A manhã chegou, mas não trouxe alívio.
A luz atravessava as janelas da mansão como sempre — suave, dourada — mas havia algo errado na forma como tocava o ambiente. Como se estivesse sendo... observada de volta. Izzy não dormiu. Ela ficou sentada no parapeito da janela do andar de cima, olhando o jardim, sentindo o mundo em duas camadas ao mesmo tempo. A normal. E a outra. Mais profunda. Mais... estrutural.
— Você vai acabar quebrando. — disse Klaus Mikaelson, encostado na porta, braços cruzados.
Ela não olhou pra ele.
— Eu não estou quebrando.
— Ainda.
Silêncio.
Izzy suspirou.
— Você não confia em mim.
Klaus deu um passo à frente.
— Eu não confio nisso.
Ela finalmente virou o rosto.
— "Isso" está quieto.
— "Isso" está aprendendo. — Klaus rebateu. — E eu já vi o que acontece quando algo poderoso demais aprende rápido demais.
Izzy sustentou o olhar.
— Então você sabe que tentar controlar tudo piora.
Klaus travou o maxilar. Porque sabia. E odiava saber.
—
Dentro dela a entidade estava ativa. Mas não como antes. Agora havia... padrões de repetição. Observação contínua. Comparação. Ela estava analisando o mundo através de Izzy — mas também... reinterpretando.
"Luz: variável inconsistente."
A percepção atravessou Izzy como um pensamento que não era dela. Ela franziu levemente a testa.
— A luz não é inconsistente... — murmurou.
Klaus arqueou a sobrancelha.
— Começou.
— Não. — ela disse rápido. — Ele só... está tentando entender.
— Ótimo. Ensina ele depois. Quando não estivermos todos em risco.
Izzy ignorou. Porque algo havia mudado. A luz no jardim... Oscilou. Não no céu. Mas na forma como incidia sobre as folhas. Como se estivesse sendo... recalculada.
—
Na sala principal, Freya Mikaelson e Vincent Griffith ainda trabalhavam nos restos do selo.
— Eu nunca vi nada assim. — Vincent disse. — Não é magia tradicional. Não é espiritual. Não é...
— É estrutural. — Freya completou. — Como se fosse... código da realidade sendo manipulado em tempo real.
— E ela é o terminal. — Vincent concluiu.
Ambos ficaram em silêncio por um segundo.
— Isso não é sustentável. — ele disse.
Freya não respondeu. Porque no fundo... Ela não sabia se era.
—
De volta ao andar de cima, Izzy se levantou de repente.
— Ele está tentando algo.
Klaus ficou tenso na hora.
— O quê?
Izzy fechou os olhos. Sentiu. A entidade não estava invadindo. Não estava forçando. Mas estava... testando. Pequeno. Controlado.
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A Guardiã
VampireE se a história fosse diferente? E se as bruxas tivessem achado outro jeito de convencer Klaus Mikaelson a aceitar a filha e ficar em New Orleans. Pois bem, Izabelly Salvatore foi a chave para convencerem o híbrido egoista de que ele precisava ficar...
