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Os próximos capítulos demorarão algum tempo.

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História não editada.

— Então Error, como estão as coisas? Você tem praticado a sua tolerância? 

— Na verdade, sim, aconteceram tantas coisas que o meu pânico de tocar as pessoas foi a minha menor preocupação para ver sincero. — Error abraçava uma das almofadas do consultório da psiquiatra dele.

— É? Que tipo de coisas?

— Bem, teve meu irmão perdendo o emprego, eu brigando com meu melhor amigo, eu me tornando “amigo” do meu professor de artes e no fim ele se tornando meu chefe, terem me confundido com a mãe do filho dele…eu ter escutado meu irmão fazendo…  — Error fez uma careta bem feia e colocou a mão no rosto. — Que horrível, minha nossa, que horrível. — A psiquiatra levantou uma sobrancelha ou era isso que Error achava, afinal, ela não tinha um dos olhos e consequentemente, não tinha uma das sobrancelhas. Error respirou fundo e suspirou. — Enfim… tiveram muitas coisas, umas bem ruins mesmo e outras nem tanto.

— Tudo bem e sobre quais dessas coisas você gostaria de falar hoje? — ela pegou a xícara de chá e bebericou um pouco.

— Acho que dessas duas coisas uma delas engloba a outra, então são só duas né?

— Bem, acho que sim.

— Ok, bem…Tem esse cara que vive dando flores para o meu irmão e Geno sempre está com um cheiro diferente…Eu acho que Geno está em um relacionamento secreto com ele. — A psiquiatra continuou a prestar atenção em Error sem o interromper. — Parece muito que ele tá escondendo isso de mim, e tipo, nem é de uma forma Inteligente porque ele andou super estressado desde que conheceu esse fulano.

— O que você pensa sobre isso?

— Eu penso que é uma hipocrisia da parte dele, ele vive falando pra eu tomar cuidado mas ele fica aí com esse cara.

A mulher tomou outro gole do chá e colocou a prancheta de lado. — Posso dar minha opinião Error? — ele concordou com a cabeça. — Eu acho que você devia chegar e ser bem claro com Geno e dizer como você se sente, porque conhecendo ele, ele acha que está te protegendo, mas as vezes não é bem assim. O melhor é vocês dois sentarem e terem uma conversa aberta e se isso for difícil, você sabe que eu sempre posso mediar.

Error parou por um momento e pensou mas negou com a cabeça. — Nós podemos fazer isso sozinhos, obrigado.

— Tudo bem. Gostaria de chá Error? — ela se levantou com a xícara na mão e foi até a mesinha que ficava no canto, ali tinha uma garrafa térmica e copos descartáveis. — Sim por favor. — ela pegou um copo para Error. 

—...Eu não me senti bem quando eu e Nightmare discutimos, eu sei que ele tinha um ponto válido, mas eu também tenho o meu e isso é tão irritante porque…Eu não posso simplesmente… é tão complicado.

A doutora deu o copo para Error que pegou com cuidado. — Pode me dar mais detalhes? Qual era o motivo da briga?

—...Esse professor…ele é amigo do irmão de Nightmare e esse irmão não é lá um dos melhores irmãos, então… então Nightmare acha que o professor é perigoso e Nightmare disse para eu ficar longe, mas eu simplesmente não posso, porque ele me ofereceu um trabalho e eu preciso disso além de que o Fresh é amigo do filho dele e ele não foi nada mais que gentil e… — Error respirou fundo e bebeu um pouco do chá. — …Eu não… depois de ter me assustado com… essa coisa do Geno…ele me levou para uma vendinha de bairro e comprou água pra mim e eu acabei contando o que tinha acontecido, ele riu e nessa ele caiu no chão, mas eu ajudei ele a levantar só que ele pediu o equilíbrio e caiu em cima de mim… — a sala ficou em silêncio por um momento, a psiquiatra não disse nada. — …Eu me senti bem, eu me senti muito bem e não é o tipo de sensação quando somos adolescentes e ficamos apaixonados, não tem nada haver com isso, é diferente, parece mais complexo só que eu tô muito confuso porquê eu não deveria estar sentindo isso. — Error baixou os olhos e se recostou no sofá enquanto bebeu mais um pouco de chá.

