O Preço da Guardiã

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A primeira regra da magia antiga era simples: tudo cobra um preço.

O círculo estava traçado no chão da antiga igreja abandonada no Bayou, onde santos esquecidos observavam em silêncio o retorno de forças que jamais deveriam despertar. Velas negras ardiam ao redor, alimentadas oor sangue hibrido e palavras que nao pertenciam a nenhuma língua moderna.

Izzy permanecia no centro.

Descalça. Firme. O pulso estendido.

Klaus estava diante dela, os olhos dourados brilhando intensamente, o rosto marcado por algo raro - contenção.

- Ainda da tempo de parar. - Disse ele, a voz baixa, perigosa. - Eu posso matar todos eles antes que isso comece.

Izzy ergueu o olhar, suave apenas para ele.

- Não desta vez. Eles nao querem você. Querem o que eu sou.

Ela fechou os dedos ao redor da lamina ritualistica.

- Se o Véu me reconhece como chave... emtso eu decido como a porta abre.

Elijah observava à distância, atento, enquanto Freya e Vicent reforçavam o perímetro mágico. Damon andava de um lado para o outro, claramente irritado.

- Eu odeio rituais. - Resmungou. - Sempre termina com alguém sangrando demais.

- Você pode ir embora. - Disse Izzy, sem desviar o olhar de Klaus.

- Não quando é minha irmã no centro do pentagrama.

Stefan segurava Hope nos braços, mantendo distância segura, mas suficiente para que Izzy pudesse sentir a presença da criança. O elo entre elas pulsava como um coração compartilhado.

- Ela está inquieta. - Murmurou Stefan.

Izzy respirou fundo.

- Porque sabe que isso é sobre mim.

Ela cortou o pulso. O sangue tocou o círculo - e o mundo respondeu.

O chão tremeu. As paredes da igreja racharam. Um vento impossível apagou metada das velas enquanto símbolos púrpura surgiam no ar, queimado a realidade.

A Ordem do Véu apareceu.

Figuras encapsuladas emergiram das sombras, seus corpos parcialmente incorpóreos, como se existissem entre planos. A mesma mulher do primeiro confronto avançou.

- Guardiã Salvatore - disse ela. - Você aceita o julgamento?

Izzy ergueu o queixo.

- Eu aceito o direito de escolha.

A mulher sorriu.

- Então pague o preço.

A magia atacou como lâminas invisíveis.

Klaus se moveu num piscar de olhos, despedaçando dois membros da Ordem antes que tocassem o círculo. Elijah seguiu logo atrás, preciso e mortal. Damon e Stefan lutavam juntos - instinto antigo reacendido.

Mas o foco nao era a batalha. Era Izzy.

A marca hibrida em seu pulso queimava. As veias escureciam. A lua e o vampiro disputavam espaço dentro dela.

Ela gritou - nao de dor, mas de força

- Hope! - chamou.

A criança respondeu. Um choro atravessou o espaço como trovão. O círculo se incendiou em luz dourada. As figuras da Ordem recusaram.

- Impossível. - sussurrou a líder. - A criança nao deveria comandar o elo.

Freya arregalou os olhos.

- Ela não comandando. - murmurou. - Está escolhendo.

Izzy sentiu o poder fluir não como sacrificio, mas como laço.

Ela não estava sendo drenada, estava sendo reconhecida.

- Você nao é a chave. - Disse Izzy à mulher. - Eu sou o juramento.

Com um gesto final, ela fechou o punho ensanguentado.

O círculo explodiu em luz.

A Ordem do Véu foi arremessada para fora do plano físico, seus gritos ecoando como ecos de um mundo que se fechava por enquanto.

Silêncio. Izzy caiu de joelhos. Klaus a segurou antes que tocasse o chão.

- Não ouse. - rosnou. - Não depois dissol

Ela sorriu, fraca.

- Viu? Eu fico.

Hope começou a rir. Um som suave. Feliz. E então algo mudou no ar.

Elijah foi o primeiro a sentir.

- Isso nao acabou.

No altar quebrado, uma rachadura pulsava em violeta escuro. Vicent se aproximou, aterrorizado.

- Vocês não fecharam o Véu... Vocês acordaram o que estava atrás dele. 

Do outro lado da fenda, um olho se abriu.

Antigo. Consciente. E interessado. Klaus encarou a fenda, apertando Izzy contra o peito.

- Então que venha - Disse ele, a voz baixa e feroz. - Porque agora, nós estamos prontos.

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