LAUREN POV
Eu não podia dizer a eles que eu precisava acabar com tudo, que se fosse embora aquilo nunca teria fim, ele viria atrás de mim e usaria cada um deles pra me atingir, então eu precisava colocar um ponto final em tudo, depois de resolver algumas coisas muito importantes, eu fiquei um bom tempo olhando o álbum da minha família, eu tinha uma obrigação com eles, com Troy e com JJ, com os pais de Camila, com os pais de Vero, com todos eles, então nas três ultimas paginas em branco daquele álbum eu coloquei fotos nossas, de todos nós reunidos, em momentos normais, momentos família. Era por eles que eu tinha que acabar com aquilo de uma vez por todas e só acabaria com a minha morte ou com a morte dele.
- Coloca ela no carro – peguei o corpo de Camila com dificuldade – Vão para o México e de lá peguem um avião para o Brasil – entreguei Camila desacordada pelo choque e as passagens – Quando ela acordar vocês vão estar bem longe, se for necessário coloca um pouco disso no pano e faz ela apagar, mas não deixa ela voltar Mahone – ele parecia um pouco sem entender – Ta me ouvindo?
- To – fomos saindo do aeroporto, entrei em um carro antigo que tinha ali no estacionamento e fiz uma ligação direta, demorou um pouco, admito que estava sem pratica, sempre deixava Dinah e Vero roubarem os carros. Joguei as três bolsas de dinheiro ali – Mas esse é o seu dinheiro
- Um milhão e meio, abre um negocio qualquer, compra uma casa legal na beira da praia, sei que Camila gosta de praia... Mahone cuida dela – aquilo era a coisa mais difícil que eu estava fazendo, dizer pra ele cuidar da minha mulher
- Lauren eu...
- Apenas vai – falei saindo de lá e andando pela rua, não estava frio, mas também não estava calor, o clima era ameno, ouvi o som do pneu cantando, talvez ele mesmo estivesse pensando em desistir. Fui caminhando, sem me importar onde eu estava indo, eu tinha um destino que foi traçado desde que eu nasci. Pela primeira vez naquela noite algo me chamou atenção, uma igreja estava aberta, não era tão tarde, mas mesmo assim era algo meio anormal. Algo me empurrava para entrar naquele local, mesmo não gostando muito de igrejas, eu acredita em Deus, uma força superior que regia nossa vida e que operava milagres, mas não acreditava nos homens que diziam ser servos de Deus e por isso tem direito de mandar nas nossas vidas. Assim que entrei um padre estava sentada num dos bancos parecia rezar, me sentei no ultimo banco e olhei para o altar, lá estava a imagem de Jesus. Uma vez eu quebrei uma taça do padre no orfanato, mas a culpa foi de um outro garoto mais velho, mas ela caiu sobre mim, fiquei ajoelhada por três horas rezando o pai nosso, depois de meia hora eu não rezava mais, apenas xingava aquele que me castigou, na época eu achava que era Deus e estranhamente aquela imagem de Jesus caiu na minha frente, eu fiquei com tanto medo que voltei a rezar, rezei mais uma hora só pelo tempo que perdi o xingando, foi a primeira vez que acreditei cegamente nas forças divina, mas no dia seguinte descobri que era um parafuso solto.
- Você deseja se confessar minha filha? – o padre falou, era um senhor de cabelos grisalhos e de aparência bem cansada
- Não, eu nem sei o que estou fazendo aqui – falei sincera
- Ele tem planos pra todos nós, se você entrou aqui é porque tinha um propósito – o homem falou se sentando ao meu lado
- Eu pequei – falei alto – E essa noite eu vou pecar muito mais Padre
- E qual seria o seu pecado filha? – o padre falou
- Eu hoje vou fazer muitos homens se encontrarem com diabo – me virei séria e o homem abaixou a cabeça e negou
- Só Deus pode julgar
- Então levarei eles ao encontro de Deus para que sejam julgados – me virei para a imagem de Jesus – Eu sei que eu não tenho créditos com você, que deve fechar seus olhos e tapar seus ouvidos pra mim, mas essa noite, só essa noite, eu preciso da tua benção – soltei um suspiro e olhei para o lado e o Padre estava de olhos fechados e apertando seu terço nas mãos
- Irei rezar por você minha filha, vá em paz – ele fez um sinal da cruz com as mãos e eu sai de lá, peguei um taxi e fui direto para casa.
