Scarlet caminhava com sua mãe pela calçada de paralelepípedos em direção à porta principal da
igreja, sentindo-se diferente. Ela nunca havia ido à igreja antes, mesmo esta ficando a apenas duas
quadras de sua casa, ela não queria que nenhum de seus amigos a vissem andando naquele momento. A
igreja era tão visível, ficava à direita na rua principal do centro da cidade; ela baixou seu boné de
beisebol, que ela havia arrancado do cabide no último segundo, torcendo que ninguém a visse. Não que
ela pensasse que havia algo de errado em ir à igreja - era só que ela simplesmente não gostava. Não era
comum em sua família. Ela pensou que seria estranho se alguns de seus amigos ou vizinhos de repente a
vissem andando com sua mãe em direção à igreja no meio do dia. Afinal, por que alguém faria isso? A
menos que algo estivesse errado com sua família.
Mas ela sabia que ir à igreja faria sua mãe feliz e, por algum motivo estranho, ela meio que estava
ansiosa também, dada a forma como ela estava se sentindo insegura nos últimos dias. Ela não se
importaria realmente em ter alguém para conversar, precumindo que o padre fosse legal, o que sua mãe
disse que ele era, ela não queria um tipo estrito e velho. Ela duvidou que ele pudesse se relacionar com
ela, mas talvez ele pudesse ajudar a lhe dar alguma luz sobre o que havia de errado com ela. Ou talvez
ele pudesse, pelo menos, deixá-la mais calma.
Enquanto andavam, Scarlet pensou sobre o seu dia. Tinha sido outro dia ruim. Após a primeira aula,
tudo estava péssimo: ela não viu Sage novamente durante o resto do dia e, mesmo assim, ela não
conseguia parar de pensar nele. Ela se perguntou se ele a odiava agora, por deixar as coisas assim. Apesar
de tudo, ela esperava que ele gostasse dela. Ela procurou por ele durante todo o dia, mas não viu
nenhum sinal. Foi tão estranho - era como se ele tivesse desaparecido.
Pelo menos, pensar sobre ele a ajudava a superar Blake. Com Sage em sua cabeça, ela mal tinha
pensado em Blake novamente naquele dia; ela o tinha visto uma ou duas vezes, com o canto do olho,
tinha certeza de que ele a tinha visto também, e tinha rapidamente se virado. Ele definitivamente não lhe
mandou uma mensagem durante o dia todo. Por isso, era óbvio que ele não estava mais interessado nela.
O que estava deixando de incomodá-la, desde que ela pensasse em Sage.
Apesar de seus esforços, ela não tinha cruzado com Maria de novo naquele dia; ela tinha certeza de
que Maria estava ignorando-a e ela podia jurar que Jasmin e Becca também a estavam evitando. Ela se
perguntou se Maria tinha-lhes dito o que havia acontecido e havia deixado uma má ideia sobre Scarlet.
Ela não tinha visto nenhuma delas na hora do almoço, o que era incomum. Scarlet estava com um
crescente sentimento de que não tinha ninguém a quem pudesse recorrer. Suas amigas, Blake, seus pais,
ela estava sentindo que todos estavam alinhados contra ela.
O alarme final do dia fora um som bem-vindo e ela correu de volta para casa, verificou seu celular
VOCÊ ESTÁ LENDO
Cobiçada
VampireEm COBIÇADA (Livro #10 em Memórias de Um Vampiro), Scarlet Paine, de 16 anos, se esforça para entender exatamente o que ela está virando. Seu comportamento errante a afastou de seu novo namorado, Blake, e, agora, ela precisa se empenhar em fazer as...
