♡28𑁍

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História não corrigida.

A campainha tocou e Geno sentiu um grande arrepio na espinha, mas ele tinha tomado alguns calmantes então ele não ia surtar muito. Geno foi até a porta e a abriu recebendo Fallacy, Encre, Jasper e Suave com abraços. — Faz muito tempo, como vocês cresceram. — Geno disse para Jasper e Suave, feliz por ver seus sobrinhos. 

Suave era um garoto de 14 anos, loiro de pele branca e olhos castanhos, muito gentil, atencioso e muito bem educado. Suave não era filho de Fallacy nem Encre, ele tinha sido acolhido com a mãe aos 8 anos; ela precisava de ajuda e de um trabalho, então Fallacy a acolheu mas infelizmente ela morreu quando Suave tinha 10 anos; mesmo assim ele ainda continuou com os Rouge. Fallacy era o tutor legal de Suave e apesar dos dois não terem uma relação de pai e filho, a vida de Suave era bastante feliz, ele tinha Jasper apesar de ser quase um mordomo e tinha Encre que apesar de diferença de idade o tratava como um amigo, ele também tinha Carlos e Fibi que eram seus amigos e colegas de “trabalho” e também tinha seus tios de consideração, Charles irmão mais velho de Fallacy, Geno e Error que eram primos. Ele tinha uma família grande e legal apesar de ser um tango disfuncional.

— E você Encre, como vai? — Geno ajudou ele a ir para o sofá mesmo com Fallacy o ajudando também. — Um pouco cansado, sabe como é.

— Tio Geno, cadê o Fresh e o tio Error? — Jasper perguntou o olhando intensamente. Geno sorriu. — Eles estão lá em cima, você pode ir os chamar se quiser. — Jasper olhou para o pai que concordou e então o garotinho foi saltitando para as escadas mas subiu com cuidado.

Geno se sentou em uma cadeira ao lado do sofá. — Então, Error me disse que você teve problemas com a empresa.

— É, era caso de um gerente que se achava muito inteligente. ele fez o favor de despedir o designer chefe bem em cima da data de um dos maiores desfiles da temporada. 

Geno arregalou os olhos, aquilo era terrível e podia dar um grande problema para a entrega das jóias e artigos de luxo, principalmente porque a empresa de Fallacy era parceira de grandes estilistas. — Mas tá tudo bem agora?

Fallacy concordou com a cabeça parecendo tranquilo. — Sim, tudo bem. Para sorte de todo mundo o designer não levou a sério a demissão do imbecil, eu não levei prejuízo já que a situação foi controlada rapidamente e a entrega das Jóias será no prazo. Para azar de outros, um processo jurídico será iniciado amanhã. — Geno suspirou aliviado com a informação. — Menos mal, fico aliviado de saber que ficou tudo bem. E você Encre, tem alguma novidade?

Encre sorriu. — Nada realmente muito interessante, a rotina tem sido tranquila apesar deste inconveniente, mas bem, eu posso não ter nada de emocionante para falar mas Suave tem. — O pobre menino que estava distraído arregalou os olhos não esperando ser incluído na conversa. — É mesmo?

Suave coçou a cabeça um pouco envergonhado. — … Eu fui o melhor da turma por 5 anos seguidos e eu estou tendo aulas de violino, eu também ganhei segundo lugar em uma competição de natação que a escola promove. — Suave não pode olhar nos olhos de Geno, ele estava um pouco envergonhado de falar sobre suas pequenas vitórias. Geno por outro lado estava muito orgulhoso do sobrinho. — Isso é impressionante Suave, você é realmente muito esforçado. — Ele deu um sorrisinho para Geno, as bochechas de Suave estavam rosadas.

A coisa fluiu tranquilamente mesmo com as crianças descendo e fazendo um pequeno alvoroço com suas brincadeiras e um cachorro cheio de energia, apesar de ter tido um dia agitado. Foi um jantar muito agradável em família e é claro, não tiveram nem uma pergunta difícil de ser respondida para grande e total alívio de Geno. 

Na manhã seguinte, Geno acordou levemente mais tranquilo, não muito mas o suficiente para não surtar no trabalho. Ele mandou Error para a escola com marmitas extras da janta do dia anterior e deixou Fresh na crochê e nada de estranho aconteceu. Era muito suspeito.

