Capítulo 97 - Não mexas com o passado (Parte 3)

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–Laboratório no parlamento–

Estava tudo em ruínas. Emma levantou-se lentamente. Os outros acordaram e levantaram-se. Emma já tinha perdido a sua postura de "má" e tinha voltado ao normal.

Emma — Ah... — Disse, limpando o sangue do braço.

Catarine — Porra! Tinham de me estragar os planos? Ah...

Emma — O que raios aconteceu?

Erin — Já não sinto aquele ódio gigante sem motivo pela Emma.

Luke — Também não.

Ivyy — O efeito deve ter nos passado com a explosão.

Emma — O que aconteceu? Quer dizer... Eu sei o que fiz... Mas que efeito e...

Ivyy — Explicamos tudo mais tarde, precisamos ajustar contas com essa.

Catarine — Querem saber? O que raios tenho a perder? Este foi um plano feito ao mínimo detalhe, e estragaram-o?! Eu usei uma vacina da vontade para fazer o Luke e a Ivyy irem ao penhasco e precisei que a Emma fosse, estava a torcer, por isso meti no Erin a vacina da solidariedade e amizade, ele forçaria a Emma a ir caso ela não fosse. Depois usei drones pequenos com vacinas implantadas para acertar em Luke e na Ivyy com a poção do amor e beijos, nem tenho que explicar. Emma viu isso. Emma foi para a Terra e eu invadi o depósito de água geral, impôs uma poção de ódio, que fariam odiar a Emma.

Ivyy — Eu nem bebi água do cano.

Catarine — Lavaste os dentes, a água entrou na boca, fez efeito. Mas como o Melo e a Annie não estavam em Aetheris e sim na Terra, foi tudo por água abaixo.

Emma — Nesse caso melhor renderes-te.

Catarine — Deves achar... Os tempos misturaram-se! A explosão juntou o passado, presente e futuro, tudo numa sopa da morte. Vocês que se safem.

Catarine saiu a correr. Ninguém sequer pensou em se mover. Formaram uma rodinha.

Melo — Não vamos atrás dela?

Emma — Temos preocupações maiores agora. Nós temos tempo para ela depois, mas agora? O nosso tempo tem de ser destinado ao passado e futuro, literalmente.

Catarine saiu do laboratório e de seguida do parlamento. Acidentes, estruturas a aparecerem e desabarem, explosões, pessoas a nascer e a morrer no meio do nada, era agora normalidade. Catarine deu uns passos pela rua quando uma mão tocou-lhe no ombro. Virou-se e ficou assustada.

Catarine — An? Não pode ser. — Ela ficou perplexa.

Klano — Olá, novamente.

Catarine — Estavas morto.

Klano — O caos temporal jogou em meu favor. Todas as minhas partículas reagruparam-se aqui e trouxeram a minha alma de volta à vida. Estás fora, eu assumo o comando a partir daqui.

Catarine — Fora?... Tu falhaste. Eu substituí-te por algum motivo.

Klano — Podia estar morto mas mesmo assim sei que não tens lugar na nossa mesa.

Catarine — É um acordo onde ambos os lados saem a ganhar.

Klano — Sair a ganhar é isto? Um colapso temporal?...

Catarine — A não ser que ele me ligue a dizer que estou fora, eu que mando, e tu... Faz o que te der na cana.

Klano — Eu vou assumir o controle.

Catarine — Não tens lugar na mesa. Já fostes substituído, portanto... Estamos iguais em termos de poder de soberania. E lembra-te que tu nunca fostes brilhante, era a Isabela que era a inteligente, sem ela, não tinhas feito metade das tuas conquistas.

O outro mundo!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora