Caitlin se sentou no avião, enquanto esperava a decolagem, checou seu celular mais uma vez. Ela se
sentiu tão culpada por deixar Caleb daquele jeito, especialmente com Scarlet desaparecida – e se sentiu
especialmente culpada por sair do país. Ela não conseguia se lembrar da última vez que tinha ido ao
exterior, especialmente sem Caleb. Ela não podia deixar de se sentir como um criminosa, fugindo no
meio da noite. Ela estava começando a ter dúvidas se estava fazendo a coisa certa.
Caitlin continuou tentando mandar mensagem e ligar para Scarlet, enquanto estava a caminho para o
aeroporto. Ela tinha tentado enviar mensagens de texto e ligações para Caleb, também. Sem resposta.
Caleb, ela presumiu, estava apenas bravo com ela; mas Scarlet, ela temia, poderia estar fora de alcance.
Sentia que, se houvesse alguma boa notícia, ela já teria ouvido. Seu coração apertou ainda mais quando
ela se sentou.
Ela esperava que, depois de voltar, ela poderia consertar as coisas com Caleb. Explicaria tudo a ele e
ele acreditaria nela desta vez, a entenderia. E que eles poderiam ter seu casamento e família de volta ao
caminho certo, deixar todo aquele pesadelo para trás. Quando tudo acabasse, ela jurou para si mesma,
ela iria queimar seus diários de vampiro e nunca olharia para eles de novo.
Ela lembrou-se de que ela estava fazendo isso por Scarlet. Ela tirou a página arrancada de sua pasta
e a examinou sob a luz do teto brilhante. Ela a leu de novo e de novo sobre o antigo ritual para curar
um vampiro. Parecia autêntico. Ela rezou para que fosse. E ela orou para que Scarlet, lá fora em algum
lugar, não tivesse transformado ninguém ainda. Se ela tivesse, o ritual seria inútil. Ela só esperava que ela
pudesse chegar a Paris, encontrar a outra metade da página e voltar a tempo para resgatar sua filha.
"Eu sinto muito, senhora, mas você precisa desligar todos os aparelhos eletrônicos", disse a voz.
Caitlin olhou para cima e viu a aeromoça a encarando, aguardando-a. Ela olhou para o celular pela
última vez:
Não há novas mensagens.
Relutante, ela o desligou, e atendente saiu.
Quando o avião começou a andar, ela sentiu uma onda de ansiedade. Será que ela estava apenas
perdendo tempo? Será que esta velha livraria em Paris teria o livro? Se assim fosse, eles teriam a página
perdida? Será que a velha a deixaria entrar? Tudo aquilo era apenas uma chance remota?
E, acima de tudo: se ela encontrasse, será que funcionaria?
Caitlin ficou pensando enquanto o avião alçava vôo. Ela olhou para o relógio e percebeu que ela
teria nove horas até que o avião aterrissasse em Paris.
Essas nove horas não passariam nem um pouco rápido.
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Cobiçada
VampirEm COBIÇADA (Livro #10 em Memórias de Um Vampiro), Scarlet Paine, de 16 anos, se esforça para entender exatamente o que ela está virando. Seu comportamento errante a afastou de seu novo namorado, Blake, e, agora, ela precisa se empenhar em fazer as...
