Estava vomitando pela milionésima vez quando o telefone tocou e Agatha entrou com pressa no meu quarto.
-Alicia, Alicia!
-O que houve Agatha pelo amor de Deus! Eu nao aguento mais vomitar...
-O detetive que esteve aqui ligou dizendo que seu avô está na Inglaterra e minha irmã acabou de me ligar dizendo que o viu saindo no estacionamento do hospital.
-Agatha, ligue agora pro aeroporto e providencie duas passagens para o próximo vôo pra Inglaterra. Preciso de roupas de inverno pois lá faz frio, muito mais frio que aqui nessa época. -Sim hoje o tempo por aqui mudou e esfriou um pouco. Providenciarei tudo.
Ela se arrumou e eu também estava pronta apenas com uma bagagem de mão saímos de casa e eu mesma dirigia um dos diversos carros que tínhamos na garagem.
-Se continuar dirigindo assim vamos chegar na Inglaterra!
Diminui a velocidade do carro um pouco, meu jeito de dirigir fazia Agatha morrer de medo.
Estávamos chegando ao aeroporto quando Agatha me perguntou:
-E o Héctor o que vamos dizer pra ele. -Depois eu penso nisso. Meu avô é capaz de tudo.
Chegamos finalmente ao aeroporto e pegamos nosso avião. Dentro do avião eu mais uma vez vomitei até o estômago. Chegamos na Inglaterra e parecia uma eternidade e paramos num restaurante do aeroporto e comprei uma torta de limão na verdade um pedaço de torta. E comi três pedaços enquanto Agatha me olhava assustada comprei uma garrafa com água e paguei a conta e fomos embora a caminho do hospital.
Dentro do taxi senti meu estômago se remetendo e pedi pra ele parar apenas deu tempo de abrir a porta.
- Alicia, parece uma cena do exorcista. Você não está bem!
-Podemos ir! Disse eu ao motorista e em poucos minutos teve que parar mais uma vez e isso aconteceu durante todo trajeto. Levamos o dobro do tempo para chegar ao hospital.
Chegamos na ala aonde minha mãe estava internada e pedi que chamassem o médico dela. Vieram dois. O médico que a operou e a irmã da Agatha.
-E como está minha mãe.
-Srta. Andersom, sua mãe está melhor e deverá acordar daqui alguns dias.
O médico também me contou que um senhor veio visitar minha mãe e que disse que voltaria hoje. Na mesma hora liguei pro detetive que já estava na Inglaterra e acompanhado de mais dois policias ficaram ali de prontidão no hospital. Eu por mais algumas vezes vomitei.
-Quero ver minha mãe, doutor.
Disse eu depois de ter ido vomitar no banheiro.
Ele me levou até o quarto e assim que coloque as mãos dela na minha ela abriu os olhos. Eu chamei os médicos que vieram examina la e fiquei feliz por ver que minha mãe estava bem.
Agatha foi para um hotel e eu passei a noite toda com a minha mãe e não sai de perto dela.
-Filha você está diferente e com um brilho nos olhos.
-Mãe, se eu te contar você não vai acreditar.
-Antes de me contar o porque desse seu rostinho feliz. Quero saber como você arrumou tanto dinheiro pra cuidar de mim?
-É que... mamãe... Eu fui até...
- Olha só, já está acordada Adele?
Falou meu avô que estava de pé na porta
-Que bom. Antes de fazer o que eu vim fazer, quero dizer pra você que sua filha foi me procurar...
-Eu não acredito que você fez isso Alicia, tanto que te falei. Seu avô não presta! Ele tentou me matar, mas não conseguiu e por causa do seu ódio acabou matandobseu próprio filho e por causa do seu dinheiro não foi preso! Você deveria estar mofando em uma prisão agora Philipus!
-E você deveria ter morrido!
Eu tinha que ter te mata do na primeira oportunidade. Meu filho hoje estaria aqui comigo e casado com uma grega! E você só teria sido alguém que ele se enganou no passado!
