Sinopse geral:
Após um acidente, quatro jovens vão parar a Aetheris, um outro mundo num outro universo. Apenas com o objetivo inicial de regressar à Terra, vão se ver entre aliados, inimigos, amigos, aventuras e perigos. Não importa o quanto tentem...
–Um mês depois; 25 de Janeiro de 2031; 20:31; Departamento da policia; Gabinete do capitão–
Emma adentra no gabinete do capitão sem permissão, com uma pasta na mão, atira-a para cima da mesa e encosta-se à parede. Capitão Anthony estava a analisar alguns dados no computador. Olha para a pasta que dizia "Caso nº678-992".
Capitão Anthony — O que é isto?
Emma — O caso do homicídio da senhora. Eu sei que foi a Catarine mas, não podemos mais adiar a resolução do caso e dizer à família que isto demora e não encontramos provas que alguém seja o verdadeiro culpado... Temos de dizer a verdade...
Capitão Anthony — Vais dizer-lhes sobre Aetheris?
Emma — Não. A verdade é que a senhora foi morta por uma pessoa sem coração que fugiu e não sabemos nem quem é. A última parte é mentira mas temos de ser sinceros... Vamos dizer-lhes isso. Vamos dizer que analisamos tudo, e... Nos outros casos, provas levam-nos a provas, que vão levar-nos a outras provas, e assim as investigações duram meses, e se não encontrarem nada, arquivam. Mas neste caso não havia provas iniciais que nos levassem às provas seguintes, e isso fez com que a investigação fosse curta.
Capitão Anthony — Então... Vamos mentir-lhes?
Emma — Não é o que quero, mas não podemos dizer a verdade, não podemos falar-lhes da existência de outros universos. O ser humano só não invade outros universos por dois motivos... Um, não sabe da existência deles, dois, não consegue viajar entre eles. A única vez que soube da existência deles e que conseguiu viajar entre os mesmos... Prepararam uma invasão e uma guerra mundial começou... Se eu não reescrevesse a merda da História, neste momento estaríamos todos mortos. Não podemos arriscar...
Capitão Anthony — Tens razão... E Aetheris?
Emma — Desde aquilo da Ivyy... A Catarine não dá sinal. Nós voltámos para o nosso mundo, para a Terra. Quando a Catarine der sinal, vamos para lá.
Capitão Anthony — Como?
Emma — Fizemos uma espécie de dispositivo que funciona além do multiverso. Basta eles apertarem um botão e somos alertados. A Ivyy está a aproveitar alguns dias cá em Fiewidtin pois vai voltar para Chicago quando acabar as suas férias. O Melo está de férias também.
Capitão Anthony — Ok. Podes ir.
Emma saiu do gabinete do capitão e Anthony voltou a analisar alguns dados. Emma foi para casa descansar. Quando já era de manhã do dia 26, por volta das sete da manhã, alguém tocou a campainha do apartamento da Emma. Ela foi abrir e deparou-se com alguém inesperado.
Emma — Tia? May?
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May — Sou eu.
Depois de meia hora, Ivyy e Melo já estavam no apartamento de Emma.
Ivyy — Então ela tem três anos de diferença da tua mãe, tem quarenta e seis anos, viveu a vida toda em Londres com o tio delas, resumindo, o teu tio-avô. Ele morreu, e depois quando a tua mãe morreu ela tentou vir ao funeral mas um problema com os aviões impediram-na de vir ao funeral.
Emma — Exato, e só voltou para cá agora.
Melo — Que ela não tenha o mesmo destino que a tia May do UCM... Tens um namorado chamado Ben?
May — Como? E não, não tenho namorado, sou solteira.
Melo — Nada...
Ivyy — Qual era o teu trabalho?
May — Não vos interessa, de momento.
Emma — O que fazes cá?
May — Vim viver cá. Demiti-me e agora estou à procura de trabalho... Não tenho onde viver e queria saber se posso ficar cá, minha sobrinha favorita? — May faz cara de gatinho abandonado.
Emma — Não tens outra sobrinha. Podes mas... — O dispositivo multiversal começa a tocar. May olha para eles intrigada. — Nós já voltamos...
Emma, Melo e Ivyy vão à cozinha.
May — Eu nem vou pergun — O toque do telemóvel a interrompe. Ela pega no mesmo e atende.
–Chamada–
??? — Não te podes esconder para sempre.
May — Eu sei.
??? — Podíamos oferecer-te proteção... A agência tem material suficiente!
May — Seria óbvio demais!
??? — Estás a meter a tua sobrinha em perigo!
May — Eu sei... Eu sei... Mas quando tiver dinheiro suficiente vou comprar uma casa para mim!
??? — Os Monsaral são perigosos!
May — Esse grupo não me assusta. Já frustrei um plano deles de tráfico de drogas. Eles iam vender e comercializar droga e eu dei cabo do plano deles!
??? — Tu que sabes...
–Fim de chamada–
Emma, Melo e Ivyy voltam da cozinha. May finge que esteve sempre a espera.
Emma — Então... — Emma revela a cruz. — Existe muito para explicar, literalmente. Eu escrevi um resumo de oitocentas a mil páginas. Podes ir lendo!
May — Como?
Emma — O livro é esse em cima da mesa! Podes ler! Quando tiveres acabado, nós já estaremos de volta.
May — Mas? O quê? An?
Emma levantou a cruz e abriu o portal. May ficou sem reação, a pensar que estava a sonhar. Emma, Melo e Ivyy adentraram no portal. Quando o portal fechou, May olhou para o livro e começou a folhear o mesmo.
May — Então... Vamos lá... Capítulo 1...
"Capítulo 1 - Multiverso real
Se estás a ler este livro, é porque precisas de saber a verdade, não deves revelar a ninguém!!!
Será possível a existência de outros universos? A existência de linhas paralelas? De mundos onde as leis da física são totalmente diferentes? Coisas inimagináveis para nós, meros seres humanos. Acontece que sim, é possível e real a existência de universos além do nosso. A isso se chama multiverso. Antes de avançarmos para falar sobre como..."