Capítulo 87 - Olá, pai

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–Apartamento da Emma; Terra; 28/02/2031; Quinta; 10:23 a.m.–

Emma sentou-se no sofá, na sala de estar. May acabara de sair da cozinha.

May — O meu telemóvel tocou?

Emma — Não. Qual é o teu vício com isso?

May — A Alyssa disse que ia ligar me se tivesse novidades, e ontem disse que estavam a investigar uma coisa mas precisavam de provas, se as encontrassem, contactavam-me. Não me disse nada sobre o que era.

Emma — Espero que sejam boas notícias.

May — Como está a situação do Jerson?

Emma — Ele mandou uma mensagem a dizer que estava com o detetive fora da cidade e para não se preocuparem. Para mim, a mensagem não foi dele, mas não podemos fazer nada. Depois ainda temos o Milton! A Kelly diz que ele tem coisas dela na casa dele, mas ele desapareceu! Mas como houve um caso de desaparecimento onde a pessoa só largou tudo e foi para outra cidade sem avisar ninguém. Logo, antes de gastarmos recursos, vamos verificar se ele está realmente desaparecido, só precisamos aguardar a resposta das outras cidades.

May — As coisas em Aetheris são difíceis pelos vistos...

Emma — 777 milhões de habitantes é difícil.

May — 777 milhões de habitantes em Aetheris país e em Aetheris mundo.

Emma — Acontece. — Ela pegou numa caneca com café que estava em cima da mesa.

De repente... Alguém toca à campainha. Emma levanta-se lentamente e segue até à porta.

Abre-a lentamente e fica surpresa pelo que vê à frente.

Emma — Pai?!

Ricardo — Filha!

May — Ricardo?! — Disse, levantando-se rapidamente do sofá

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May — Ricardo?! — Disse, levantando-se rapidamente do sofá.

Ricardo — May?

Em poucos segundos, o pai da Emma já estava lá dentro e enquanto não percebia, Emma segurou na câmara que capta magia e apontou para o pai. Se fosse um metamorfo transformado, ela detectaria magia.

Emma — É realmente o meu pai! — Disse, sussurrando para May.

May — Ficaste traumatizada com o Max, não foi? Achas que a Catarine vai ser como o Klano e contratar um metamorfo para te enganar? — Sussurrou para Emma.

Emma — Pai, o que fazes aqui?

Ricardo — Vim ver a minha filha! Eu posso aceitar que fui um bocado mau pai e negligenciei-me contigo. Mas agora que a tua mãe morreu, precisei de te vir ver.

May — Primeiro, não é assim que se usa a palavra negligenciar, segundo, a Joana morreu há seis anos, vieste tarde.

Ricardo — Pelo menos eu ainda apareci ao funeral da minha ex-mulher, pouco tempo mas apareci, já tu? Nem sequer ousaste ir ao funeral da tua irmã.

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