Uma briga de amor

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*Narrador narrando*

O quarto estava calmo, com uma leve brisa entrando pela janela. Ela estava sentada no chão, cercada de pergaminhos abertos — a maioria falando sobre a Respiração do Vento. Sanemi tinha sido especialmente exigente naquele dia, e se ela quisesse acompanhar o ritmo nos treinos, precisava entender como ele pensava em combate.
Leu uma anotação sobre deslocamentos e cortes cruzados. Grifou uma parte com carvão. Releu. Suspirou.

— Como é que esse homem consegue respirar e matar alguém ao mesmo tempo...

Um toque leve na porta a tirou do foco.

— Pode entrar — disse sem levantar a cabeça.

Tanjiro apareceu, sorridente como sempre, mas com um olhar atento.

— Oi! Que está lendo?

— É. Depois de hoje, decidi que se não entender como o Sanemi se move, vou sair dos treinos com menos um braço. Estou a ler sobre sua respiração.

Tanjiro riu um pouco e se sentou com ela.

— Faz sentido. Ele é bem... direto, né?

Ela deu um sorriso fraco.

— Diretamente agressivo.

— E o treino com o Sanemi... como foi de verdade? - Pergunta Tanjiro levemente preocupado.

Ela fez uma careta leve, lembrando do que tinha acontecido horas antes.

— Intenso. — Ela empurrou um dos pergaminhos pra ele. — Ele não pega leve. Um segundo de distração e tu tá no chão. Literalmente.

Tanjiro riu, compreensivo.

— Acredito. Ele tem esse jeito meio... duro, né? Mas no fundo é confiável. O que tu achou dele?

S/N pensou por um instante, os olhos fixos no pergaminho aberto à sua frente.

— Ele é como um vento de tempestade. Não vem devagar. Só chega, te acerta, e tu tem que aguentar firme. — Ela sorriu de canto, meio cansada. — E se não cair, talvez ele até respeite.

Tanjiro assentiu.

— Isso parece mesmo com ele. Mas... acho que ele respeita mais quem tenta do que quem acerta.

Ela o olhou de lado, surpresa com a frase.

— Hm. Nunca pensei por esse lado...

Ele devolveu um sorriso gentil.

— Tu vai se sair bem com ele. Eu sei disso.

S/N desviou o olhar de novo, tentando esconder que aquela frase mexeu com ela mais do que gostaria.

— Obrigada, Tanjiro.

Ele pegou um dos pergaminhos e começou a ler junto com ela, comentando de vez em quando. A conversa foi ganhando um ritmo leve, natural. Até que a porta rangeu.

— O que vocês tão aprontando aí? Parecem dois bando de velhos lendo papel! Isso é coisa de criança fraca!

S/N não levantou os olhos.

— Tô tentando entender o estilo do Sanemi. É só pra melhorar, não é problema seu.

Inosuke se aproximou, batendo os punhos um contra o outro.

— Bah! Sanemi? Nunca ouvi falar desse cuzão. Se for pra aprender a lutar, aprende comigo! Eu não preciso de nada escrito, eu sou o porco mais rápido desse bosque!

Tanjiro riu baixinho.

— Inosuke, às vezes o conhecimento ajuda, sabia?

— Conhecimento é pra quem tem medo de lutar! Eu corro sem medo, mordo e rasgo! Livro não salva vida.

IMAGINE !Inosuke Hashibira!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora