chapter 26

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O jogo tinha começado em meio a uma baderna dos estudantes das duas escolas

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O jogo tinha começado em meio a uma baderna dos estudantes das duas escolas. Permaneci sentada, observando cada movimento de Taehyung. Ele estava concentrado, fazendo movimentos rápidos que às vezes confundiam os adversários. Isso.

Ele ficava com a bola mais tempo que os outros jogadores do time. Não por egoísmo, mas porque eles confiavam nele. Seguiam seus movimentos sem hesitar, como se soubessem exatamente o que fazer quando Taehyung estava à frente.

O outro time não ficava para trás. Cada vez que avançávamos no placar, eles empatavam logo em seguida. O jogo estava tenso e acirrado, e só percebi os vermelhos na minha coxa quando notei o quanto apertava as mãos contra o próprio corpo.

O primeiro tempo se encerrou com suspiros e uma tensão suspensa no ar. Estávamos poucos pontos à frente; não seria difícil para os adversários empatarem — ou até virarem o jogo. Vi Taehyung sentar no banco, jogar água na cabeça e beber um pouco. Ele estava suado, sujo e exausto. Seu peito subia e descia num ritmo rápido demais.

O treinador os chamou para uma roda e começou a passar as instruções. Me virei para Rosé, ainda segurando a barra da saia.

— Nunca pensei que me importaria tanto com um jogo em que homens ficam se trombando por causa de uma bola — disse, sorrindo, tentando relaxar.

— Ele vai conseguir, Jennie. Eu não entendo muito de rugby, mas dá pra ver que ele é um ótimo jogador — respondeu com um sorriso singelo.

A loira segurou minha mão ainda tensa, e eu soltei os dedos da barra da saia.

— Obrigada por estar aqui comigo, Rosie — devolvi o sorriso, que se desmanchou quase no mesmo segundo quando vi Yuna vindo em minha direção, com um aborrecimento claro no rosto.

— Tá querendo chamar atenção, né? — a morena disse, com os olhos passeando pela minha roupa.

Olhei para ela, que estava bufando e com os braços cruzados, e revirei os olhos sem responder.

— Tira essa merda. Agora. — ela bateu com a palma no espaço vazio ao meu lado e me encarou com uma fúria desnecessária.

— E quem é você pra achar que pode mandar em mim? — segurei minha jaqueta com uma mão e me aproximei dela. Era disso que ela estava falando.

— Você não tem o direito de manchar o nome do Taehyung colocando ele nas suas costas, sua vadia — ela disse, ainda mais histérica.

Respirei fundo e mantive a calma. Eu não precisava me rebaixar ao nível dela. Não hoje. O grande dia. Permaneci na minha postura e tentei soar o mais gentil possível.

— Você fala como se ele se incomodasse — voltei a encostar na cadeira.

— Ele só é gentil com você porque o Tae é uma ótima pessoa. Não fale como se vocês fossem realmente alguma coisa além disso — ela pareceu se acalmar com essa afirmação, que fez mais para si mesma.

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