A verdade

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Capítulo 26

2 dias depois

— Bem vinda de volta, querida! — minha mãe diz, abrindo a porta pra eu entrar e me abraça apertado

Meu pai entra atrás de mim com minhas malas.

— Vou colocar suas coisas no seu quarto.

— Obrigada, papai! — sorrio forçado

Minha mãe me puxa pra sentar com ela no sofá e segura minhas mãos com olhos preocupados.

— Filha, o que foi? Eu te conheço e esses sorrisos forçados sem sinceridade não me enganam. — ela toca a baixo dos meus olhos, seu polegar acariciando minha bochecha. — Seu olhar está tão abatido, minha filha. O que está acontecendo?

Eu não consigo conter minhas lágrimas, desejando desabafar em meio ao choro. Eu me jogo nos braços dela e me derreto no seu ombro.

— O que aconteceu, minha filha? Mamãe não aguenta te ver assim. Está chateada por eu e seu pai não deixarmos voltar pra gangue? Eu sei que você quer voltar a morar com seu namorado e seus amigos, mas acho que o melhor pra você no momento é ficar aqui, filha.

— N-Não é nada disso, mamãe. Eu sei que vocês têm razão e eu não quero sobrecarregar Angry e os meninos, ainda mais agora que ele saiu da gangue e está procurando emprego.

— Então por quê está assim, querida? — minha mãe levanta minha cabeça do seu ombro e limpa minhas lágrimas, me encarando.

Eu baixo a cabeça. Não quero falar sobre isso com ela sabendo que ela está ciente desse filho que eu tive, mas está compactuando com a omissão desse fato.

— Mamãe, eu sei que estão escondendo algo de mim. — os olhos dela se arregalam e eu sorrio de lado, sem humor — Não é justo fazerem isso, tenho direito de saber.

— Filha, estamos fazendo isso pro seu bem. O que aconteceu... É muito pra você lidar agora.

— Seja lá o que for, eu quero saber. É a minha vida, eu tenho direito. Quem sabe eu consiga recuperar minhas memórias perdidas se me contarem o que sabem.

— Esse é o meu medo... — sussurra, mas eu ouço e fico ainda mais inquieta e chateada.

Vou ter que descobrir o que aconteceu por mim mesma.

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Dias depois

Desde que me disseram que meu celular quebrou e não me deixaram comprar outro, nem mesmo me deixam sair de casa com a desculpa de que ainda não estou bem o suficiente pra ir lá fora, tenho ficado desconfiada de que, o que quer que tenha acontecido, está em algum lugar na internet, por isso tenho tentado usar o celular dos meus pais ou qualquer outro meio de acessar internet, mas eles não permitem que eu ligue nem mesmo a televisão.

Me pergunto o que de tão grave aconteceu para, supostamente, ter passado até mesmo nos jornais.

Me jogo na cama, suspirando cansada dessa situação irritante.

Alguém bate na porta e eu mando entrar.

— Oi, linda! — Angry cumprimenta, entrando com um sorriso enorme.

Viro meu rosto pro outro lado, sem vontade de olhá-lo.

— Oi. — seu sorriso murcha com minha frieza

— Cana... — começa com a voz chorosa, se sentando na cama, ao meu lado — Até quando você vai ficar me tratando dessa forma? Você tá me evitando desde que saiu do hospital. O que eu fiz? Seja lá o que eu tenha feito que te chateou, me perdoe, por favor! — Implora, acariciando minha cabeça

Nossa História - Souya Kawata (Angry)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora