O Bayon nunca dorme de verdade.
Mesmo à noite, a terra respirava. As árvores rangiam como se sussurrassem segredos antigos, e a agua escura refletiam uma lua quebrada por nuvens pesadas. Ali, longe das luzes de Nova Orleans, a magia nao precisava se esconder.
Izzy caminhava entre as raízes retorcidas com Hope presa junto ao peito, envolta por um manto encantado. Cada passo era calculado. Cada som, analisado.
Ela sentia.
Algo as observava.
Atrás dela, Klaus surgiu sem aviso, como sempre. O cheiro de sangue fresco e floresta misturava-se ao dele, mas sua presença nunca foi ameaça - não para ela.
- Você está cansada - disse ele.
Izzy nao virou o rosto.
- Cansada é um luxo para quem pode falhar.
Klaus franziu o cenho.
- Você nao falha.
Ela parou. Finalmente o encarou.
- Não cim Hope. Nunca.
Por um instante, o silêncio entre eles foi carregado de tudo o que nao haviam dito desde que voltaram. A morte. O sacrifício. A promessa quebrada pelo destino.
Klaus se aproximou, a voz mais baixa.
- Eu vi o outro lado, Izzy. Vi um mundo sem você... sem ela. Não pretendo repetir essa experiência.
Antes que ela respondesse, Hope se mexeu nos braços de Izzy. Um gemido suave escapou de seus lábios e o chão tremeu.
- Klaus... - murmurou Izzy, os olhos brilhando. - Ela está reagindo.
Hope abriu os olhos.
Por um segundo, o mundo parou.
Uma onde invisível de energia se espalhou, dobrando galhos, apagando velas distantes, silenciando criaturas da noite. Símbolos antigos surgiram ha superfície da agua - runas que nem mesmo Klaus reconhecia.
- Isso não é apenas magia - sussurrou ele. - É comando.
Da sombras, passos ecoaram,
Elijah surgiu, acompanhado por Vicent e Freya. O semblante de Freya estava pálido.
- Nós sentimos. - disse ela. - Todas as bruxas sentiram.
Vicent encarava Hope com reverência e medo.
- Essa criança nao pertence a nenhuma profecia comum.
Hope começou a chorar.
O choro nao era frágil - era poderoso. O ar se comprimiu. As árvores se curvaram. Instintivamente, Izzy pressionou a testa contra a de Hope.
- Shh... estou aqui. Ninguém vai te levar.
O choro cessou. No mesmo instante, algo respondeu a distância.
Um grito ecoou pelo Bayou - antigo, furioso. Freya arregalou os olhos.
- Eles nos encontraram.
- Quem? - Perguntou Klaus, ja com os olhos dourados brilhando.
Freya respirou fundo.
- A Ordem do Véu. Bruxas existiam antes dos Mikaelson serem imortais. Elas acreditando que Hope é o erro final da natureza... e que Izzy é a chave para corrigi-lo.
O olhar de Klaus se voltou lentamente para Izzy.
- Você sabia disso?
Izzy não desviou.
- Megan me alertou sobre isso uma vez, sabia que um dia viriam. Mas nunca acreditei fielmente.
Klaus segurou o pulso dela, firme.
- Então faremos o que os Mikaelson sempre fizeram melhor.
Vicent se aproximou.
- Sobreviver?
Klaus sorriu, cruel.
- Não. - disse Elijah.
- Quebrar o munido antes que toque na nossa família. - Completou o híbrido.
Ao longe, no coração do Bayou, um círculo de fogo violeta começou a se formar. A Guerra havia sido declarada.
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A Guardiã
VampireE se a história fosse diferente? E se as bruxas tivessem achado outro jeito de convencer Klaus Mikaelson a aceitar a filha e ficar em New Orleans. Pois bem, Izabelly Salvatore foi a chave para convencerem o híbrido egoista de que ele precisava ficar...
