Um mês depois
O tempo foi passando e as coisas regressaram ao normal: treinavamos o dia inteiro e procurávamos pistas sobre o paradeiro de John à noite. O ambiente entre mim e Edward já tinha regressado ao normal e o mês de Dezembro aproximava-se.
Era de manhã e, após uma longa noite de sono, acordei cheia de energia e levantei-me da cama. Sai da cabana e fui para junto de Edward. Olhei para a cabana, com a cor da madeira, e disse para Edward:
-É Dezembro e é capaz de nevar. Devíamos pintar a cabana de branco para a camuflar.
-Sim, concordo. Podíamos fazer isso amanhã. Como já estás preparada em termos físicos, já não tenho planos para esta semana.- disse Edward.
-Então porque não a pintamos hoje?
-Simples: tenho que ir à cidade buscar tinta.
Olhei para ele e desatei a correr. Cheguei à cidade rapidamente e comprei um balde de tinta branca. Voltei para a cabana e o percurso inteiro, incluindo o tempo que demorei a comprar a tinta, não demorou mais de cinco minutos. Quando cheguei coloquei o balde de tinta no chão e disse para Edward:
-Então, onde guardas esses pincéis?
Ele sorriu. Podia ser o momento perfeito se não tivesse acontecido o que se passou a seguir. Senti-me zonza e não me consegui manter de pé. Edward segurou-me e disse:
-Tens que comer. Por favor: bebe de mim.
-Não posso, e se me descontrolo?- disse eu.
-Isso não acontecerá.
Olhei para os olhos de Edward: estavam cheios de lágrimas que cairiam a qualquer momento. Ele pediu mais uma vez, mostrando-me o pulso:
-Por favor.
Olhei para ele, apontei para o punhal que tinha nas calças e disse:
-Só se prometeres que, caso me descontrole, me travas.
Ele colocou-me no chão, tirou o punhal e segurou-o numa mão. Depois, esticou-me o pulso da outra:
-Bebe. - disse ele.
Senti o cheiro do seu sangue. Aproximei-me do pulso e comecei a beber. O seu sangue saciava-me como um pão sacia um mendigo esfomeado. Mas quanto mais eu bebia, mais eu queria beber. Perdi a noção de quanta quantidade tinha bebido e simplesmente continuei a beber. Quando cai em mim, novamente, empurrei Edward e deixei de beber do seu sangue. Apenas vi Edward tirar um lenço do bolso e enrolá-lo à volta do pulso.
-Vês? Estou vivo.- disse Edward.
-Estás bem?- perguntei preocupada.
-Estou ótima.- disse ele sorrindo.
Veio até mim e limpou-me o sangue que eu tinha na boca. De seguida, eu olhei para o seu pulso onde se encontrava um lenço branco todo ensanguentado. Ele percebeu a minha preocupação.
-Estou bem, a serio. E se fossemos pintar a cabana?- disse ele.
Apesar de ter perdido a vontade, concordei.
***
Já estávamos quase a terminar de pintar a cabana. Faltava apenas um espaço pequeno e, quando eu aproximei o meu pincel, Edward aproximou o dele ao mesmo tempo. Eu ri-me e ele riu-se de volta.
-Esta parte é minha.- disse eu.
-Não, esta é a minha.- disse ele num sorriso.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Dark Blood #wattys2016
Vampiros"Bastou um dia...um dia mudou 16 anos da minha vida. Pensei que era um rapaz normal, mas não era. Agora, agora só me resta uma coisa: ser o monstro em que ele me transformou e conseguir a minha vingança" Trailer do livro: https://m.youtube.com/watc...
