Capítulo 112 - Templo da Pedra

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"Oh joia! Oh pedra! Dê-nos este poder! Pedra dos Deuses! Joia dos Deuses! Poderosa o és! Deixai-nos experimentar esse poder! Oh Pedra da vida e da morte, nos ajudai!"

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As carrinhas onde Catarine, Valdir, Tasmo, Nathan e os Sete Versos vinham, foram estacionadas perto de uma estrutura antiga e decadente, no topo de uma montanha nevada.

Saíram das carrinhas e foram andando para perto da estrutura. Tasmo aproximou-se de Catarine.

Tasmo — Então, que estrutura é esta?

Catarine — Quando o omniverso surgiu, não foram só os deuses que foram criados como formas supremas de poder... As joias poderosas também surgiram. Elas eram meio que iguais aos deuses, carregando o seu significado. Foram espalhadas pelo universo aleatoriamente e podem ser usadas para o bem e para o mal.

Tasmo — E onde queres chegar?

Catarine — Uma das joias veio parar a Aetheris... Joia da vida e da morte, vinda de Hades, que é o deus do submundo e da morte.

Tasmo — Pensava que Thanatos era o deus da morte e Hades do submundo.

Catarine — E é, mas Thanatos é um deus imprudente pelo que sabemos... Mas bem, a última informação que temos dos deuses de forma oficial já faz algum tempo... Talvez ele tenha ganhado juízo e Hades já não carregue dois significados consigo...

Tasmo — Ok, mas o que a joia faz?

Catarine — Tem lá calma... Em tempos antigos cultuavam a joia como um ser poderoso. Usavam-na sem querer e temiam-na. Este templo foi abandonado e esquecido, com a joia aqui dentro. Foi fazendo umas pesquisas, aventuras e investigações que encontrei este templo. Foi fácil retirar a joia de lá.

Tasmo — Usaste-a para transformar a Ivyy na Rainha do Fim, não foi?

Catarine — A joia é instável de acordo com as emoções. Felicidade, vida, tristeza, morte... Precisava dela triste, zangada, qualquer sentimento negativo. Quando percebi que havia esse sentimento, consegui fazer com que ela fosse para a floresta, e a joia apresentou-se. Estava zangada e a joia se assumiu como joia da morte e possuiu-a. Ivyy era fraca, demasiado humana, logo ela não matava ninguém, só punha as pessoas num transe entre a vida e a morte. Ao ser derrotada, todos acordaram do transe.

Tasmo — Ok, e depois?

Catarine — A joia foi dividida em dois: Joia da vida e Joia da morte. Como não tinham a sua contraparte, as regras mudaram também. A da vida permitia tornar um desejo realidade, coisa que todos nós queremos na vida, desejos não é? Mas temos de dar algo justo em troca... Depois disso, ela desapareceu, e foi assim que a Ivyy acordou do coma. A joia da morte está inativa, logo, não sei as regras dela.

Tasmo — E vens ativá-la?

Catarine — Exato.

Tasmo — Então deve haver joias e pedras de muitos tipos... Não entendo o motivo de usarem ambas as expressões

Catarine — Se houvesse um tipo de joia ou pedra dos desejos em algum canto do multiverso facilitava-me o trabalho. Imagina poder desejar o que quiser sem consequências e obter tudo que quero, fácil... Pela probabilidade multiversal deve haver, mas não tenho tempo para a procurar. Entendeu, senhor Miller? Ou avô, diria eu?

Tasmo — Como?...

Catarine — Não tente disfarçar, é uma pesquisa básica. É famoso, apesar do seu índice de fama ter descido a partir dos anos 90. O meu pai não é famoso, mas no setor onde trabalha ele o era. Pesquisas rápidas servem, sabe? Sempre soube que era meu avô mas nunca o procurei pois achava desnecessário. Mas agora... A Enabelle, ou Belle, é minha meia-irmã, não é? O senhor não tem mais filhos.

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