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História não corrigida.

Error acordou em um pulo desesperado olhando para todos os lados, onde ele estava? Era a pergunta que martela em sua cabeça. Error sentia seu coração pular em seu peito, parecia que logo ele iria sair para fora. o que havia acontecido na noite passada? Por que ele não se lembrava bem?

Error se levantou da cama e olhou em volta, o quarto ao qual ele estava era enorme e totalmente diferente do quarto pequeno dele, as paredes eram cor creme, muito mais claras do que o creme de baunilha que Ccino fazia. Tudo era claro e delicado com poucos detalhes escuros, sendo esses de cor marrom; parecia como aquelas ambientações de séries de época, era a única coisa que Error podia comparar.

Error olhou para si, alguém havia trocado suas roupas já que agora ele estava com uma camisola branca, era simples, sem estampas e chegava até os joelhos dele. Error começou a hiperventilar, ele não podia respirar, ele sentia como suas pernas ficaram dormentes e seu coração palpitava no peito.

Error caiu no chão e se encolheu abraçando o estômago, ele sentia como se fosse vomitar mesmo não tendo comido nada em horas. De um momento a outro ele sentiu uma lambida familiar no rosto, ele não hesitou em o abraçar. Mobster estava ali com ele.

Alguns minutos passaram e Error finalmente pode ficar em pé novamente. Ele olhou diferente a porta que era um dos detalhes marrons do quarto, ela estava aberta e ali estava parado um garotinho; era o garotinho de Ink. Error olhou bem a criança que o encarava de um jeito intenso. — Você não parece o meu Freshy. — O garoto disse sem tirar os olhos de Error.

Error concordava com aquilo, eles realmente não se pareciam mas… espera, ele tinha dito, Meu Freshy? Quem aquele garoto achava que era?. Error franziu o cenho, ele ia dar uma boa resposta aquela peste, mas a resposta não chegou. — Em vez disso, você se parece comigo… Você é meu outro pai?. — Error naquele momento não podia somar 2+2 de tão surpreso que estava.

Agora que ele podia ver o garoto melhor, e de fato, eles eram praticamente iguais com apenas uma ou duas coisas diferentes. — De qualquer jeito, o papai mandou te chamar, tá na hora do café da manhã. — O garoto deu meia volta e saiu andando como se nada tivesse acontecido e Mobster como um cachorro curioso foi atrás do garoto; Error sabia que aquelas deslizes eram normais já que era um cachorro em treinamento, mas não lhe agradava o fato do cão ir atrás daquele garoto, Error não sabia o que estava acontecendo afinal.

Com cautela em seus pés descalços ele foi atrás do garoto e de seu cão pelos corredores da casa que mais parecia uma mansão, ele podia ter pulado da janela e arriscado quebrar alguns ossos mas o fato de Mobster estar ali deixava tudo mais estranho.

Error viu como o garoto entrou com Mobster atrás, assim indo até o pai para falar com ele. Error estava parado na entrada da cozinha que era impecável. — Obrigado PJ, você já pode ir até a sala chamar o seu amigo. — Comyet sorriu e deu um leve empurrão encorajador no menino que logo saiu com Mafioso atrás, aquele cachorro realmente tinha gostado do garoto. Depois que o garoto saiu Comyet voltou os olhos para Error e com um sorriso desconfortavelmente acalentador, disse. — Que bom que acordou, espero que tenha tido uma noite agradável. — ele falava com uma voz mansa como se aquilo tudo fosse o mais normal possível. Agora Error definitivamente detestava aquele homem com todas as forças.

— Seu babaca, escória… seu… seu… seu biltre!. — Error queria o xingar, queria falar os palavrões mais inadequados que ele sabia mas simplesmente não lê veio nada, ele queria despejar seu ódio naquele homem, queria dizer o quanto ele o odiava mas não podia, primeiro porque ele não encontrava as palavras, segundo, ele nem sabia por que ele estava ali.

