Cap. 17: Romance (im)provável

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Um mês depois

O tempo foi passando e as coisas regressaram ao normal: treinavamos o dia inteiro e procurávamos pistas sobre o paradeiro de John à noite. O ambiente entre mim e Edward já tinha regressado ao normal e o mês de Dezembro aproximava-se.

Era de manhã e, após uma longa noite de sono, acordei cheia de energia e levantei-me da cama. Sai da cabana e fui para junto de Edward. Olhei para a cabana, com a cor da madeira, e disse para Edward:

-É Dezembro e é capaz de nevar. Devíamos pintar a cabana de branco para a camuflar.

-Sim, concordo. Podíamos fazer isso amanhã. Como já estás preparada em termos físicos, já não tenho planos para esta semana.- disse Edward.

-Então porque não a pintamos hoje?

-Simples: tenho que ir à cidade buscar tinta.

Olhei para ele e desatei a correr. Cheguei à cidade rapidamente e comprei um balde de tinta branca. Voltei para a cabana e o percurso inteiro, incluindo o tempo que demorei a comprar a tinta, não demorou mais de cinco minutos. Quando cheguei coloquei o balde de tinta no chão e disse para Edward:

-Então, onde guardas esses pincéis?

Ele sorriu. Podia ser o momento perfeito se não tivesse acontecido o que se passou a seguir. Senti-me zonza e não me consegui manter de pé. Edward segurou-me e disse:

-Tens que comer. Por favor: bebe de mim.

-Não posso, e se me descontrolo?- disse eu.

-Isso não acontecerá.

Olhei para os olhos de Edward: estavam cheios de lágrimas que cairiam a qualquer momento. Ele pediu mais uma vez, mostrando-me o pulso:

-Por favor.

Olhei para ele, apontei para o punhal que tinha nas calças e disse:

-Só se prometeres que, caso me descontrole, me travas.

Ele colocou-me no chão, tirou o punhal e segurou-o numa mão. Depois, esticou-me o pulso da outra:

-Bebe. - disse ele.

Senti o cheiro do seu sangue. Aproximei-me do pulso e comecei a beber. O seu sangue saciava-me como um pão sacia um mendigo esfomeado. Mas quanto mais eu bebia, mais eu queria beber. Perdi a noção de quanta quantidade tinha bebido e simplesmente continuei a beber. Quando cai em mim, novamente, empurrei Edward e deixei de beber do seu sangue. Apenas vi Edward tirar um lenço do bolso e enrolá-lo à volta do pulso.

-Vês? Estou vivo.- disse Edward.

-Estás bem?- perguntei preocupada.

-Estou ótima.- disse ele sorrindo.

Veio até mim e limpou-me o sangue que eu tinha na boca. De seguida, eu olhei para o seu pulso onde se encontrava um lenço branco todo ensanguentado. Ele percebeu a minha preocupação.

-Estou bem, a serio. E se fossemos pintar a cabana?- disse ele.

Apesar de ter perdido a vontade, concordei.

***

Já estávamos quase a terminar de pintar a cabana. Faltava apenas um espaço pequeno e, quando eu aproximei o meu pincel, Edward aproximou o dele ao mesmo tempo. Eu ri-me e ele riu-se de volta.

-Esta parte é minha.- disse eu.

-Não, esta é a minha.- disse ele num sorriso.

Dark Blood #wattys2016Histórias para pegar e não largar. Descubra agora