Bônus II

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Fiz tudo que Camila me instrui, coloquei a calça de couro que ela gostava, uma regata branca e uma jaqueta. Não importa quanto passe, Camila amava quando eu me vestia. Peguei o envelope em cima do criado mudo, desci e minha sogra estava com os pequenos assistindo TV.

- Sogrinha to indo – dei um beijo nela – Tchau meus amores se comportem – beijei os três e fui para a garagem. Olhei para os carros e fiquei em duvida com qual ir. – Ah nem a pau que eu vou com um carro desses – peguei o sedan e dirigi até um local bem conhecido por mim. Estacionei do outro lado, depois eu voltava pra buscar o carro.

- Boa noite – o segurança falou – Posso vê sua identificação? – mostrei e ele abriu a porta da garagem. Tirei a chave do Porsche 918 spyder e entrei pulando a janela – Posso vê sua autorização para levar esse carro?

- Eu sou a dona dele, mas se quiser ligar para o seu chefe e diz que a Sombra levou o carro – pisquei pra ele e saiu a toda velocidade daquela garagem. Camila iria adorar aquele carro. Ela queria ter novas aventuras pelo o que eu entendi e eu também queria, aventuras com ela. Abri o envelope e li o endereço e segui pra lá. Parei num sinal vermelho e um idiota de carro tunado amarelo parou ao meu lado e ficou acelerando o carro toda hora, ele queria apostar corrida.

- Qual foi tia, você não ta velha demais para andar numa maquina dessas – eu virei pra ele, só não desci e dei um soco nele, porque eu ia ensinar aquele merdinha.

- Mil dólares pra quem atravessar primeiro o próximo sinal – ele e o amigo gargalharam. Levantei o maço de dinheiro e eles parara. – Ta com medo dessa tia aqui? – falei sarcástica.

- Dinheiro fácil – ele falou rindo. Passei a primeira e fiquei esperando o sinal abrir, saímos ao mesmo tempo, mantive o carro ao lado do dele, quando ele virou pra mim, eu pisquei pra ele e acelerei mais o carro. Passei pelo sinal e quando olhei pelo retrovisor eles estavam fazendo a curva

- Filho da mãe sem palavra. – continuei meu caminho e cheguei até o píer, parei o carro e fui caminhando até o endereço descrito no papel, era muito estranho, dei três batidas na porta.

- Senha – uma voz masculina falou. Olhei no papel e tinha lá

- Cabum? – a porta abriu e três homens armados estava ali.

“Que merda é essa?” – pensei entrando sem entender nada, eles me revistaram. “Camila disse que queria apimentar as coisas, será que isso faz parte da fantasia?”

- Ele estava te esperando – praticamente me empurraram pra dentro da uma sala.

- Você está atrasada – um homem com um sotaque Russo falou. – Mas vamos logo ao negocio, eu tenho muito o que fazer – ele puxou uma mala de baixo da mesa. – Está aqui, essa belezinha é capaz de explodir o centro de Miami inteiro – ele mostrou uma bomba. – De que parte da Rússia você é.

“E agora? Caralho pra mim só existe uma Rússia” – engoli minha saliva

- Eu na verdade não falo sobre isso – me sentei na cadeira. Precisa encenar ou eles iam acabar comigo – Depois da depressão eu não falo sobre o passado.

- Depressão Russa? – ele franziu o cenho

- Isso depressão Russa e também mantém os americanos longe. – dei um sorriso e o homem riu

- Onde está meu dinheiro? – ele falou sério.

“Camila que merda é essa?” – olhei ao redor pra vê se não tinha nenhuma câmera ou coisa do tipo

- Olha Russo eu não vim comprar uma bomba de destruição em massa, eu só quero transar com minha mulher. CAMILA SE ISSO FOR UMA BRINCADEIRA SUA NÃO TEM GRAÇA – Gritei e fui até a porta

The Mission (camren)Onde histórias criam vida. Descubra agora