P.O.V. Chris
O quê eu faço? Ela desmaiou. E não tenho ideia do que fazer, a não ser segurar ela melhor e tirar alguns fios de cabelo do rosto dela. Não acredito que estão fazendo uma brincadeira tão idiota que nem essa. Poderiam ter sido mais criativos.
Suspiro alto. Observo o rosto da Lly, ele está calmo, bem mais calmo do que quando ela me chamou. Sua respiração se normalizou, o que é bom. Eu espero que seja bom.
Chris: O quê eu faço? - pergunto para ela, como se magicamente ela fosse abrir os olhos só para me dizer o que preciso fazer.
Pego meu celular e encontro o contato da May, ligo no mesmo momento para ela. Dois toques depois ela atende.
May: Chris? Eu estou em aula, não consigo... - ela sussurra.
Chris: É a Lly. - a corto antes de terminar a frase.
May: O quê tem a Lly? - ela continua sussurrando - Vocês brigaram outra vez?
Chris: Não, não é nada disso. Ela...É só que... - tento dizer da melhor forma possível.
May: Fala logo, criatura. - sua impaciência é notável.
Chris: Ela desmaiou, e ainda não acordou. - falo de uma uma vez, tentei ser cuidado e não funcionou.
May: O quê?! - ela grita, afasto o celular do ouvido - Shh, nada! É uma emergência. Vem Babi. - ouço algumas cadeiras se movendo e passos apressados do outro lado da linha - Onde vocês estão?
Chris: Na sala do zelador, a que fica...
May: Eu sei onde fica. Babi, sobe a escada. - ela ordena para a Babi - O que vocês foram fazer aí? Justo nesse cubículo?
Babi: O que está acontecendo? Para de me empurrar. Eu sei andar. - consigo ouvir os protestos da Babi.
Chris: A gente precisou pegar uns panos. - apoio a Lly um pouco mais perto do meu corpo.
May: E...? - ela incentiva.
Chris: Algum idiota fechou a porta e não demorou muito para a Lly desmaiar. - termino de contar, ouço alguns passos agitados no corredor.
May: Chegamos. - sua voz ressoa do outro lado da porta, ela desliga a chamada - Chris!
Chris: Oi, estou te ouvindo. - guardo o celular no meu bolso e olho para a porta.
May: Como ela está? Se machucou quando caiu? - pergunta preocupada, mas com certa naturalidade.
Será que isso acontece muito? Ela parece saber como lidar com essa situação.
Chris: Ela não se machucou, consegui segurar ela.
Ouço elas se agitarem do outro lado da porta, a May faz um breve resumo do que aconteceu para a Babi e pede para ela procurar ajuda. O que não parece demorar, pois mais vozes aparecem.
Babi: Achei eles quando virei no corredor. - consigo ouvir um pouco abafado.
May: Erick? O que você está fazendo aqui? E você Zabdi? - eles começam a conversar.
Eles se agitam, a May grita com os dois e os repreende.
Chris: Pessoal! - grito e eles param - Abram essa porta!
Finalmente a chave é colocada na fechadura e girada. Me levanto e trago o corpo inerte da Lly comigo, pego ela no colo e ando até a porta quando ela é aberta. Vejo um Erick confuso, um Zabdi se sentindo intrigado, May e Babi que oscilam entre a preocupação e a raiva.
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Como Olvidar
Hayran KurguCom as férias da faculdade, Allye e suas amigas, viajam para visitar a única do grupo que mora em outro país, Maya. Em um tour pela cidade, esbarram em cinco garotos, que alguns anos atrás faziam sucesso. Já imaginou encontrar o amor da sua vid...
