O Que Permanece Observando

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A mansão Mikaelson voltou a respirar mas não voltou ao normal. O silêncio agora não era ausência — era contenção. Como se cada parede soubesse que algo ainda estava ali... apenas esperando.

Izzy estava sentada no chão da sala, exatamente onde tudo tinha acontecido. As linhas do antigo selo haviam sumido do piso — mas nela ainda brilhavam, pulsando sob a pele em ritmos que não pertenciam ao mundo físico.

Ela não estava ferida. Mas também não estava... sozinha.

— Você precisa descansar. — disse Freya Mikaelson, com cuidado, se aproximando como quem se aproxima de algo instável. — Seja lá o que você fez, seu corpo... 

— Não é o meu corpo que importa. — Izzy interrompeu, sem agressividade.

Freya parou.Observando.Calculando.

— Então o que importa?

Izzy levou a mão ao peito. Sentiu. E por um segundo, o ar ao redor dela ondulou levemente.

— A interface. — ela respondeu.

Do outro lado da sala, Damon Salvatore soltou um riso curto.

— Ótimo. Agora ela fala como se fosse um software.

— Faz sentido. — murmurou Stefan Salvatore. — Ela literalmente virou um sistema de contenção.

— Eu prefiro "solução elegante". — Izzy disse, levantando devagar.

Quando ficou de pé, as luzes oscilaram. Não falharam. Responderam.

Klaus Mikaelson percebeu na hora.

— Você está afetando o ambiente.

— Não. — Izzy corrigiu, calma. — Ele está.

Um silêncio pesado caiu.

— "Ele" ainda está ativo? — perguntou Vincent Griffith, tenso.

Izzy inclinou a cabeça, como se escutasse algo que ninguém mais podia.

— Sempre esteve.

E então, ela piscou. Por um instante mínimo, os olhos dela não focaram em nada da sala. Mas em algo... muito mais longe. Muito mais profundo.

Dentro dela não havia escuridão. Havia estrutura. Mas agora... diferente. Mais organizada. Menos caótica. Como se a própria presença dela tivesse imposto... estética. E no centro a entidade. Não mais fragmentada. Não mais instável. Mas também não completamente livre.

Ela observava. E, pela primeira vez não estava tentando expandir. Estava... esperando.

"Interação."

A ideia surgiu na mente de Izzy como um sussurro inevitável.

— Não. — ela disse em voz alta, de volta à sala.

Todos olharam.

— Não o quê? — Damon perguntou.

Izzy respirou fundo.

— Ele quer... mais.

— Mais o quê? — Stefan.

— Experiência.

Vincent fechou os olhos por um segundo.

— Claro que quer... — ele murmurou. — Você deu a ele percepção localizada. Agora ele vai querer... variáveis.

— Eu não vou deixar. — Izzy disse.

Mas a confiança na voz dela... não era absoluta.

E Hope percebeu. Hope Mikaelson se aproximou devagar. Sem medo. Sem hesitação.

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