Assim que cheguei comecei a me arrumar para aquela noite, seria uma noite de festa, a morte hoje ficaria muito ocupada. Eu descobri onde era a casa do El loco graças ao Chris, mas eu ainda me preocupava com ele, será que ele estava bem, essa noite eu iria descobri. Coloquei meu Coldre axilar e depositei ali minhas duas Magnum ou como muitos conhecem Desert Eagle .50. Ajeitei minhas três facas de arremesso, peguei três granadas, duas explosivas e uma de efeito moral. Peguei a calibre dose e sai entrei no carro que deixamos ali, eu dei a idéia de irmos de taxi justamente para ter o carro pra mim. Respirei fundo e liguei o carro, manobrei para sair do jardim da casa, quando ia sair pelo portão lá uma sombra me fez frear bruscamente, quando olhando novamente vejo Vero de braços cruzados em frente ao carro
- Sua vadia suicida – ela abriu a porta do passageiro e jogou uma bolsa lá trás – Você achou que ia se divertir sozinha?
- Vero, vai embora, sua mulher está grávida – falei tentando fazer ela desistir
- Ela é ex mulher, estamos divorciadas esqueceu? – ela falou rindo – E ela mandou eu vir atrás de você depois que nós vimos você desmaiar Camila. Agora vamos logo que faz tempo que eu não mato ninguém
- Obrigada – falei sinceramente – Obrigada por sempre estar do meu lado sua vadia louca – ela deu um sorriso de canto
- Eu sei que você me ama Jauregay, agora vamos logo matar aqueles putos – sai com o carro e fomos seguindo pelas ruas de Miami, segundo as informações do Chris a casa dele ficava próxima a praia, era uma casa enorme, era uma praia privada, então era quase nos limites da cidade, eu tinha uma pequena noção de onde era. Para matar o silêncio que estava dentro do carro ela ligou o rádio e a "Canción del Mariachi" [link nas notas finais] começou a tocar, nós assistimos o filme A balada do pistoleiro e ficamos fissuradas nessa música na época, lembro que ouvíamos todos os dias enquanto bebíamos tequila só porque eles bebiam tequila no filme.
- Ta de brincadeira né? – falei e ela deu de ombros, soltei uma gargalhada e iniciei a música junto com o cantor – Soy un hombre muy honrado, que me gusta lo mejor, por mujeres no me falta, ni el dinero ni el amor – cantei a primeira parte.
- jineteando en mi caballo, por la sierra yo me voy, las estrellas y la luna, ellas me dicen donde voy – Vero cantou o segundo verso rindo
- ay, ay, ay ay,ay ay amor, ay mi Morena, de mi corazon – cantamos essa parte juntas, em meio aos risos
- me gusta tocar guitarra, me gusta cantar el "song", mariachi me acompaña, cuando canto mi cancion – Vero cantou essa parte
- me gusta tomar mis copas, agua ardiente selo mejor, tambien el tequila Blanco, con su saleda sabor – Cantei essa parte e flashes da nossa adolescência vinham, as risadas e as brincadeiras, coisas únicas que compartilhamos
- ay, ay, ay ay,ay ay amor, ay mi Morena, de mi corazon – cantamos essa parte juntas novamente e bem alto, deixamos o cantor terminar de cantar a música e ficamos apenas rindo, quando notei já estávamos chegando ao local, olhei para o lado e por um instante eu vi a Vero adolescente com aparelhos nos dentes e magrela, parei o carro e percebi que eu estava arrastando minha melhor amiga para o caixão comigo
- Vero não faz isso – foi um pedido sincero
- Se eu for embora agora, eu nunca vou poder deitar a cabeça no travesseiro sabendo que eu deixei minha melhor amiga sozinha – ela abaixou a cabeça e negou – Naquele dia que aconteceu... – ela levantou a cabeça e me olhou nos olhos - ...Aquilo, eu te deixei ir sozinha pra poder sair com Lucy, eu nunca me perdoei por isso, por isso naquele dia que você apareceu na minha casa, daquele jeito, eu prometi a você que nunca mais te deixaria sozinha – ela passou as mãos rapidamente pelo rosto – Você não vai se divertir sozinha – ela disse rindo
- Você é doida – falei e ela riu
- Eu sei que você me ama
- Sim eu amo – ela parece ter engolido o choro
- Eu também te amo – Era agora ou nunca, começamos a nos ajeitar e fazer o que com certeza ele não estava esperando que eu fizesse, aparecer na porta da casa dele.
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The Mission (camren)
De Todo"Meu nome é Karla Camila Cabello, tinha 22 anos e sou uma agente condecorada do FBI, trabalhei em grandes casos, prendi bandidos, traficantes e terroristas no mundo inteiro, consegui o reconhecimento bem rápido pois eu sempre fui muito esforçada, e...
