqui.
- E se o time não vencer? - ele perguntou, com um meio sorriso que escondia certa preocupação.
- O time tem que vencer, Taehyung. E você sabe muito bem que isso depende de você - inclinei a cabeça, sorrindo de canto, enquanto ele soltava uma risada curta.
- Nem tanto, Jen. Não conheço o outro time, então vamos jogar sem estratégia de contra-ataque, pelo menos no início - ele apoiou a cabeça na cabeceira e suspirou.
- Sim, tem isso - murmurei, sem entender muito do assunto. Levantei da poltrona e caminhei até a cama. - Mas eu confio no meu namorado e no time dele. Tenho certeza de que vão ganhar de lavada. - Sentei-me à sua frente, e o moreno se inclinou, me observando com os olhos brilhando.
- Obrigado, namorada, por confiar em mim - ele disse, e um arrepio percorreu meu corpo.
Num impulso - não tão impulsivo quanto eu gostaria -, o abracei forte. Taehyung retribuiu o gesto imediatamente, envolvendo-me com firmeza. Talvez eu estivesse me acostumando com isso: com nossos olhares, os toques, as conversas que fluíam naturalmente. Isso era bom, não era? Para o plano, claro. Precisamos de naturalidade para convencer todos. Eu só não podia deixar que se tornasse real demais a ponto de perder o controle. Mas não vai acontecer. Eu sei ser racional.
Afastei-me devagar, ainda sentindo o calor do abraço. Ele me olhou em silêncio, percorrendo cada traço do meu rosto com aquele pequeno sorriso até que seus olhos pararam na minha boca - e não desviaram mais.
- Tem uma coisa que a gente ainda não aperfeiçoou para o pedido, Jen - ele murmurou, segurando meu rosto entre as mãos. Meu coração disparou.
Eu sabia exatamente o que ele queria dizer. E sim, ainda não tínhamos treinado isso. Talvez esse fosse o momento.
Assenti, e comecei a me aproximar. O cheiro leve de sabonete dele invadiu minhas narinas, e meus olhos se fecharam aos poucos. Tão perto que já sentia sua respiração tocando meu rosto.
Então - duas batidas na porta. O encanto se quebrou.
Nos afastamos num pulo. Corri para abrir e dei de cara com Yeji, sorrindo com aquele jeito doce de sempre.
- Ah, Yeji! Precisa de algo? - perguntei, passando a mão no cabelo, tentando disfarçar o nervosismo.
- Não, senhorita. Só vim saber se querem comer algo.
- Estou sem fome. E você, Tae? - olhei para ele, agora sentado na ponta da cama, o rosto avermelhado.
- Não! Na verdade, eu já estava de saída, né, Jennie? - ele pegou o celular e veio até a porta.
- Isso, estava mesmo - abri espaço para ele passar. Taehyung se despediu de Yeji e foi embora.
Fiquei observando até ele desaparecer no corredor. Yeji, no entanto, continuou parada na porta.
- Jennie... tem algo que quer me contar? - perguntou, com um olhar desconfiado.
- Como assim? - perguntei, cruzando os braços.
- Yoongi nunca mais apareceu por aqui, e você também não fala mais dele. Já esse garoto... está aqui quase todos os dias. - Ela arqueou uma sobrancelha.
- Ele é só um amigo. E eu e o Yoongi... não estamos em um momento muito bom do relacionamento, só isso - respondi, tentando soar calma.
- Se você diz... mas se tiver algo pra contar, é melhor dizer logo aos seus pais, viu? - ela sorriu e passou a mão no meu cabelo com carinho.
- Pode deixar, Yeji - fiz um joinha com o dedo, e ela riu antes de se retirar. Fechei a porta e voltei para a cama. Até quando eu conseguiria sustentar essa mentira?
Alguma hora, eu teria que dizer aos meus pais que não iria me casar com Yoongi. Só ainda não sei como.
Para afastar alguns pensamentos e tentar relaxar, chamei Rosé para dormir aqui em casa e, em poucos minutos, ela chegou batendo na porta freneticamente. Assim que abri, ela me abraçou forte, segurando a bolsa com um dos braços.
- Estava doida por uma festa do pijama! - disse a loira, correndo até a cama. - Percebi, né - respondi, rindo enquanto ia atrás dela.
- Tenho tanto para te contar! E tô doida pra saber como está o andamento do plano. - Ela pegou um travesseiro e o bateu nas mãos, animada.
Rosé tinha passado dois dias em uma viagem à França para resolver algumas questões burocráticas da empresa do pai, que ela vai herdar. Apesar de conversarmos por mensagens, ela sempre prefere deixar os melhores detalhes para contar pessoalmente. Passamos a noite conversando e comendo petiscos e guloseimas. Contei tudo sobre como o plano estava indo, e ela me falou sobre a viagem - mas, principalmente, sobre o namorado. Park Jimin era a idealização de príncipe, exatamente como ela sempre sonhou.
Toda semana, ela recebe tulipas, suas flores favoritas, de cores diferentes para enfeitar o quarto. Eles saem pelo menos uma vez por semana para qualquer lugar que ela quiser. E mais um monte de baboseiras. Até acho fofo, mas não é o meu tipo de homem. Não que eu possa falar muito sobre isso, já que meu último relacionamento não define exatamente meu tipo ideal.
Ficamos acordadas até o sono bater, assistindo Gilmore Girls, e, pela primeira vez em muito tempo, consegui me sentir bem de novo, sem pensar tanto no que eu deveria fazer ou em como agir. Pode acontecer qualquer coisa, mas eu não vivo sem a Rosé.