— Você tem outra tarefa então. Pense em como é essa sensação e pense por qual motivo seria tão errado sentir o que você está sentindo, por que seria errado? e então quando chegar nossa próxima sessão quero que me diga qual a conclusão que você chegou.

Error concordou e eles ficaram falando mais um pouco até o fim da sessão. Error se despediu da psiquiatra e saiu andando para a escola antes de escutar ela fechar a porta do consultório. Error deu alguns passos mas não resistiu e cheirou a gola da camisa branca que estava usando, tinha o cheiro de Ink impregnado nela, não só dos feromônios mas também do perfume que ele usava; era cítrico mas doce como caramelo, para Error era bastante agradável. O celular de Error tocou de repente, era Nightmare ligando. — Alô, o que aconteceu? — só podia ter acontecido algo para Nightmare o ligar aquela hora. — Dust sumiu.

—... Como assim o Dust sumiu? Como você sabe que ele sumiu?

— Horror passou na casa dele ontem depois do trabalho e ele não estava, hoje ele passou de novo na casa de Dust mas nem sinal dele. Eu liguei e mandei mensagem mas nada também.

— Eu tô indo pra escola, encontro vocês aí. Eu vou mandar mensagem pra ele, talvez ele possa responder um de nós.

— Eu vou falar com Killer e Cross também.

— Tá, a gente se vê na frente da escola. — Error desligou a chamada e saiu correndo a toda velocidade enquanto ia no chat de Dust mandar mensagem.

Quando Error chegou na frente da escola já não tinha quase ninguém, só alguns alunos aqui e ali, nada de mais. Killer, Horror, Nightmare e Cross estavam no meio das escadas conversando entre si com os celulares nas mãos. — E aí? — Error estava ofegante. — Alguém conseguiu falar com Dust?

— Ninguém cara, onde será que aquele idiota tá? — Killer passou a mão pelo cabelo preto puxando os fios. 

— Eu vivo falando pra ele não mexer com coisas perigosas, mas ele não me escuta. — Horror falou bem baixo, um pouco acima de um sussurro mas Error escutou, o que ele queria dizer com “mexer com coisas perigosas?” Error ia perguntar mas a voz de Dust interrompeu ele. — O que aconteceu? — era baixa com uma mistura de apatia e tristeza, muito parecida com quando ele não queria falar ou quando Phantom estava colando coisas na cabeça dele.

— Onde você estava Dust?! Por que não respondeu ninguém seu cabeça de minhoca?! — Killer correu até ele e abraçou o tirando do chão. — Você está bem? — Horror foi o seguinte a se aproximar, depois foi Nightmare, Error e Cross mas eles pararam quando viram o olho roxo e o lábio cortado do amigo. — Quem fez isso? — Error perguntou encarando. 

Dust desviou os olhos. — Foi uns caras de onde eu moro, eles acharam que eu tinha roubado uma bagulho deles aí, eles vieram atrás de mim, mas tá de boa eu sai quase ileso, só meu celular que ficou ferrado. — Dust tirou o celular do bolso e a tela estava toda quebrada, era um milagre ele ainda estar meio ligando. Eles abraçaram Dust todos juntos, o que tirou um suspiro de surpresa dele. — Você sabe que não podemos deixar você voltar pra lá né? — Killer disse sendo esmagado pelo braço forte de Horror. Dust não respondeu.

— Nós vamos ver isso depois, temos aula agora. — Nightmare separou todo mundo e saiu os arrastando para dentro da escola.

𝐃𝐞𝐚𝐫 𝐇𝐞𝐚𝐫𝐭Histórias para pegar e não largar. Descubra agora