Capítulo 88 - Raptada

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A sala da Emma era uma verdadeira zona de detetives. Ivyy sentada num dos braços do sofá, Melo encostado ao sofá, Ricardo numa poltrona, May a escrever algo num quadro branco e Emma a olhar para os três primeiros a descansarem.

Emma — Obrigada por terem conseguido vir. Não acho que seria ideal ficarem sozinhos em casa. Já sabem que ninguém sai daqui.

Ricardo — Eu vinha apenas para ter onde dormir, acabei virando um possível alvo de um traficante.

Ivyy — E vamos fazer o quê?

Emma — Vamos tentar achar uma maneira de prender o Pableo. A Alyssa já nos disse que a S.T.R.I.K.E. vai ajudar. Uns agentes estão a caminho daqui mas ainda demoram umas horas.

May — Então — Disse, apontando para o quadro. — Temos o problema que é o Pableo. Ele está na cidade, portanto, o que ele quer fazer, que deve ser matar-me ou até matar um de vocês, ele quer fazer pelas próprias mãos, então não estaria aqui. Conhecendo os esquemas dos Monsaral, Pableo tem de dar a ordem de execução, neste caso vai ser ele a matar. Mesmo com pessoas dos Monsaral na cidade que podem estar disfarçados, eles não vão matar nenhum de nós sem a ordem do Pableo. Basta impedir o Pableo, neste caso, prendê-lo sem os outros saberem e arranjar uma maneira de saber quem são e prender todos os envolvidos.

Ivyy — O acampamento onde tu e a Emma estiveram pode ajudar! Ele não esteve lá? Não esteve no acampamento mas esteve nos arredores, alguém pode ter visto algo!

Emma — Deixamos isso com a S.T.R.I.K.E?

May — Eles estão ocupados em reaver todos os detalhes dos Monsaral, em verificar todas as câmaras e associados da cidade para ver se conseguem saber por onde Pableo andou... E só temos uns cinco agentes a vir para Fiewidtin. Não dá para pedir que alguém vá ver o acampamento. Vamos usar a polícia.

Emma — Ligo pro meu capitão, informo a situação do acampamento. Ele manda alguém ir até lá. Todos os campistas que estiveram lá naquela altura e todos os trabalhadores que estiveram lá naquela altura devem ser interrogados.

Ivyy — E nós? Fazemos o quê? Esperar?

May — Temo que seja a única coisa a fazer. Se saímos daqui... A certeza de ser baleado, esfaqueado, raptado, dividido, degolado e tantas outras maneiras de morrer é 100%.

Ricardo — Filha, será mesmo que estou inserido na lista de possíveis vítimas de morte?

Emma — Não ouviste a minha tia? Sim, estás.

–Acampamento; 16:23–

Capitão Anthony — Então é este o acampamento? — Disse, aproximando-se do centro do acampamento.

Marianne — Sim. — Deu uma volta completa, enquanto contemplava o local.

Diretor do acampamento — Posso ajudar-vos? — Disse, aproximando-se. Ele estava a assinar uns papéis mas não parava de se sentir incomodado com a presença da polícia ali, precisou de ir perguntar-lhes o que ali faziam.

Capitão Anthony — Você alguma vez viu este homem? — Mostrou uma foto do Pableo.

Diretor do acampamento — Vagamente. No início deste mês aconteceu umas coisas tão estranhas... O acampamento ficou isolado, e uma tal de Emma, que estava cá, encontrou esse rapaz, ele disse chamar-se Tyson. Eu até pensei que ele era o causador dos problemas mas foi tudo um mal entendido. Ele voltou para a floresta e mais nunca o vi.

Marianne — Pois, vamos precisar que nos dê todos os contactos dos campistas e dos trabalhadores que estavam presentes nessa altura.

Diretor do acampamento — Isso vai ser difícil.

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