Geno parou seu fusquinha um pouco antes de chegar na frente da empresa. Ele geralmente estacionava mais perto mas nem todo dia era o melhor dia, então dessa vez ele teria que andar um pouco mais. Tirando o fato de Geno não poder estacionar onde geralmente estacionava, aquele dia estava sendo um dia bem normal; o chefe dele continuava exigente, ele ainda tinha um momento de coisas para fazer e o dia dele continuava um pé no seco, mas tirando aquilo, estava normal e Geno relaxou um pouco, pelo menos até sua pausa. 

Ele estava descendo para a cafeteria medíocre do prédio com os colegas que falavam entre si e como esperado, ele continuava neutro com tudo, ele não era rude a ponto de ninguém gostar dele e também não era legal ao ponto de fazer amigos, ele era, só passivo e neutro. Quando eles saíram do elevador, Geno viu que tinha um cara de uniforme azul e boné da mesma cor, não seria estranho ver alguém assim ali se aquela empresa não fosse de seguros, a maioria das pessoas que entravam ali eram aspirantes a figurões e funcionários cansados de terno, ninguém de uniforme e muito menos segurando um buquê de rosas vermelhas daqueles bem caros.

Todos olharam estranhando muito, e como não estranhariam? até Geno o fez mas, aquilo não era da conta dele então ele só ia passado pelo ômega que olhava o celular enquanto seus colegas pararam para olhar como as outras pessoas. — Ei, espera, você é Geno? — Geno parou na hora e olhou o ômega; cabelos castanhos claro, olhos castanhos avermelhados e pele pálida, ele era bem pequeno, tinha cheiro de canela e estava olhando diretamente para Geno, assim como os outros naquele momento.

Era impossível ter outro Geno na mesma empresa então não dava nem para disfarçar. — Geno Crayon? — o ômega perguntou de novo. —... Sou…— Geno piscou algumas vezes tentando entender o que queriam com ele. O ômega se aproximou e estendeu o buquê. — Me mandaram te entregar e te dar uma mensagem. — O cara pegou uma carta do bolso que parecia tão chique quanto o buquê.

Geno pegou o buquê e esperou, verdadeiramente perdido com aquilo tudo. O ômega limpou a garganta e começou a ler.  — Mais cedo estava andando perto de uma floricultura e o perfume das rosas que hoje senti, o doce, a sensação mais sublime de seu aroma, me fizeram lembrar de ti, de seu toque e de sua imagem pela manhã com a minha camisa favorita. De: R para seu ômega. — O ômega fechou a carta e a estendeu para Geno que a pegou como uma vara verde. 

Ele sentiu como seus pés tremiam assim como suas mãos, ele estava com tanta vergonha que ficou vermelho dos pés a cabeça; tinham muitas pessoas olhando e as coisas não ficaram melhores quando os aplausos começaram. Ele só agradeceu sem jeito e o outro ômega que saiu.

— Ae Geno, não sabia que você tinha achando seu destinado, parabéns. — Um dos colegas disse, chegando perto dele, ele parecia sorrir de escárnio mas Geno não podia dizer com certeza, ele estava travado. — Você é idiota? você não percebeu o cheiro dele? — outra colega disse.

— Ah cala a boca v#$i¥ 

— P£##€ cara, você não percebeu mesmo? Até eu que não sou tão chegado persebei. — um outro colega entrou na conversa. 

Geno estava pouco se ferrando para se eles perceberam ou não, ele estava mais ocupado pensando que Reaper saiba até mesmo onde ele trabalhava; Geno não sabia mais como se sentia, quer dizer, ele estava com medo mas ao mesmo tempo ele se sentia anestesiado do mesmo jeito que se sentia ansioso e confuso. Ele passou o dia com aquelas rosas e com o escritório todo falando de si para sua má sorte.

No fim do dia ele finalmente teve um pouco de sossego, ele só se jogou no sofá com as rosas enquanto Fresh brincava. Quando Error chegou de seu turno, Geno nem se preocupou, ele estava cansado para pensar. — Ei Geno, que flores são essas? — Error perguntou tirando o casaco.

— O cara que me ajudou outra noite me deu. — Geno disse sonolento.

— Quer que eu coloque na água. — Geno murmurou algo que Error interpretou como um sim.

𝐃𝐞𝐚𝐫 𝐇𝐞𝐚𝐫𝐭Histórias para pegar e não largar. Descubra agora