— Hahahahahahaha. — aquele homem estava realmente rindo da cara dele?

As gargalhas daquele homem ecoaram por toda aquela cozinha, mas de repente ele parou, ele parou e começou a andar até Error em passos largos e lentos. Error recuou alguns passos para trás até não ter mais para onde ir, ele acabou batendo as costas em uma parede. — Quando estiver na frente do meu filho, não diga coisas grosseiras senhor Crayon… vamos, é hora do café da manhã. —  ele disse ainda com aquele sorriso agradável, enquanto tirava Error de perto da parede e o guiava com a mão na base das costas até a sala de jantar.

Chegando no cômodo, Error viu Fresh sentado ao lado do filho de Ink, eles pareciam estar escrevendo em um papel. Error arregalou os olhos, Fresh estava realmente ali e estava com roupas diferentes; por que? O que estava acontecendo? Porque os dois estavam ali? Por que tudo estava tão confuso?!.

Ink fez Error se sentar à seu lado, ficando na frente de Fresh. Aquela mesa era enorme mas apenas aquele parte onde eles estavam sentados estava com comida, comida de gente rica, claro; tinha de tudo um pouco, mas Error não estava interessado nisso, ele queria era saber se Fresh estava bem, porque se um deles tivesse o machucado Error iria sair dali preso.

Error acenou para Fresh mas ele não olhou, então ele bateu na mesa criando vibrações para só assim Fresh levantar a cabeça e olhar o irmão. Ele abriu um grande sorriso e acenou para Error. — • Você está bem? Eles não te machucaram? Eles te machucaram? • — Error sinalizou um pouco tenso, estava com receio de saber a resposta de seu irmãozinho.

Para seu total alívio Fresh sorriu mais e o respondeu paresendo animado — • Eu tô bem, eu me diverti muito. Enquanto você estava dormindo eu e o Jammy fizemos uma festa do pijamas, assistimos muitos desenhos legais e brincamos bastante. O pai do Jammy também deu coisas gostosas para nós comermos. • — Fresh ignorou o resto da pergunta de Error por toda a animação, então o próprio Error só suspirou e concordou com a cabeça, fazia um pouco de sentido o fato de Fresh ter trocado de roupa então.

Fresh se virou para olhar Paper Jam mas os olhos do garoto estavam fixados em Error, seus olhos estavam bem abertos, ele parecia impressionado. — Como você faz isso? — Paper Jam perguntou se apoiando na mesa.

— Faz o que garoto? — Error não gostava de crianças, principalmente as petulantes.

— Essa coisa de mexer as mãos. — Paper Jam parecia impaciente.

 — Isso se chama língua de sinais, garoto, você não deveria saber como seu amigo se comunica?

— Eu acho que, o que meu filho quer dizer é, como você aprendeu e se pode ensinar, senhor Crayon. — era claro que Comyet ia interferir no assunto como se não fosse nada. Error parou e olhou a tinta com pernas, ele parou e pensou o analisando, a onde ele tinha visto aquela cena? Ele pensou e pensou, em um instante uma luzinha se acendeu; Hannibal Lecter, essa era a resposta, ele se comportava como aquele personagem, bem recatado, educado, sexy, perfeito, mas por trás da máscara tinha algo de errado, ele demorou um pouco para perceber isso. 

A primeira impressão de Error foi que aquele homem era a pessoa mais bonita que ele já tinha visto, a segunda impressão de Error foi que, ele era um insuportável, a terceira impressão de Error, a mais atual, era que aquele homem poderia ser perigoso como um lobo em pele de cordeiro. Error sentia que precisava manter distância e fazer sua família e amigos também manterem distância daquele homem, algo não fazia sentido nele, tudo parecia volátil e estranho.

𝐃𝐞𝐚𝐫 𝐇𝐞𝐚𝐫𝐭Histórias para pegar e não largar. Descubra agora