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POV's AKAGAMI

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POV's AKAGAMI

O sorteio foi uma péssima ideia. Aliás, tudo relacionado ao Luffy e suas "decisões estratégicas" costuma ser. E, claro, eu fui uma das sorteadas para subir naquele navio esquisito que parecia ter saído direto de uma lenda urbana contada por bêbados em bares de beira-mar.

Estávamos eu, Usopp — em completo estado de negação, Nami — ameaçando qualquer fantasma com dívidas, Sanji — tentando manter pose de cavalheiro e Luffy — obviamente animado demais para quem estava subindo a bordo de um navio bizarro.

Subimos com cautela, mas Luffy já havia corrido lá pra frente gritando:

— OLHA O ESQUELETO! VOCÊ TOCA MÚSICA MESMO?! — O tal esqueleto virou com o violino nas mãos, os ossos tilintando de leve.

— Yohohoho! Claro que sim, jovem capitão. Permita-me tocar uma balada em dó triste!

— Isso é real? — perguntei, olhando em volta. O navio estava mesmo cheio de teias, madeira rangendo, mas havia uma melodia leve no ar... e sentimentos. Não era só uma aparência assombrada — Brook, como ele se chamava, estava... vivo. De alguma forma.

— O que você está sentindo? — Nami cochichou pra mim, olhando ao redor.

— Ele está sozinho. Mas... genuíno. Não é uma armadilha, é só alguém tentando manter o que restou de si.

Sanji se adiantou um passo. — Ele parece inofensivo. Assustador pra caramba, mas inofensivo.

— Eu posso fazer uma pergunta? — Brook se aproximou, curvando-se educadamente. — Posso ver a calcinha da senhorita?

— QUE?! — gritaram todos em coro. Eu só ergui uma sobrancelha.

— A personalidade dele não morreu. Interessante. — murmurei, cruzando os braços.

Depois de uma discussão conturbada sobre moralidade e consentimento, Brook explicou sobre sua sombra roubada e como isso o impedia de sair ao sol. Luffy, como sempre, já tinha tomado a decisão:

— Então vamos até esse Thriller Bark e pegar sua sombra de volta! — Heróico e imprudente, sempre assim.

— VOCÊ NEM SABE O QUE É AQUELE LUGAR! — gritou Usopp em pânico.

— Vai ser divertido! — respondeu Luffy com um sorriso no rosto.

Olhei para Brook uma última vez antes de voltarmos ao nosso navio. A canção dele ainda pairava no ar. E eu sabia que ele estava mais próximo de reencontrar o que perdeu — e, de alguma forma, aquele encontro inesperado também me tocou. Às vezes, almas quebradas se reconhecem.

Voltamos ao Sunny com uma decisão já tomada — claro, decisão de Luffy, que equivalia a um decreto real. Brook voltaria com a gente, e iríamos para o tal Thriller Bark buscar sua sombra.

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