-Philipus seu maldito saia daqui!
-Eu vou sair, mas não antes de acabar com a sua mãe!
Ele puxou a arma e apontou pra minha mãe eu gritei.
-Não ouse Philipus!
Ele virou se é agora apontava para Héctor.
-É melhor você calar sua boca ou será o próximo Althea maldito. Seu pai foi o primeiro!
-Pelo amor de Deus vovô não faça isso! Eu não posso perder minha mã e meu marido!
Minha mãe me olhou confusa e num surto de adrenalina me agarrei aos braços de Héctor.
-Que lindo, mas é uma pena vocês dois não poderem aumentar a família.
Disse meu avô com deboche.
Ele novamente virou se apontando a arma pra minha mãe.
E quando se preparou para atirar...
-Largue a arma Philipus, e três policiais estavam a pontando sua armas em sua direção.
Ele ainda apontava sua arma na direção da mamãe suas mãos tremiam e a arma balançava.
Ouviu se um tiro, eu me desesperei e tudo ficou escuro.
- Alicia!
Eu ouvi me chamar longe. Abri meus olhos e ainda enxergava as pessoas embarcadas, mas podia identificar que haviam alguns médicos e mais três pessoas me olhando.
Quando minha visão finalmente voltou ao normal, vi Agatha, Héctor e minha mãe de pé segurando minha mão.
-Como se sente meu amor?
-Mamãe, a senhora está andando?
-Com um pouco de dificuldade minha filha, mas graças a você hoje posso andar.
-Me sinto enjoada. E também arrependida de ter ido procurar meu avô.
-Filha se você não fosse procura lo, não estaria feliz como está agora.
Héctor me contou tudo e disse o quanto te ama.
Héctor se aproximou me deu um beijo.
- Alicia, você não poderia ter me deixado mais feliz.
-Mas Héctor eu menti pra você. Minha mãe está viva, eu não posso te dar filhos...
As lágrimas desciam.
-Eu já sabia de tudo. Eu pedi ao mesmo detive do caso do seu avô pra investigar sobre você é descobri sobre sua mãe e a vida pobre que vocês tinham aqui. Eu paguei todo o tratamento dela. Até porque você mentiu, por causa do seu avô.
Agatha me ajudou muito ela é uma grande amiga e a mãe dela virá trabalhar conosco também. Ainda mais agora que seu avô está preso.
O médico entrou nos interrompendo.
-Depois de tanta coisa. Philipus está preso e sua mãe está bem, não é mesmo Alicia?!
-Sim, mas doutor eu não estou muito bem. Deve ser todo esse estresse.
-Mas antes de desmaiar ele atirou bem na direção da mamãe.
-Sim, mas a bala acertou a porta do banheiro. Ele errou porque ficou nervoso ele estava tremendo muito na hora que disparou.
- Meu Deus! Fiquei com tanto medo que desmaiei.
-Não foi apenas pela emoção Alicia.
Eu pedi alguns exames depois que você desmaiou e vim lhe dar o resultado.
-Então doutor, o que está acontecendo comigo?
-Bom, segundo o seu exame, você está muito bem.
-Mas doutor, eu estou enjoando muito e desmaiei agora pouco. Tem algo errado.
-Pelo contrário, estar assim significa que você está muito bem. Você está grávida!
-Grávida, como assim?! Eu não posso estar grávida!
-Como não? A senhora agora é uma mulher casada e passam tanto tempo enfiados no quarto que...
-Agatha!
Ecvlamei com raiva.
Ela deu um risinho.
-Fico feliz que vocês vão ter um filho.
-Mas como assim? Meus exames após o acidente indicaram que eu nunca poderia ser mãe.
-Eles se equivocaram!
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Desejo
De TodoEm pleno século XXI, um casamento arranjando com intuito de destruir uma poderosa e rica família por vingança, pode mudar a vida e o destino de todos nessa história.
