Sinopse geral:
Após um acidente, quatro jovens vão parar a Aetheris, um outro mundo num outro universo. Apenas com o objetivo inicial de regressar à Terra, vão se ver entre aliados, inimigos, amigos, aventuras e perigos. Não importa o quanto tentem...
–Aetheris; 07/05/2031, 07:30; Departamento da Polícia da cidade de Aetheris; Cela 304–
Erin estava com as suas roupas normais deitado na cama da cela. O efeito da droga da raiva que Catarine tinha-lhe posto na água já tinha passado fazia dias, é claro, mas isso não o tornava inocente, ninguém sabia que ele estava sob o efeito de drogas.
Levantou-se da cama segurou nas grades. Não dormiu a noite inteira e não conseguia adormecer. Quando menos esperava, ouviu uma explosão, não sabia de onde vinha, mas ouviu gritos e havia agentes da polícia a correr de um lado para o outro.
À frente do prédio da polícia, havia um monstro, gigante e horroroso. Tinha braços fortes e batia no departamento dos agentes policiais. Já havia buracos pelo prédio todo e a estrada à frente do prédio estava toda destruída, com destroços do prédio a caírem para lá.
Houve tiros contra o monstro, mas nada lhe parava. Ao mesmo tempo, surgiram os Sete Versos todos tapados, como sempre. Eles saltaram para cima do monstro e correram para dentro do prédio.
Um agente correu para cima deles. Dourado agarrou no pescoço dum com uma mão, com a outra acendeu fogo e aproximou-o da cara do agente, de seguida, atirou o agente para a rua, matando-o pela diferença de altura entre o andar que estavam e o chão.
Os outros nove agentes presentes no local levantaram as armas para disparar, mas o monstro atacou novamente o prédio, fazendo com que parte do andar de cima desabasse por cima dos nove agentes, matando-os a todos.
Os Sete Versos seguiram para a área das celas enquanto o monstro continuava a atacar todos os agentes. Cada um ergueu uma pistola enquanto passavam pelas celas porque apesar de terem poderes, um tiro é mais rápido e fatal do que uma luta mágica.
Quando chegaram à cela 304, arrebentaram as grades. Erin estava com medo, não sabia o que eles queriam. Ouviram-se agentes da polícia pelos corredores das celas. Os outros membros dos Sete Versos começaram a disparar a qualquer agente da polícia que viam.
O Dourado entrou na cela e agarrou no braço de Erin. O Ramo, que trazia algemas, algemou Erin. Os Sete correram dali levando Erin com eles. Enquanto isso, não muito longe dali, a polícia já tinha feito barricadas para impedir que alguém passasse de carro para onde estava o monstro. Mesmo assim, vinha uma carrinha preta a toda a velocidade. Catarine era a condutora.
Catarine pegou na M16 que tinha ao seu lado. Abriu a janela do carro e pôs a mão que segurava a arma fora do carro. Começou a disparar nos agentes da polícia que estavam nas barricadas. Eram cinco agentes, e os cinco morreram. Ela ultrapassou as barreiras e aumentou a velocidade.
Ao chegar perto do prédio da polícia e do monstro, parou. Viu os Sete Versos e o Erin a virem a correr em sua direção. Eles abriram a parte de trás da carrinha e entraram todos. Não havia separação entre a parte da frente do condutor e a parte de trás. Catarine fechou os olhos e estalou os dedos.
O monstro começou a tornar-se cinzas e a desaparecer. Não muito longe dali, estava Valdir, de joelhos, com um buraco no peito e sem o coração. As cinzas entraram nele e formaram-lhe o coração, o peito e o resto da roupa que lhe faltava. Ele acordou do transe.
Ao lado dele estava um helicóptero cujo ele entrou e começou a pilotar.
A carrinha que Catarine conduzia já tinha saído da cidade, mas era perseguida por vários carros da polícia. Ela entrou por um mato e conseguiu despistar a polícia, mas não por muito tempo.
Parou no meio de uma zona sem árvores. Um helicóptero estava a descer, era o helicóptero do Valdir. Saíram todos da carrinha e entraram no helicóptero, que levantou voo e foi para longe dali.
Ao almoço, as notícias não falavam noutra coisa: "Monstro e ataque sincronizado à polícia!", "Cerca de 23 mortos e 32 feridos confirmados", "Rapto ou fuga de Erin Berleton?", "Catarine envolvida no ataque de hoje de manhã!"...
Emma não tinha tempo para se preocupar com notícias. Mandou Annie dar um discurso por ela, algo como "Estamos em contacto com a polícia para qualquer eventualidade e sobre o curso da investigação e localização de Erin Berleton. Lamentamos as mortes e os feridos.". Emma foi para a terra pois ia se encontrar com os seus dois meio-irmãos: William e Mateus.
William foi o primeiro a entrar e a sentar-se no sofá.
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Mateus o segundo.
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Emma — Obrigada por terem vindo. Como está o pai?
Mateus — Em Boston, como sempre. Consegui arranjar-lhe um emprego numa loja de eletrodomésticos.
Emma — Deixa-me lembrar as idades... Mateus nasceu em 2008, logo tem vinte e três porque faz anos no início do ano. William nasceu em 2003 e como também faz anos no início do ano, tem vinte e oito. E empregos?
Mateus — Bem, entrei na faculdade com dezoito, e tirar psicologia não é fácil! Cinco anos na faculdade não é...
William — E eu sou programador, como te deves lembrar da última vez que te mandei mensagem...
Emma — Ok... Vocês estariam dispostos a abandonar os vossos empregos e faculdades por tempo indeterminado com uma mentira que não vos fará receber faltas ou ser demitido para ajudar a salvar o mundo?
Mateus — Como?
William — Estou perdido...
Emma ergueu a mão e fez surgir água em cima deles, a levitar. Fez a água dar piruetas e desfez-a. Os dois rapazes ficaram pasmados a olhar para ela. Emma demorou cerca de duas horas a explicar-lhes tudo. Depois de os acalmar e explicar-lhes tudo o que estava a acontecer, eles aceitaram, sem hesitar. Neste caso, com muita hesitação, mas sejamos positivos.
Enquanto isso, Catarine e os outros já tinham chegado à base da mesma. Puseram Erin preso a uma cadeira. Catarine aproximou-se dele.