Reencontro

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Capítulo 31

Cinco anos depois

- Então até a próxima, senhor Satoshi. - aperto a mão do homem, com um sorriso educado.

- O prazer é meu, senhora Kamado. Obrigado por essa oportunidade. Não vamos te decepcionar. - garante o homem de meia idade, meu novo representante do México.

Ele sai da minha sala e eu me jogo na cadeira, exausta.

Ren, que também estava presente na reunião, ri e se senta na cadeira à frente da minha mesa.

- Anime-se, pequena! Mais outra empresa aberta! Imaginou que poderia chegar tão longe? Agora são quatro Phoenix Tech espalhadas pelo mundo.

Bufo, murmurando.

- Eu sei, é óbvio que estou feliz, mas também estou cansada de tantas reuniões, não posso ficar exausta não é?

- Hahaha claro que pode. - ele se levanta e para atrás de mim - Vou te fazer uma massagem, você merece. - seus longos dedos apertam meus ombros tensos e eu solto um gemido de satisfação

- Aaah obrigada, mano! Você é demais. - fecho os olhos, relaxando sob seu toque gentil - Ren, tem certeza que cê não é gay? Seu toque é delicado como o de uma mulher. - provoco, sabendo que ele odeia todas as vezes que faço isso, mas logo me arrependo quando ele aperta meus ombros com força, deixando levemente dolorido. - Ai, caramba! - afasto do seu toque, me virando pra olhar pra ele, indignada - Eu tô brincando, caralho!

Ele ri e se afasta, sentando-se à minha frente novamente.

- Sua peste. Se eu fosse gay você seria a primeira pessoa a saber, idiota.

- Eu sei, só estava te provocando. Impossível você ser gay sendo galinha desse jeito. - pressiono meu próprio ombro, onde ele apertou com força, gemendo de dor

- Eu tenho muito amor pra dar, querida. Meu erro é amar demais. - justifica parecendo realmente orgulhoso disso e eu reviro os olhos.

- Resposta de todo conquistador safado. Tenho pena das meninas que se envolvem com você achando que vão ser especiais. - folheio algumas páginas, voltando ao trabalho.

- E eu tenho de você que ainda tá apegada ao seu ex. - levanto meu olhar cortante como faca pra ele, mudando instantâneamente de humor.

Respiro fundo por uns segundos e retorno meu olhar pros documentos, fingindo que não fui atingida por sua indireta que acertou direto na ferida.

Não quero brigar com ele.

- Não tô apegada a ninguém, é tudo passado.

- Sim, diga isso a si mesma até se convencer.

Fecho a pasta de documentos com força, fazendo um barulho alto, finalmente correspondendo a provocação dele como ele claramente quer.

- Tá bom, Ren, já chega! Não tem mais graça. - o perfuro com um olhar de raiva, meus dentes rangendo de ódio

- E quem disse que tô brincando. Sabe muito bem porque estou falando isso.

- Ainda é sobre aquilo? - pergunto, entendendo onde ele quer chegar.

- Você sabe que sim. Admite logo que tá fugindo, que está evitando o Japão de propósito.

Me levanto, batendo as mãos na mesa, misto de frustração e raiva.

- Que? Claro que não!

- Está sim, está com medo de voltar pra Tóquio. Você já abriu filiais em quatro países diferentes, já tem outros na lista e o Japão, seu país nativo, nem mesmo está sendo uma opção pra você. Coincidência demais, não?

Nossa História - Souya Kawata (Angry)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora